Eu tento mas juro que não consigo acreditar na ideia de "Direitos naturais". Tô lendo o livro The Animal Rights Debate, em que Tom Regan e Carl Cohen, dois defensores da ideia de direitos naturais, se alfinetam quanto ao tópico em disputa: animais não-humanos têm ou não têm direitos? Regan acredita que sim, e Cohen acredita que não. O ruim é que não consigo concordar com nenhum sobre isso: a ideia de direitos naturais me parece extremamente circular, uma convenção social que tomamos como dogma pois é socialmente útil. Ou seja, entende-se que direitos justificam-se a si mesmos, quando, ao meu ver, só fazem sentido à luz de sua utilidade.
Alguém aí tem um argumento decisivo para a defesa da existência (objetiva) de direitos naturais?
Alguém aí tem um argumento decisivo para a defesa da existência (objetiva) de direitos naturais?
Num momento sou workaholic, totalmente dedicado a fazer acontecer, empolgado com tudo que toco e desejante de produzir e produzir e ver o resultado do que tô fazendo. No outro momento, sou pseudo-depressivo, sem rumo, com vontade de ficar apenas deitado e sem cabeça e entusiasmo pra qualquer coisa. Meu lado workaholic fica puto com essas pausas demoradas, afinal é perda de tempo frente à necessidade de fazer tantas coisas ainda não realizadas; já meu lado pseudo-depressivo julga meu lado workaholic como uma ficção geradora de sentido, algo meramente útil frente ao fato (?) de que a vida não tem um sentido objetivo, que somos produtos evolutivos de uma grande complexidade que não entendemos e nunca iremos compreender. Há boas "razões de ser" de ambos os lados, como se uma coisa nivelasse a outra, combatendo seus excessos. O problema é ficar estagnado numa das condições, apontando constantemente a outra como fútil, desesperada e totalmente equivocada. Essa inconstância de estados de espírito é interessante, e me ajuda a perceber o quão complicado é existir - afinal, em última instância, não sabemos ao certo porque existimos (se há um propósito ou há apenas acaso), e se perguntar sobre isso, a fundo, pode ser perigoso.
Como a Filosofia pode nos ajudar a lidar com essa polarização política dos dias atuais? Respondendo à pergunta da apoiadora Thalita Karla.
Assista: https://youtu.be/eDyQHGHG86c
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Como a Filosofia nos ajuda a lidar com a Política?
Como a Filosofia pode nos ajudar a lidar com essa polarização política dos dias atuais? Respondendo à pergunta da apoiadora Thalita Karla. ▬▬▬▬▬ Apoie o cana...
Para Pierre Lévy, as ciências humanas precisam passar por uma revolução, como passaram as naturais, e a tecnologia é a chave pra atingir um patamar mínimo no tratamento dessa área.
https://youtu.be/-TsnLqycweI
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"As humanidades precisam sair da Idade Média", diz Pierre Lévy
Para Pierre Lévy, as ciências humanas precisam passar por uma revolução, como passaram as naturais, e a tecnologia é a chave pra atingir um patamar mínimo no...
Parece que o novo Coringa é vegano. Hitler era vegetariano. Dois personagens maléficos do mundo contemporâneo defendem os animais. Batman come carne. Os americanos e os russos que derrotaram o nazismo comiam carne. De que lado você está!?!?!/?!?!souretardado/ironia
Já gravei e tô editando um vídeo respondendo ao Paulo Kogos e sua "refutação lógica" dos Direitos dos Animais. Se eu conseguir postar hoje, posto hoje. Mas a princípio sairá amanhã. De toda forma, ativem o sininho lá no canal pra ficarem sabendo quando for postado. bjs de luz
Paulo Kogos, anarcocapitalista cristão, pensa ter refutado o conceito de direitos dos animais. Venha comigo descobrir se sua lógica tem lógica.
https://youtu.be/uKBgKzAO6P4
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A “Refutação Lógica” de Paulo Kogos sobre Direitos dos Animais
Paulo Kogos, anarcocapitalista cristão, pensa ter refutado o conceito de direitos dos animais. Venha comigo descobrir se sua lógica tem lógica. ▬▬▬▬▬ Apoie o...
NOVO AUDIOTEXTO!
Em abril de 1783 o jornal germânico Berlinische Monatschrift perguntava: "O que é o esclarecimento?" Diversas respostas foram enviadas, mas foi um ano depois, em dezembro de 1784, que o filósofo Immanuel Kant responderia a questão com um brevíssimo ensaio, que no entanto ficou famoso e teve o maior impacto dentre todas as respostas.
https://youtu.be/8F75nk1D-lo
Em abril de 1783 o jornal germânico Berlinische Monatschrift perguntava: "O que é o esclarecimento?" Diversas respostas foram enviadas, mas foi um ano depois, em dezembro de 1784, que o filósofo Immanuel Kant responderia a questão com um brevíssimo ensaio, que no entanto ficou famoso e teve o maior impacto dentre todas as respostas.
https://youtu.be/8F75nk1D-lo
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O que é o Esclarecimento? - Immanuel Kant | AUDIOTEXTO | VOZ HUMANA
Conheça meu podcast: https://anchor.fm/alycast
Em abril de 1783 o jornal germânico Berlinische Monatschrift perguntava: "O que é o esclarecimento?" Diversas respostas foram enviadas, mas foi um ano depois, em dezembro de 1784, que o filósofo Immanuel Kant…
Em abril de 1783 o jornal germânico Berlinische Monatschrift perguntava: "O que é o esclarecimento?" Diversas respostas foram enviadas, mas foi um ano depois, em dezembro de 1784, que o filósofo Immanuel Kant…
Alain Badiou, filósofo marroquino naturalizado francês, escreveu o seu Manifesto Pela Filosofia, no qual responde à mentalidade niilista do século XX que crê ter a filosofia chegado ao seu fim.
https://youtu.be/_oLLWaF_zUE
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Alain Badiou e as 4 Condições da Filosofia | O FIM DA FILOSOFIA?
Alain Badiou, filósofo marroquino naturalizado francês, escreveu o seu Manifesto Pela Filosofia, no qual responde à mentalidade niilista do século XX que crê...
REVELADA A VERDADE SOBRE OLAVO DE CARVALHO!!111onze
Algumas impressões inicias sobre Antonio Gramsci, hegemonia cultural, marxismo cultural, revolução, burguesia, proletariado, Karl Marx, guerra cultural, superestrutura, infraestrutura, estruturalismo, marxismo ortodoxo, marxismo humanista e outras divagações. Buscando entender o que Olavo de Carvalho tem a ver com isso tudo, e por que ele bate tanto na tecla de que a direita deve buscar hegemonia na cultura.
https://youtu.be/jk3maHZ-CPw
Algumas impressões inicias sobre Antonio Gramsci, hegemonia cultural, marxismo cultural, revolução, burguesia, proletariado, Karl Marx, guerra cultural, superestrutura, infraestrutura, estruturalismo, marxismo ortodoxo, marxismo humanista e outras divagações. Buscando entender o que Olavo de Carvalho tem a ver com isso tudo, e por que ele bate tanto na tecla de que a direita deve buscar hegemonia na cultura.
https://youtu.be/jk3maHZ-CPw
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Olavo de Carvalho é o maior seguidor de Gramsci
Algumas impressões inicias sobre Antonio Gramsci, hegemonia cultural, marxismo cultural, revolução, burguesia, proletariado, Karl Marx, guerra cultural, supe...
P1: Filósofo é aquele que busca a verdade
P2: Não busca a verdade aquele que aplica táticas o tempo todo para provar que está certo
P3: Olavo de Carvalho aplica táticas o tempo todo para provar que está certo. C: Olavo não é filósofo. Este argumento é:
P2: Não busca a verdade aquele que aplica táticas o tempo todo para provar que está certo
P3: Olavo de Carvalho aplica táticas o tempo todo para provar que está certo. C: Olavo não é filósofo. Este argumento é:
Anonymous Poll
71%
O argumento é válido e verdadeiro
21%
É válido, mas não verdadeiro
8%
Nem válido nem verdadeiro, sou olavete
Existe uma reclamação contra analíticos que considero extremamente legítima: quando o cara usa notação lógica o tempo todo pra provar suas asserções sem sequer se preocupar se o outro lado tá entendendo, tipo:
A → B ⊨ ¬B → ¬A (em que A = choveu e B = molhou).
A forma lógica acima é fácil de entender quando você tá treinado. Porém, numa discussão com leigos, o melhor a se fazer é simplesmente dizer "Se choveu, então molhou. Portanto, se não molhou, então não choveu."
De nada adianta meter analiticidade trigonometricamente conjecturada no debate se os outros não te entendem. A graça da precisão lógica é justamente fazer-se entender.
Se a estrutura proposicional apenas é traduzida como argumento de autoridade ("eu sou analítico, uh durh, olha como sei escrever sentenças como se fosse matemática"), então sua preocupação não é com clarificação de ideias; seu interesse é o de apenas colocar o pau na mesa e mensurá-lo com a régua do pi.
Deve enrijecer-se quando comentam: "Ah lá, analiTicão ele."
A → B ⊨ ¬B → ¬A (em que A = choveu e B = molhou).
A forma lógica acima é fácil de entender quando você tá treinado. Porém, numa discussão com leigos, o melhor a se fazer é simplesmente dizer "Se choveu, então molhou. Portanto, se não molhou, então não choveu."
De nada adianta meter analiticidade trigonometricamente conjecturada no debate se os outros não te entendem. A graça da precisão lógica é justamente fazer-se entender.
Se a estrutura proposicional apenas é traduzida como argumento de autoridade ("eu sou analítico, uh durh, olha como sei escrever sentenças como se fosse matemática"), então sua preocupação não é com clarificação de ideias; seu interesse é o de apenas colocar o pau na mesa e mensurá-lo com a régua do pi.
Deve enrijecer-se quando comentam: "Ah lá, analiTicão ele."
"Leitura estrutural", aparentemente um método bastante comum em algumas cadeiras continentais, parece ser mais uma forma de colocar na conta do leitor o que deveria ser trabalho do autor.
Mas o que é essa tal leitura estrutural? O objetivo é isto: "Identificadas as partes [do texto] e as relações entre elas, você tem agora a estrutura do texto, e deve expô-la de maneira a explicar o texto."
Mano, se o autor não estrutura seu próprio texto adequadamente, colocando capítulos em ordem, por que eu tenho que ficar descobrindo como ele desenvolveu o próprio raciocínio?
Ontem eu critiquei analíticos. Pra ser justo, fica aí uma crítica a continentais, que perdem muito tempo tentando se entender, apelando a métodos analíticos de interpretação de texto mas sem partir pro que é fundamental: exigir que conty escreva que nem gente.
Mas o que é essa tal leitura estrutural? O objetivo é isto: "Identificadas as partes [do texto] e as relações entre elas, você tem agora a estrutura do texto, e deve expô-la de maneira a explicar o texto."
Mano, se o autor não estrutura seu próprio texto adequadamente, colocando capítulos em ordem, por que eu tenho que ficar descobrindo como ele desenvolveu o próprio raciocínio?
Ontem eu critiquei analíticos. Pra ser justo, fica aí uma crítica a continentais, que perdem muito tempo tentando se entender, apelando a métodos analíticos de interpretação de texto mas sem partir pro que é fundamental: exigir que conty escreva que nem gente.
Se tem uma coisa impressionante em Greta Thunberg e seu discurso na ONU, trata-se da atenção que damos a ela.
https://youtu.be/6pRw6pKjOV8
https://youtu.be/6pRw6pKjOV8
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Por que Greta Thunberg NÃO me impressiona
Se tem uma coisa impressionante em Greta Thunberg e seu discurso na ONU, trata-se da atenção que damos a ela. Apoiadores que tornam meus vídeos possíveis: Fe...
Hoje começa o IV Colóquio Internacional de Bioética, ali na PUCRS. Será no auditório do prédio 40!
Amanhã eu farei uma apresentação, a partir das 10h20, sobre Peter Singer e o teor sagrado da vida humana como barreira à libertação animal. Então já fica o convite!
O evento é organizado pelo pessoal da Editora Fi, e foi proposto em homenagem ao ex-reitor da PUCRS, Professor Joaquim Clotet, um dos responsáveis por trazer a bioética ao Brasil.
O link para a página inicial do evento é este: https://www.editorafi.org/ivbioetica
O link para conferir a programação completa é este: https://docs.wixstatic.com/ugd/48d206_cae13d3e99ba42afbc06da8d9da1eb8c.pdf
Nos vemos lá. 😌
Amanhã eu farei uma apresentação, a partir das 10h20, sobre Peter Singer e o teor sagrado da vida humana como barreira à libertação animal. Então já fica o convite!
O evento é organizado pelo pessoal da Editora Fi, e foi proposto em homenagem ao ex-reitor da PUCRS, Professor Joaquim Clotet, um dos responsáveis por trazer a bioética ao Brasil.
O link para a página inicial do evento é este: https://www.editorafi.org/ivbioetica
O link para conferir a programação completa é este: https://docs.wixstatic.com/ugd/48d206_cae13d3e99ba42afbc06da8d9da1eb8c.pdf
Nos vemos lá. 😌
editora-fi
IV Colóquio Internacional de Bioética
Bioética, Neuroética e Emoções - Caroline Marim | Draiton de Souza | Denise Cantarelli Machado | Marcelo Bonhemberger | Nythamar de Oliveira | Ricardo Timm de Souza (Orgs.)
"Cliente sempre tem razão"
Descobri que eu tava sendo injusto com a NET. Colocamos, aqui em casa, uma internet de 120 mega. Antes, tínhamos de 10 mega. Com os 10 mega, a reclamação era constante, afinal estávamos pagando por 10 mega e, no meu notebook, por exemplo, só chegava uns 4 mega. Pesquisando, descobri que existe uma certa prática comercial de baixar a largura da banda para economizar recursos da empresa, sem que o cliente saiba. Entretanto, utilizando agora os 120 mega, percebi que a velocidade, que antes era de 4 mega no meu notebook, não mudou grandes coisas. Agora chega uns 10 mega nele. 110 mega a menos do prometido.
"Será que a NET continua me passando a perna?", eu pensei. Mas vendo a coisa de forma fria e desapaixonada, sem me sentir injustiçado à toa, eu percebi que não fazia sentido algum que o serviço continuasse porco. O problema não devia ser a operadora, mas algo diferente.
A injustiça de reclamar constantemente contra a NET reside no fato de que sou tecnicamente ignorante sobre tecnologia da informação. Explico: ao tentar descobrir porque estou recebendo apenas 10 mega dos 120 esperados, cheguei a algumas conclusões:
1) a internet 120 mega opera por duas bandas, uma de 2.4ghz e outra de 5ghz. Apenas a banda de 5ghz fornece a internet integral de 120 mega, enquanto a banda de 2.4ghz, embora forneça maior alcance, oferece mais instabilidade e uma internet mais lenta (uns 80 mega pra menos, dependendo da proximidade).
2) o adaptador de rede wifi do meu notebook só opera pela banda de 2.4ghz, pois é um adaptador mais antigo, e isso impossibilita que meu notebook extraia o melhor que a NET pode oferecer.
3) a maior distância entre o modem e o notebook reduz bastante a velocidade da internet. Por isso, comprei um repetidor wifi pra tentar manter a qualidade da rede mesmo utilizando meu notebook longe do modem;
4) o repetidor wifi opera apenas em 2.4ghz, o que somado à capacidade do adaptador interno do notebook significa que nunca sequer terei nem 80 mega chegando por aqui;
Ou seja, parece que meu problema não é a banda larga da NET, e talvez nunca tenha sido. Meu problema, até onde percebo, é utilizar um notebook incapaz de receber a cobertura de rede contratada, bem como utilizá-lo a uma distância considerável do modem (que é o tal do "wifi plus", top de linha).
Com certeza estamos no direito de reclamar quando o serviço pelo qual pagamos não parece estar sendo executado de forma justa. Entretanto, muitas vezes estamos profundamente errados em nossas exigências. Não é porque somos consumidores que temos a razão ao nosso lado. O ditado "o cliente tem sempre razão" não é verdadeiro, nunca foi. Neste caso em específico, a razão contempla as tecnicalidades próprias dos equipamentos que utilizamos quando vamos acessar a internet. Nenhuma operadora opera milagres. Ou a gente atualiza nossos hardwares e softwares — e incluamos aqui o software natural do nosso cérebro, afinal "conhecimento é poder" —, ou nossas reclamações beirarão a injustiça.
Vou tratar de adquirir um repetidor wifi dual band (com 5ghz) e um adaptador pro notebook, que contemple essa rede. Aí sim, superando essa barreira técnica, poderei argumentar com propriedade se, afinal, a NET está passando a perna em mim ou não. Por ora, tudo indica que reclamar me dará um atestado de ignorância.
Descobri que eu tava sendo injusto com a NET. Colocamos, aqui em casa, uma internet de 120 mega. Antes, tínhamos de 10 mega. Com os 10 mega, a reclamação era constante, afinal estávamos pagando por 10 mega e, no meu notebook, por exemplo, só chegava uns 4 mega. Pesquisando, descobri que existe uma certa prática comercial de baixar a largura da banda para economizar recursos da empresa, sem que o cliente saiba. Entretanto, utilizando agora os 120 mega, percebi que a velocidade, que antes era de 4 mega no meu notebook, não mudou grandes coisas. Agora chega uns 10 mega nele. 110 mega a menos do prometido.
"Será que a NET continua me passando a perna?", eu pensei. Mas vendo a coisa de forma fria e desapaixonada, sem me sentir injustiçado à toa, eu percebi que não fazia sentido algum que o serviço continuasse porco. O problema não devia ser a operadora, mas algo diferente.
A injustiça de reclamar constantemente contra a NET reside no fato de que sou tecnicamente ignorante sobre tecnologia da informação. Explico: ao tentar descobrir porque estou recebendo apenas 10 mega dos 120 esperados, cheguei a algumas conclusões:
1) a internet 120 mega opera por duas bandas, uma de 2.4ghz e outra de 5ghz. Apenas a banda de 5ghz fornece a internet integral de 120 mega, enquanto a banda de 2.4ghz, embora forneça maior alcance, oferece mais instabilidade e uma internet mais lenta (uns 80 mega pra menos, dependendo da proximidade).
2) o adaptador de rede wifi do meu notebook só opera pela banda de 2.4ghz, pois é um adaptador mais antigo, e isso impossibilita que meu notebook extraia o melhor que a NET pode oferecer.
3) a maior distância entre o modem e o notebook reduz bastante a velocidade da internet. Por isso, comprei um repetidor wifi pra tentar manter a qualidade da rede mesmo utilizando meu notebook longe do modem;
4) o repetidor wifi opera apenas em 2.4ghz, o que somado à capacidade do adaptador interno do notebook significa que nunca sequer terei nem 80 mega chegando por aqui;
Ou seja, parece que meu problema não é a banda larga da NET, e talvez nunca tenha sido. Meu problema, até onde percebo, é utilizar um notebook incapaz de receber a cobertura de rede contratada, bem como utilizá-lo a uma distância considerável do modem (que é o tal do "wifi plus", top de linha).
Com certeza estamos no direito de reclamar quando o serviço pelo qual pagamos não parece estar sendo executado de forma justa. Entretanto, muitas vezes estamos profundamente errados em nossas exigências. Não é porque somos consumidores que temos a razão ao nosso lado. O ditado "o cliente tem sempre razão" não é verdadeiro, nunca foi. Neste caso em específico, a razão contempla as tecnicalidades próprias dos equipamentos que utilizamos quando vamos acessar a internet. Nenhuma operadora opera milagres. Ou a gente atualiza nossos hardwares e softwares — e incluamos aqui o software natural do nosso cérebro, afinal "conhecimento é poder" —, ou nossas reclamações beirarão a injustiça.
Vou tratar de adquirir um repetidor wifi dual band (com 5ghz) e um adaptador pro notebook, que contemple essa rede. Aí sim, superando essa barreira técnica, poderei argumentar com propriedade se, afinal, a NET está passando a perna em mim ou não. Por ora, tudo indica que reclamar me dará um atestado de ignorância.
Neste mundo novo da tecnociência muitas teorias, também filosóficas, se esgotam e a ciência, por si, não produz normas éticas. Mas sem elas o mundo se tornará desumano.
https://youtu.be/_I9izsvKcME
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YouTube
O caráter ético do conhecimento científico, Urbano Zilles | AUDIOTEXTO | VOZ HUMANA
Neste mundo novo da tecnociência muitas teorias, também filosóficas, se esgotam e a ciência, por si, não produz normas éticas. Mas sem elas o mundo se tornar...