Quanto a ajudar os animais, a depender da motivação, somos mais ou menos coerentes. Por ex., se minha motivação é ajudar os animais da forma mais eficiente possível, o veganismo é a opção mais segura a nível individual. Agora, se ajudar os animais é apenas uma parte da motivação que me levou ao ovolactovegetarianismo, provavelmente há outros fatores aí pesando e influenciando nos meus hábitos, o que pode ir desde a preguiça culinária até à mais pura "akrasia" (uma espécie de dissonância entre teoria e prática). O fato de um estilo de vida vegano por vezes exigir um custo energético maior das pessoas, especialmente para aquelas que não querem "perder tempo" pesquisando produtos e serviços, é um fator que pesa na motivação mesmo das que já têm o mindset vegano, ainda que não compartilhem de sua prática. E é justamente devido a essas interferências na motivação pessoal que acredito que o sucesso do veganismo depende muito mais da inovação tecnológica e da facilitação econômica do que propriamente da ideologia. Se o mercado dá os incentivos necessários para que "ser vegano" não seja mais um empecilho, mas inclusive uma facilidade a nível pessoal, então não haverá qualquer desculpa relativamente razoável para não ser vegano. Podemos até apontar a dissonância entre teoria e prática da pessoa, mas o real problema é muito mais relativo à natureza humana do que relativo a ter as motivações certas.
Mimo incrível que recebi hoje da @tecnopuc, me convidando pra #StartupGaragem, um programa de três meses que ajuda a transformar ideias 💡 em negócios. 💼
Com direito a cookie delicioso da @zcafeoficial, um livro dedicado a atacar os bancos (achei muito minha cara haha) indicado pela @anlab_br, uma carteira vegana da @querodobra (sempre quis uma!) e um planner personalizado da própria Tecnopuc, pra me organizar até o fim do ano (como sabem que tô precisando me organizar? Hmmm)
Ah, o mais legal é que a cartinha de convite é toda escrita à mão. Eu queria ter essa letra fofinha haha
A #StartupGaragem começa dia 19 de agosto e iniciará com palestra da @querodobra, que será aberta ao público - e eu espero demais conseguir ir!
Mais infos sobre a #StartupGaragem vocês podem encontrar em pucrs.br/tecnopuc/garagem (já tô até organizando minhas ideias pra disputar mais esse espaço!)
Com direito a cookie delicioso da @zcafeoficial, um livro dedicado a atacar os bancos (achei muito minha cara haha) indicado pela @anlab_br, uma carteira vegana da @querodobra (sempre quis uma!) e um planner personalizado da própria Tecnopuc, pra me organizar até o fim do ano (como sabem que tô precisando me organizar? Hmmm)
Ah, o mais legal é que a cartinha de convite é toda escrita à mão. Eu queria ter essa letra fofinha haha
A #StartupGaragem começa dia 19 de agosto e iniciará com palestra da @querodobra, que será aberta ao público - e eu espero demais conseguir ir!
Mais infos sobre a #StartupGaragem vocês podem encontrar em pucrs.br/tecnopuc/garagem (já tô até organizando minhas ideias pra disputar mais esse espaço!)
Alysson Augusto via @like
Finalmente nossos policiais terão uma qualificação de qualidade! Agora todos os meliantes que portarem Pepsis serão presos por tráfico de órgãos e apenas os policiais que estiverem com sorte do dia no horóscopo serão convocados para trabalhar. Temam diante disto, criminosos!
https://twitter.com/alystoteles/status/1153129672038854657
https://twitter.com/alystoteles/status/1153129672038854657
Conforme Sergio Tufik, renomado médico brasileiro que fundou o Instituto do Sono a partir de sua tese de doutorado, “só lembramos de um sonho se acordarmos no meio ou no final dele". Ou seja, se ao acordar você lembra do que estava sonhando, em nome da sua qualidade de vida é melhor identificar o que é que está causando esse rompimento de seu ciclo de sono REM (quando os olhos mexem rapidamente e nosso cérebro começa a produzir sonhos vívidos).
Tufik, no curso de especialização em neurociência e comportamento que estou fazendo na PUCRS, também disse que “o sono ideal é aquele do qual despertamos sem precisar de nenhum estímulo." Aqui podemos deduzir que, ao acordar lembrando de seu sonho, você pode estar sendo vitimado pelo seu despertador. O ideal é descobrir quantas horas mais ou menos seu corpo necessita para despertar naturalmente, e então programar seus sonos de acordo. Se você é menos regrado, como eu, aplicativos como o Sleep Cycle ajudam a prevenir esse tipo de rompimento brusco causado por alarmes instantâneos que interfere na qualidade de seu sono.
Se o seu corpo não dá conta de acordar naturalmente no horário desejado, que ao menos a sua utilização de tecnologias para despertar seja uma utilização não apenas eficiente, como também inteligente. Fica a dica.
Tufik, no curso de especialização em neurociência e comportamento que estou fazendo na PUCRS, também disse que “o sono ideal é aquele do qual despertamos sem precisar de nenhum estímulo." Aqui podemos deduzir que, ao acordar lembrando de seu sonho, você pode estar sendo vitimado pelo seu despertador. O ideal é descobrir quantas horas mais ou menos seu corpo necessita para despertar naturalmente, e então programar seus sonos de acordo. Se você é menos regrado, como eu, aplicativos como o Sleep Cycle ajudam a prevenir esse tipo de rompimento brusco causado por alarmes instantâneos que interfere na qualidade de seu sono.
Se o seu corpo não dá conta de acordar naturalmente no horário desejado, que ao menos a sua utilização de tecnologias para despertar seja uma utilização não apenas eficiente, como também inteligente. Fica a dica.
Pesquisar é difícil pra caramba, pois na maior parte do tempo você tá perdido, sem direção, tentando encontrar alguma noção de por onde ir pra, pelo menos, estabelecer uma linha de raciocínio coerente e que valha a leitura. Trata-se do processo de aprender para só depois ensinar.
Quando você lê um artigo em língua inglesa, é muito comum que ele tenha sido escrito em primeira pessoa caso apenas uma pessoa o tenha escrito, e em terceira pessoa caso duas ou mais tenham escrito.
Isso parece tão adequado à escrita que pode soar banal notar esse detalhe, mas não é banal quando você, acadêmico brasileiro, é incentivado a sempre escrever seus textos de modo impessoal, como que distanciando sua escrita da sua própria identidade.
Ao invés de falar "neste artigo eu mostro que X implica Z", você é incentivado (para não dizer forçado) a escrever "neste artigo nós mostramos/é demonstrado que X implica Z". Você pesquisou sozinho, escreveu sozinho e concluiu uma coisa da outra sozinho. Mas a formalidade brasileira comumente exige que você escreva num tom de impessoalidade, ou como se sua escrita fosse sempre uma escrita coletiva. E eu acredito que isso pode vir a ter alguns efeitos estranhos no próprio processo de escrita.
Dentre os possíveis "transtornos" que a exigência de impessoalidade pode causar (não confundamos com exigência de imparcialidade, que é louvável), temos por exemplo a geração de uma mentalidade específica no acadêmico brasileiro, em que ele se crê sempre como apenas um coadjuvante do conhecimento, alguém que deve reproduzir mais do que produzir, alguém que está apenas repassando informações já dadas, sem muita brecha para ir além do que já está estabelecido pelo seu campo de estudo.
Obviamente, efeitos complexos são multifatoriais, e não podemos simplesmente derivar a falta de originalidade acadêmica no Brasil de uma simples causa como uma mera formatação estilística de textos. Meu ponto é que a forma como escrevemos invariavelmente influi sobre a forma como pensamos, e se somos levados a escrever como se estivéssemos (relativamente) ausentes de todo nosso processo de pensamento, tendemos a nos ver não como protagonistas, mas como coadjuvantes do conhecimento, e assim nos tornamos excelentes comentaristas de filosofia, mas péssimos produtores de filosofia propriamente dita — ficamos, portanto, à margem da inovação e da disputa global pelo progresso.
De fato, talvez seja um tremendo exagero o que estou dizendo, mas é sempre marcante ler um anglo-saxão escrevendo em nome de si mesmo, colocando não apenas seus argumentos à prova, como também relacionando-os à sua própria identidade, e pleiteando originalidade argumentativa frente à comunidade de especialistas, disputando o terreno do conhecimento com a exposição de seus acertos e de suas falhas, não se bastando em simplesmente reproduzir o que autor de renome X ou autor Y disse sobre um assunto, mas indo além e efetivamente confrontando o que tais autores, especialmente contemporâneos a si, estão dizendo sobre os mais diferentes tópicos.
Embora todos tenhamos um background sempre coletivo, é preciso admitir, com pessoalidade e em primeira pessoa: eu sou o responsável pelos meus raciocínios, e todos têm o direito de saberem o que penso, por que penso e como penso. Travestir a visão pessoal do acadêmico como se fosse uma visão institucional é uma ilusão desnecessária e que só fomenta a aversão ao risco de muitos acadêmicos que temem arriscar originalidade e, por isso, serem mal recebidos por seus pares.
A mera institucionalização da possibilidade de falar formalmente em nome de si mesmo é um passo necessário, e se os países desenvolvidos já fazem isso desde o começo da carreira acadêmica, não é sem motivo.
Isso parece tão adequado à escrita que pode soar banal notar esse detalhe, mas não é banal quando você, acadêmico brasileiro, é incentivado a sempre escrever seus textos de modo impessoal, como que distanciando sua escrita da sua própria identidade.
Ao invés de falar "neste artigo eu mostro que X implica Z", você é incentivado (para não dizer forçado) a escrever "neste artigo nós mostramos/é demonstrado que X implica Z". Você pesquisou sozinho, escreveu sozinho e concluiu uma coisa da outra sozinho. Mas a formalidade brasileira comumente exige que você escreva num tom de impessoalidade, ou como se sua escrita fosse sempre uma escrita coletiva. E eu acredito que isso pode vir a ter alguns efeitos estranhos no próprio processo de escrita.
Dentre os possíveis "transtornos" que a exigência de impessoalidade pode causar (não confundamos com exigência de imparcialidade, que é louvável), temos por exemplo a geração de uma mentalidade específica no acadêmico brasileiro, em que ele se crê sempre como apenas um coadjuvante do conhecimento, alguém que deve reproduzir mais do que produzir, alguém que está apenas repassando informações já dadas, sem muita brecha para ir além do que já está estabelecido pelo seu campo de estudo.
Obviamente, efeitos complexos são multifatoriais, e não podemos simplesmente derivar a falta de originalidade acadêmica no Brasil de uma simples causa como uma mera formatação estilística de textos. Meu ponto é que a forma como escrevemos invariavelmente influi sobre a forma como pensamos, e se somos levados a escrever como se estivéssemos (relativamente) ausentes de todo nosso processo de pensamento, tendemos a nos ver não como protagonistas, mas como coadjuvantes do conhecimento, e assim nos tornamos excelentes comentaristas de filosofia, mas péssimos produtores de filosofia propriamente dita — ficamos, portanto, à margem da inovação e da disputa global pelo progresso.
De fato, talvez seja um tremendo exagero o que estou dizendo, mas é sempre marcante ler um anglo-saxão escrevendo em nome de si mesmo, colocando não apenas seus argumentos à prova, como também relacionando-os à sua própria identidade, e pleiteando originalidade argumentativa frente à comunidade de especialistas, disputando o terreno do conhecimento com a exposição de seus acertos e de suas falhas, não se bastando em simplesmente reproduzir o que autor de renome X ou autor Y disse sobre um assunto, mas indo além e efetivamente confrontando o que tais autores, especialmente contemporâneos a si, estão dizendo sobre os mais diferentes tópicos.
Embora todos tenhamos um background sempre coletivo, é preciso admitir, com pessoalidade e em primeira pessoa: eu sou o responsável pelos meus raciocínios, e todos têm o direito de saberem o que penso, por que penso e como penso. Travestir a visão pessoal do acadêmico como se fosse uma visão institucional é uma ilusão desnecessária e que só fomenta a aversão ao risco de muitos acadêmicos que temem arriscar originalidade e, por isso, serem mal recebidos por seus pares.
A mera institucionalização da possibilidade de falar formalmente em nome de si mesmo é um passo necessário, e se os países desenvolvidos já fazem isso desde o começo da carreira acadêmica, não é sem motivo.
Eu tô relativamente abismado com essa notícia, pois ao longo de um ano e meio, nas aulas de pedagogia na universidade, sempre foram romantizados os métodos construtivistas para a educação de crianças e adolescentes. O estudo mostra que o ensino direto é superior. Isso me lembrou de um professor de História das Américas que tive na PUCRS. Ele pegava a gente pela mão e levava longe. Aulas excelentes, memoráveis e totalmente direcionadas. Recebi a notícia com os destaques abaixo:
“Alunos aprendem quando o ensino é sistemático, explícito, em que o estudante não orienta o andamento das aulas, mas segue o professor, que é quem comanda o processo de aprendizagem. Isso é o que aponta uma pesquisa publicada na mais conceituada revista acadêmica de Educação do mundo, a Review of Educational Research, primeira no ranking de impacto do Scimago Journal Ranking, indicador internacional utilizado para medir a qualidade de estudos científicos.
A partir de um levantamento feito com resultados de 328 estudos publicados em 50 anos, entre 1966 e 2016, sobre diferentes métodos para ensinar, focando em 4 mil efeitos, quatro pesquisadores da Universidade de Oregon chegaram à conclusão que a “instrução direta”, que parte do princípio que todos os alunos podem aprender, desde que recebam instruções bem planejadas, tem resultados mais robustos comparados com outros métodos.
(...)
A pesquisa cita como exemplo de “instrução direta” o modelo inventado pelo pesquisador Siegfried Engelmann, na Universidade de Oregon, nos Estados Unidos. E aponta como menos eficazes:
o construtivismo, quando o aluno teoricamente seria protagonista na construção do conhecimento, mas, na prática, é muitas vezes colocado na situação de ter de ‘adivinhar’ conceitos – crianças de maior vulnerabilidade social são as principais prejudicadas por esse modelo, por terem menos recursos em seu entorno familiar;
a abordagem desenvolvimentista, que ensina de acordo com padrões comportamentais (evidências do estudo mostram que o ensino direto aumenta a autoestima da criança e, por consequência, seu comportamento);
as teorias de estilos de aprendizagem, baseadas na tese de que cada pessoa tem uma forma diferente para aprender.”
"Depois do método fônico já ter sido exaustivamente provado como eficaz através de uma combinação entre experimentos sociais e neurociência, agora a instrução direta comprova uma eficácia superior por meio de uma respeitada pesquisa. Ou seja, a metodologia construtivista está completamente defasada em relação às evidências científicas e deve causar muito dano ao aprendizado no nosso país."
https://www.gazetadopovo.com.br/educacao/estudo-reforca-evidencia-de-que-a-instrucao-direta-e-mais-eficaz-que-o-construtivismo/
“Alunos aprendem quando o ensino é sistemático, explícito, em que o estudante não orienta o andamento das aulas, mas segue o professor, que é quem comanda o processo de aprendizagem. Isso é o que aponta uma pesquisa publicada na mais conceituada revista acadêmica de Educação do mundo, a Review of Educational Research, primeira no ranking de impacto do Scimago Journal Ranking, indicador internacional utilizado para medir a qualidade de estudos científicos.
A partir de um levantamento feito com resultados de 328 estudos publicados em 50 anos, entre 1966 e 2016, sobre diferentes métodos para ensinar, focando em 4 mil efeitos, quatro pesquisadores da Universidade de Oregon chegaram à conclusão que a “instrução direta”, que parte do princípio que todos os alunos podem aprender, desde que recebam instruções bem planejadas, tem resultados mais robustos comparados com outros métodos.
(...)
A pesquisa cita como exemplo de “instrução direta” o modelo inventado pelo pesquisador Siegfried Engelmann, na Universidade de Oregon, nos Estados Unidos. E aponta como menos eficazes:
o construtivismo, quando o aluno teoricamente seria protagonista na construção do conhecimento, mas, na prática, é muitas vezes colocado na situação de ter de ‘adivinhar’ conceitos – crianças de maior vulnerabilidade social são as principais prejudicadas por esse modelo, por terem menos recursos em seu entorno familiar;
a abordagem desenvolvimentista, que ensina de acordo com padrões comportamentais (evidências do estudo mostram que o ensino direto aumenta a autoestima da criança e, por consequência, seu comportamento);
as teorias de estilos de aprendizagem, baseadas na tese de que cada pessoa tem uma forma diferente para aprender.”
"Depois do método fônico já ter sido exaustivamente provado como eficaz através de uma combinação entre experimentos sociais e neurociência, agora a instrução direta comprova uma eficácia superior por meio de uma respeitada pesquisa. Ou seja, a metodologia construtivista está completamente defasada em relação às evidências científicas e deve causar muito dano ao aprendizado no nosso país."
https://www.gazetadopovo.com.br/educacao/estudo-reforca-evidencia-de-que-a-instrucao-direta-e-mais-eficaz-que-o-construtivismo/
Gazeta do Povo
Estudo reforça evidência de que a instrução direta é mais eficaz que o construtivismo
Resultados de 328 estudos publicados em 50 anos mostram a ampla vantagem da “instrução direta” em relação a outros métodos, como o construtivismo. Entenda.
O trabalho é, em primeiro lugar, um processo de que participam igualmente o homem e a natureza, e no qual o homem espontaneamente inicia, regula e controla as relações materiais entre si próprio e a natureza. Ele se opõe à natureza como uma de suas próprias forças, pondo em movimento braços e pernas, as forças naturais de seu corpo, a fim de apropriar-se das produções da natureza de forma ajustada às suas próprias necessidades. Pois, atuando assim sobre o mundo exterior e modificando-o, ao mesmo tempo ele modifica a sua própria natureza. [...] Não estamos lidando agora com aquelas formas primitivas de trabalho que nos recordam apenas o mero animal. [...] Pressupomos o trabalho em uma forma que o caracteriza como exclusivamente humano. Uma aranha leva a cabo operações que lembram as de um tecelão, e uma abelha deixa envergonhados muitos arquitetos na construção de suas colmeias. Mas o que distingue o pior arquiteto da melhor das abelhas é que o arquiteto ergue a construção em sua mente antes de a erguer na realidade. Na extremidade de todo processo de trabalho, chegamos a um resultado já existente antes na imaginação do trabalhador ao começá-lo.
- MARX, Karl. O Capital. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008, v. 6.
- MARX, Karl. O Capital. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008, v. 6.
Hoje foi meu primeiro dia como professor de filosofia no JPSul. Recepção nota 10 por parte da equipe, com colegas bastante profissionais e, pude perceber, realmente eficientes. Mas o melhor são os alunos: demonstraram verdadeiro interesse e curiosidade sobre essa tal coisa chamada filosofia. Me sinto privilegiado pela missão de motivar mais e mais jovens ao engajamento racional nesse mundo. A ambição é simples: extrair o melhor que a filosofia pode oferecer para esses jovens, associando o melhor da tecnologia ao melhor do conteúdo filosófico.
Eu tento mas juro que não consigo acreditar na ideia de "Direitos naturais". Tô lendo o livro The Animal Rights Debate, em que Tom Regan e Carl Cohen, dois defensores da ideia de direitos naturais, se alfinetam quanto ao tópico em disputa: animais não-humanos têm ou não têm direitos? Regan acredita que sim, e Cohen acredita que não. O ruim é que não consigo concordar com nenhum sobre isso: a ideia de direitos naturais me parece extremamente circular, uma convenção social que tomamos como dogma pois é socialmente útil. Ou seja, entende-se que direitos justificam-se a si mesmos, quando, ao meu ver, só fazem sentido à luz de sua utilidade.
Alguém aí tem um argumento decisivo para a defesa da existência (objetiva) de direitos naturais?
Alguém aí tem um argumento decisivo para a defesa da existência (objetiva) de direitos naturais?
Num momento sou workaholic, totalmente dedicado a fazer acontecer, empolgado com tudo que toco e desejante de produzir e produzir e ver o resultado do que tô fazendo. No outro momento, sou pseudo-depressivo, sem rumo, com vontade de ficar apenas deitado e sem cabeça e entusiasmo pra qualquer coisa. Meu lado workaholic fica puto com essas pausas demoradas, afinal é perda de tempo frente à necessidade de fazer tantas coisas ainda não realizadas; já meu lado pseudo-depressivo julga meu lado workaholic como uma ficção geradora de sentido, algo meramente útil frente ao fato (?) de que a vida não tem um sentido objetivo, que somos produtos evolutivos de uma grande complexidade que não entendemos e nunca iremos compreender. Há boas "razões de ser" de ambos os lados, como se uma coisa nivelasse a outra, combatendo seus excessos. O problema é ficar estagnado numa das condições, apontando constantemente a outra como fútil, desesperada e totalmente equivocada. Essa inconstância de estados de espírito é interessante, e me ajuda a perceber o quão complicado é existir - afinal, em última instância, não sabemos ao certo porque existimos (se há um propósito ou há apenas acaso), e se perguntar sobre isso, a fundo, pode ser perigoso.
Como a Filosofia pode nos ajudar a lidar com essa polarização política dos dias atuais? Respondendo à pergunta da apoiadora Thalita Karla.
Assista: https://youtu.be/eDyQHGHG86c
Assista: https://youtu.be/eDyQHGHG86c
YouTube
Como a Filosofia nos ajuda a lidar com a Política?
Como a Filosofia pode nos ajudar a lidar com essa polarização política dos dias atuais? Respondendo à pergunta da apoiadora Thalita Karla. ▬▬▬▬▬ Apoie o cana...
Para Pierre Lévy, as ciências humanas precisam passar por uma revolução, como passaram as naturais, e a tecnologia é a chave pra atingir um patamar mínimo no tratamento dessa área.
https://youtu.be/-TsnLqycweI
https://youtu.be/-TsnLqycweI
YouTube
"As humanidades precisam sair da Idade Média", diz Pierre Lévy
Para Pierre Lévy, as ciências humanas precisam passar por uma revolução, como passaram as naturais, e a tecnologia é a chave pra atingir um patamar mínimo no...
Parece que o novo Coringa é vegano. Hitler era vegetariano. Dois personagens maléficos do mundo contemporâneo defendem os animais. Batman come carne. Os americanos e os russos que derrotaram o nazismo comiam carne. De que lado você está!?!?!/?!?!souretardado/ironia
Já gravei e tô editando um vídeo respondendo ao Paulo Kogos e sua "refutação lógica" dos Direitos dos Animais. Se eu conseguir postar hoje, posto hoje. Mas a princípio sairá amanhã. De toda forma, ativem o sininho lá no canal pra ficarem sabendo quando for postado. bjs de luz
Paulo Kogos, anarcocapitalista cristão, pensa ter refutado o conceito de direitos dos animais. Venha comigo descobrir se sua lógica tem lógica.
https://youtu.be/uKBgKzAO6P4
https://youtu.be/uKBgKzAO6P4
YouTube
A “Refutação Lógica” de Paulo Kogos sobre Direitos dos Animais
Paulo Kogos, anarcocapitalista cristão, pensa ter refutado o conceito de direitos dos animais. Venha comigo descobrir se sua lógica tem lógica. ▬▬▬▬▬ Apoie o...