Alysson Augusto
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Embora a neuroética seja tradicionalmente compreendida sob o escopo da compreensão acerca do cérebro humano, questões éticas também surgem de pesquisas neurocientíficas nos outros animais. Assim como a bioética tradicional, a neuroética deve se preocupar com a exploração de animais para fins experimentais em neurociência, devendo refletir sobre a legitimidade do uso de animais como sistemas modelo para a compreensão do cérebro humano, bem como a forma como os próprios animais são afetados pelo uso que fazemos deles.

https://youtu.be/A3sskvgTN5g
Hoje à noite, live comigo no canal do Gilberto Santos.

Veganismo como norma ética | Alysson Augusto

Segue a pauta:

1. Sob qual aspecto normativo se estabelece uma defesa moral do veganismo? Utilitarista? Jusnaturalista? Outro?
2. Eu posso defender o veganismo como norma sem me comprometer com a existência de normas éticas?
3. O veganismo é incompatível com o essencialismo especista?
4. Há bons argumentos em favor do animalismo das espécies?
5. A senciência é o padrão moral prioritário? Se houvesse uma maneira de produzir proteína animal SEM dor para os animais, isso ainda seria imoral?
6. Como argumentar contra o abate dos animais pela dor causada sem cair na navalha de Hume?
7. Quais critérios éticos distinguem os animais das plantas? E por que as plantas não possuiriam direitos naturais?
8. Seria moralmente permissível o consumo de carne artificialmente produzida?
9. Usar animais como meio de pesquisas laboratoriais é permissível em alguma circunstância?
10. Animais teriam direitos sociais idênticos aos humanos? É razoável defender isso?
11. Um apelo a comunidade: apresente suas razões para sermos veganos.

https://youtu.be/oCwFiPENVbw
Muitos veganos estão comemorando o fato de que Donald Trump foi banido do Twitter, Facebook e outras plataformas. Neste vídeo, explico os motivos pelos quais, enquanto vegano, você NÃO deve comemorar a censura das grandes empresas de tecnologia, as chamadas Big Tech.

https://youtu.be/KBf3c7vAeFY
Leia minha resposta: https://t.me/alyaugusto/959
Alysson Augusto
Leia minha resposta: https://t.me/alyaugusto/959
Um colega da faculdade fez a pergunta desse print. Filósofos como Derek Parfit têm chamado essa questão de "problema da não-identidade", que reflete sobre as obrigações que temos em relação a seres vivos que são fruto das nossas próprias ações.

Esse é um problema clássico da filosofia moral em casos humanos, mas recentemente tem ganhado relevância no debate sobre direitos dos animais, uma vez que algumas pessoas acreditam que "os animais deveriam ser gratos por lhes trazermos à existência, pois se não fosse para lhes explorarmos eles não existiriam".

O problema desse tipo de raciocínio é que, pra ele ser verdadeiro e moralmente consistente, precisamos aceitar o chamado "argumento da onipotência", que preconiza que temos o poder legítimo de fazer o que bem entendermos com aqueles seres que são fruto de nossas ações. E se isso é verdade, então não podemos simplesmente assumir que apenas animais podem ter o destino definido pelos nossos interesses, como também toda sorte de seres que são fruto de nossas decisões — o que inclui seres humanos.

Ou seja, a consistência lógica exige que, se você aceita que um criador de animais possa fazer o que bem entender com um animal que ele trouxe à vida, você também deve aceitar que um criador de bebês humanos possa fazer o que bem quiser com esses bebês, como por exemplo retirar seus órgãos e vendê-los para pais de outros bebês humanos.

Agora, se você não aceita que isso seja moralmente permissível, então você não pode aceitar que é moralmente permissível fazer parecido com os animais — do contrário, estará incorrendo em especismo, uma discriminação injustificada baseada na espécie à qual um ser senciente pertence.

A pergunta certa não é se a não-existência ou existência de animais criados pra exploração é melhor, mas se a não-existência ou existência de qualquer ser senciente criado para exploração é melhor. E isso inclui os seres humanos.

O critério que os filósofos têm utilizado para definir se, no caso a caso, a existência ou não-existência de um ser senciente é melhor, é a ideia de "vida que vale a pena viver". Vai de você ou não acreditar que vale a pena viver uma vida cujo único propósito é a exploração.

Quanto à questão de "mundo veganizado do dia pra noite", a gente tem que atentar pra existência de um pressuposto aí: o de que os animais serão libertados automaticamente ao aceitarmos o veganismo.

Só que não é bem assim que a banda toca. Na verdade, a libertação animal tem se mostrado bastante lenta e na velocidade das mudanças culturais e de mercado. Desconheço filósofo moral ou ativista vegano que acredite que chegaremos em algum ponto onde temos 200 milhões de "cabeças de gado" usadas pela agropecuária brasileira numa semana, e na outra todas essas cabeças serão libertadas porque o mundo veganizou.

A forma realista de lidar com esse problema de superpopulação de animais é, primeiro, reconhecendo que só há superpopulação porque o ser humano força esses animais a virem à existência. Ponto.

Segundo, que esses animais são, numa linguagem de mercado, "ativos muito valiosos" para que sejam simplesmente descartados enquanto mercadoria só porque existe uma massa crítica de veganos que não querem mais consumir animais.

Na verdade, o realismo econômico nos força a acreditar que a baixa demanda (menos gente comprando) de produtos de origem animal afetará a oferta (empresas vendendo esses produtos), diminuindo a quantidade de animais gerados para criação e abate.

Ou seja, não serão 200 milhões de gados soltos no dia em que o Brasil veganizar. Serão talvez uns 50.000, ou menos.

Esses animais que sobraram, sendo salvos por um mundo vegano, dificilmente serão intencionalmente mortos diante do fato de que são as pessoas que não querem mais matá-los. Num mundo vegano, haverá gente interessada o suficiente para fazer doações a abrigos que vão cuidar desses animais até o fim de suas vidas.
Alysson Augusto
Leia minha resposta: https://t.me/alyaugusto/959
Talvez chegue o dia, inclusive, em que vacas, porcos e frangos criados para abate sejam espécimes raras, que não existem mais apenas porque perderam sua utilidade num mundo que já não as vê como itens para explorar.

Em resumo:

- É melhor não trazer animais à vida se o motivo de sua existência é o sofrimento para benefício de outros indivíduos.

- O número de animais soltos num mundo veganizado será drasticamente inferior ao que as pessoas imaginam, em função do fato de que a guinada cultural e econômica permitirá a abolição da exploração de forma gradual/natural.

- Os animais libertos terão gente o suficiente para se preocupar com eles.

O veganismo é irresistível. O futuro é vegano. #SejaVegano
Quando me dizem que veganos são desumanos porque não querem que bezerrinhos fofos continuem nascendo.
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3 dicas pra se tornar vegano
¯\_(ツ)_/¯

Pra quem tá perdido: Trata-se de uma vaca com uma fístula, um buraco que permite ver diretamente o conteúdo do estômago da vaca.

Trata-se de uma abertura que fazem para tirar amostras de alimento diretamente do rumem do animal. A finalidade é estudar esse material para melhorar a alimentação (com objetivo de aumentar a “produtividade” dos animais, obviamente).

Aliás, quando o agronegócio relata um aumento na produtividade, por exemplo, é através de práticas como essa. Só que isso eles escondem do consumidor de carne. Fazem parecer que tudo é muito natural e sem sofrimento, mas a realidade é outra.
Um homem na Flórida foi condenado a um ano de prisão e submetido a uma avaliação de saúde mental porque passou por cima de patos bebês com um cortador de grama, e achamos "que tipo de pessoa faria uma coisa dessas???"
⁣⁣
No entanto, todos os anos, cerca de 7 bilhões de pintos machos são mortos assim que nascem, geralmente por maceração/trituração. Então, por que há um clamor quando um homem macera 9 patinhos, mas não quando maceramos bilhões de filhotes? ⁣⁣
⁣⁣
Esses são exemplos de dissonância cognitiva, conceito cunhado por Leon Festinger na década de 1950. A dissonância cognitiva é o desconforto que sentimos quando nossas ações e valores se contradizem e tentamos garantir que estamos sendo consistentes em nossas próprias mentes.⁣⁣
⁣⁣
A dissonância se torna mais evidente quando ameaça nossa crença de que somos gentis, éticos e competentes. E assim, quando confrontada com a dissonância, a pessoa tem duas opções: mudar seu comportamento ou tentar justificá-lo.

E então, no caso do que fazemos aos animais, podemos nos tornar #veganos ou tentar justificar continuar pagando para que outra pessoa mate #animais.

#SejaVegano

https://t.me/EticaAnimal/252
Devidamente vacinado com a #AstraZeneca/#FioCruz, como tem de ser.

OBS.: Sim, laboratórios de todo o mundo testam em #animais, e isso precisa ser combatido até nunca mais acontecer. Mas, na ausência de alternativas de vacinação contra o #Covid19 que não testem em animais, e considerando que, em termos de consequências, meu repúdio pessoal aos testes não se reverterá no fim dos testes em animais, mas antes na manutenção do risco de contágio de mim e de outros humanos, a conclusão inevitável é que a vacina faz sentido inclusive para #veganos como eu, contanto que continuemos pressionando as autoridades científicas para que busquem implementar modelos alternativos para efetuar testes de novas vacinas, remédios e tratamentos. O abuso de animais em laboratórios precisa ser combatido, mas não é deixando de se vacinar que chegaremos lá. Usar uma vacina testada em animais não é o mesmo que demandar por testes em animais, e é preciso muita desonestidade intelectual para não reconhecer isso.
Em 2020, o mundo parou por conta da pandemia do coronavírus SARS-Cov-2. Muitos estão apostando nas vacinas como a solução para os nossos problemas. Mas será que o futuro será diferente? Neste vídeo, você vai entender como o nosso estilo de vida está criando outras pandemias ainda piores. Há solução, mas precisamos agir rápido!

https://youtu.be/izkznNPo8hI