Alysson Augusto
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Alysson Augusto
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Sentimentos diferentes, reações diferentes. No final das contas, tudo aquilo o que somos na sociedade é um reflexo do que sentimos pelas pessoas, do grau de respeito que temos pela natureza e da empatia por todos os outros seres vivos.

Até a mais rigorosa das ciências, com o mais complexo racionalismo, trabalha em função da qualidade das relações que teremos com tudo à nossa volta. Tudo acaba por somar ou subtrair nas emoções que cultivamos. Não pense que com você será diferente. Quem você é o que você sente neste mundo.

- Alysson Augusto
Não, eu não vou baixar #‎PokémonGo . Na verdade, é a ÚLTIMA coisa que, atualmente, eu possa recomendar a alguém.

Eu joguei um pouco, e fiquei tipo CARAMBA QUE DIFERENTE, QUE LEGAL, PRECISO DESBRAVAR O MUNDO. É sério.
E, na verdade, esse é o problema.

Afinal, quando algo, por puro entretenimento, te faz querer sair por aí, se divertindo com altas chances de pegar um torcicolo (a cabeça fica muito tempo pra baixo procurando bichinhos) - ou, pior, de ser assaltado (nunca se sabe os limites do prazer) -, você sente que está aproveitando o seu dia a dia (malditos estímulos químicos), quando na verdade está apenas limitando ainda mais aquilo o que, no mundo de hoje, é o recurso mais escasso de todo mundo: tempo.

O que acontece é que Pokémon Go é um modismo. Uma tendência, quase um meme. E é justamente por isso que ele pode ser danoso: ele pode, definitivamente, não agregar valor algum em sua vida.

Hoje em dia me limitei a usar aplicativos tão somente caso eles me agreguem valor, que me sejam úteis em termos de "maturar" minha personalidade, meu eu, minha expressão no mundo. E #‎PokéGo certamente não é um deles.

Não que seja ruim, na verdade eu adoraria jogar todo dia a toda hora e não estar aqui me prostrando contra. Mas eu não consigo considerar, hoje, que eu possa me permitir usufruir de algo assim, e sou grato por, em minha adolescência, ter tido vídeo games que me permitiram anos e anos seguidos de puro entretenimento.

O fato é que uma hora a gente tem que aceitar que não dá pra viver sonâmbulo sempre, num estado que não distingue realidade de virtualidade. E então temos que nos podar.

Sim, uma hora terei que ceder à realidade aumentada e, claro, à realidade virtual (que promete ser ainda mais revolucionária, em termos de mudança de paradigmas).

Mas enquanto não houver um aplicativo que me ajuda a ser um ser humano melhor, bem, eu vou continuar dispensando.
Não é que as pessoas não estejam dispostas a reconhecer os seus erros. O erro não é lá um grande problema, a gente sabe disso. O problema é a rejeição que resulta do erro. As pessoas não admitem estar erradas porque não estamos dispostos a compreender o que as fez errar.
Não me odeiem, sequer me amem. Como qualquer um de nós que respira, eu faço escolhas. E declaro escolhida a madrugada. Declaro amor descabelado e safo pela madrugada. Afinal, a madrugada é um propulsor de processos criativos. E eu, nessa história, o que quero é criar.
Alysson Augusto
@alyssonfrases
Você sabe que seu fim de semana te tirou a noção do tempo quando, na segunda-feira, você acredita que é terça (e você passa a se arrumar para realizar as responsabilidades de terça-feira).
Mas o mais bacana de atestar essa falta de noção do tempo não é perceber que você aproveitou o seu fim de semana - é perceber que, por você estar enganado, você acaba de ganhar um dia na sua vida. Afinal, quando a pressa (devido ao prazo) some, você relaxa como se estivesse de férias.

Alysson Augusto
O mais engraçados desses posts do tipo "tem gente assim e assado neste mundo que não vale nada" é que, quem escreve essas coisas, realmente acredita nelas. Mais que isso, outras pessoas leem e acreditam também.

Aos poucos, amontoam-se pessoas, das mais variadas crenças e diferenças, concordando com o mesmo pressuposto: "tem gente assim e assado que não presta". E, quanto mais a coisa ganha repercussão e alcança mais gente diferente, mais concordam e compartilham da mesma ideia.

Até que chega uma hora em que não podemos saber quem está compartilhando porque quer apontar o dedo ou porque se identificou.

Somos todos uns podres quando fazemos julgamentos, dividindo a humanidade entre Bem e Mal.
Hoje algumas pessoas me relataram do caso da mulher que, infelizmente, foi assassinada em frente à escola particular de seu filho, morta em seu próprio veículo ao esperar seu dependente para levá-lo embora.

Tocando nesse assunto, vi algumas pessoas fazendo mais do mesmo, buscando justificar um certo tipo de caos na sociedade, falta de segurança pública, criminalidade alta, "bandido bom é bandido morto", entre outras coisas do tipo.

Sei que tem merda e merda pesada na sociedade, merda horrenda, cagada, mas não consigo inferir que tudo seja puro caos tão somente com algumas amostras que bombam nos jornais. Aceito a merda mas tenho esperanças otimistas (como diria Suassuna: "bom mesmo é ser um realista esperançoso").

Porém, se há algum tipo de comportamento sobre casos do tipo que não apenas é indesejável como, também, é realmente desproporcional aos fatos, é aquele comportamento mesquinho, ideológico, que faz questão de colocar sua visão de mundo acima de qualquer outra, e mesmo acima de vidas, relativizando a tragédia, a comparando a outras que nada tem a ver com o assunto concreto em si.

Me refiro aqui àquele tipo de gente que faz da tragédia palanque ideológico, que faz da tragédia datenismo puro: uma possibilidade para vender sua cartilha, seus dogmas.

Li algumas pessoas querendo "conscientizar" outras levantando questões do tipo: "E o genocídio dos jovens negros?", "Será que a vítima é realmente vítima?", "Bem feito, era burguesa." e outras baboseiras redondamente retardadas.

É pura inversão de valores. É a ideia que brota daquela velha noção, tomada como dogma, de que haja uma "luta de classes" constante, entre bem e mal, onde burgueses querem matar pobres negros e semi-escravos, enquanto estes últimos podem fazer o que bem entenderem afinal estão simplesmente efetuando uma "desapropriação revolucionária" - além de que "não devemos confundir a reação do oprimido com a violência do opressor" (e foda-se se esse tal oprimido mais assalta pessoas mais pobres do que ele, ele é um "desapropriador revolucionário" [sic]).

Sim, é notável que muito conservador do pior tipo adore ser canalha na hora de selecionar casos para confirmar seus vieses. Mas isso não é característica pura da direita. A esquerda também manipula, também faz apelo emotivo e também gosta de "dividir para conquistar".

Mas, enquanto esperançoso, só me resta fazer o que a mim compete: enquanto vocês ficam aí, se esfaqueando defendendo falsos dualismos em que só devemos nos importar com uma classe ou outra, eu vou continuar defendendo a tese de que um mundo melhor é possível, independente de cor, raça, credo ou o que for, independente do quão canalha, repugnante e relativista você for, eu estarei aqui defendendo que até mesmo você, verme, mereça um enterro decente.

Canalhas.
É muito fácil se travestir do argumento "é a minha opinião", exigindo algum tipo de reação especial após esse "argumento" ou, pior ainda, esperando que alguém trate aquilo o que você disse com ares de respeito.

Se a mera ideia de "espaços seguros" é um cúmulo, um atentado contra a maturidade e resiliência humanas, imagine então o que seja alguém, do alto de seus achismos e aversão à crítica, se imunizar dos contraditórios para dizer "é minha opinião".

Sinceramente? Foda-se se é sua opinião. Se eu achá-la tosca, vou apontar o dedo. Se pra mim você estiver falando merda, ou falando tudo sem dizer nada, vou esfregar o dedo na sua cara. E se você se sentir no direito de ter alguma imunidade a isso, esse dedo vai invadir o seu espaço seguro, e você terá que limpá-lo.

E sim, esta é minha opinião. Mas não a respeite. Conteste, porra.