Alysson Augusto
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Muitas dúvidas são genuínas a respeito de como seria um mundo veganizado, e a melhor forma de imaginarmos esse mundo é partindo do que já sabemos sobre a realidade de hoje. No fundo, não há mistério, há apenas um norte: sejamos veganos.
Bora esclarecer algumas confusões sobre veganismo?

A primeira é que não, veganismo não é dieta.

Isso significa que veganismo não pode ser considerado tão somente como um estilo de consumo, uma opção que as pessoas fazem e que diz respeito apenas ao seu próprio bem-estar.

Veganismo é uma posição filosófica em torno de quais são nossos deveres em relação aos animais não-humanos que são afetados por nossas decisões diárias, especialmente em termos de consumo (e como costumamos ter contato com animais acima de tudo nos momentos em que estamos nos alimentando, daí surge a confusão de que veganismo é uma dieta, pois a maior mudança que veganos fazem diz respeito às próprias dietas, adotando então uma dieta estritamente vegetariana).

Reconhecer que veganismo não é dieta, mas uma posição moral, não ajuda apenas a desmascarar falácias do tipo "veganismo é uma religião alimentar" ou ainda "veganos querem que você coma o que eles comem". Ajuda especialmente a percebermos que, no fundo, apenas uma pessoa que se entende contrária ao abuso de animais em seu cotidiano, e que decididamente age de modo não abusivo em relação aos animais afetados por suas decisões, pode ser vegana.

Em outras palavras, se você não é alguém com intenção de respeitar animais enquanto age de acordo, você não pode ser vegan de fato.

Então, quando alguém é "vegano pelo meio ambiente" ou "vegano pela saúde", mas não é "pelos animais", dificilmente se sustenta que a motivação para ser vegan dessa pessoa é uma motivação realmente vegana.

Do mesmo modo, não podemos assumir que existem "produtos veganos", pois produtos não são pessoas com intenções de respeitar animais, e sequer agem de acordo. Um produto não carrega uma filosofia que guia suas atitudes e sequer têm deveres morais.

Ainda assim, podemos usar de licença poética e chamar um produto de "vegano", pois ele é apto para consumo de veganos. Da mesma forma, podemos dizer que pessoas veganas "pelo meio ambiente" ou "pela saúde" são veganas, pois elas agem tal como veganos agem (e no final do dia o que mais importa são as consequências de nossas ações, e não nossas intenções).

Espero ter ajudado.

#veganismo #sejavegano #vegan
Muitos ativistas 'interseccionais' parecem pensar que chamar uma prática de "tradicional" ou "indígena" concede a esta algum tipo de "passe livre" em termos de moralidade. Errado. A maioria das práticas que violam direitos fundamentais fazem parte de alguma tradição e muitas práticas indígenas envolvem a violação de direitos fundamentais. Um exemplo é o sexismo/patriarcado. O patriarcado é uma prática antiga que faz parte de muitas culturas. E daí? Está errado. A ÚNICA questão pertinente é se a prática viola direitos; a sua origem ou o contexto da sua prática NÃO são relevantes. Os ativistas "esclarecidos" ("woke") da causa animal, ao afirmarem que 'interseccionalidade' significa desculpar práticas culturais que envolvem a exploração animal, estão na verdade promovendo o especismo e a injustiça — nada mais. Os abolicionistas abraçam a ideia de que todas as formas de discriminação — incluindo a discriminação antropocêntrica — são erradas e devem ser rejeitadas.

- Gary Francione, teórico abolicionista vegano
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Horário: das 11h às 12h
Em ponto.

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- E muito mais...

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Qualquer dúvida e necessidade de esclarecimento, não receie em me contatar..
Um forte abraço.
Quais critérios utilizar para dar consideração moral a alguém?

Necessariamente, uma decisão moral é uma decisão que afeta negativa ou positivamente alguém para além de nós mesmos. Então, para que alguém seja moralmente relevante, este alguém precisa ser capaz de ser prejudicado ou beneficiado por nossas decisões. Mas qual o melhor critério para descobrir quais seres são estes?

O melhor critério descoberto até hoje por filósofos morais, que está em consonância com as melhores evidências científicas disponíveis, é o critério da senciência. Em resumo, ser senciente é dispor, ao mesmo tempo, de sensibilidade e de consciência.

Como podemos ler no verbete "O que é senciência" disponível no site da ONG Ética Animal:

"A senciência é a capacidade de ser afetado positiva ou negativamente. É a capacidade de ter experiências. Não é a mera capacidade para perceber um estímulo ou reagir a uma dada ação, como no caso de uma máquina que desempenha certas funções quando pressionamos um botão. A senciência, ou a capacidade para sentir, é algo diferente, isto é, a capacidade de receber e reagir a um estímulo de forma consciente, experimentando-o a partir de dentro."

Senciência não é exatamente sinônimo de possuir um cérebro e um sistema nervoso, mas seres vivos que dispõem dessas características podem confiavelmente nos fazer crer que são sencientes, algo que a Declaração de Cambridge sobre a Consciência em Animais Humanos e Não Humanos, de 2012, atestou ao afirmar o seguinte:

"A ausência de um neocórtex não parece impedir que um organismo experimente estados afetivos. Evidências convergentes indicam que animais não humanos têm os substratos neuroanatômicos, neuroquímicos e neurofisiológicos de estados de consciência juntamente como a capacidade de exibir comportamentos intencionais. Consequentemente, o peso das evidências indica que os humanos não são os únicos a possuir os substratos neurológicos que geram a consciência. Animais não humanos, incluindo todos os mamíferos e as aves, e muitas outras criaturas, incluindo polvos, também possuem esses substratos neurológicos".

Se um ser é senciente, ele merece nossa consideração moral, nosso respeito.

#RespeiteOsAnimais
ALIENAÇÃO: Uma nova pesquisa sugere que muitas crianças dos #EstadosUnidos não conseguem identificar de onde vem o que comem.

Cerca de 40% das crianças entrevistadas para o estudo pensavam que cachorros-quentes e bacon vinham de #plantas.

Ainda mais bizarro é que 46% delas acreditavam que as batatas fritas eram um tipo de animal. (Parece que estamos entrando no território ‘Não, Patrick, maionese não é um instrumento’ por aqui.)

IGNORÂNCIA INTENCIONAL: O estudo afirma que uma das principais razões para essas crenças é que os pais relutam em apontar a conexão entre #animais e #carne.

Afinal, simplesmente sair por aí dizendo a seus filhos que #PeppaPig vai crescer para virar #bacon pode ser algo chocante para os pequenos.

QUESTÃO: Se seu filho fosse trancado num quarto e tivesse que decidir entre pegar uma maçã ou matar um coelho para comer, o que ele faria?

Costumamos dizer que crianças mentalmente saudáveis prefeririam comer a maçã e fazer carinho no coelho, então por que fazê-las engolir um potencial amigo, se aproveitando de sua ignorância?

SOLUÇÃO: O melhor que podemos fazer é 1) deixar sempre claro para as crianças que existem alimentos derivados de animais, e que bacon e cachorro-quente são alguns deles, e 2) dar sempre à criança a opção de ser alimentada com alimentos 100% vegetais (inclusive bacon vegetal e cachorro-quente com salsicha vegetal).

Não tente apagar a compaixão e empatia de seus filhos quando eles demonstrarem preocupação com os outros animais.

Fale a verdade, acabe com a ignorância, permita que eles tomem decisões bem informadas, ensine o fato de que produtos de origem animal são 'bicho morto', enquanto produtos de origem vegetal não.

A VERDADE é que a indústria de alimentos de origem animal se alimenta da ignorância de todos nós.

Então, se você pensa que é diferente dessas crianças e sabe de onde vem os produtos de origem animal que consome, assista ao documentário #Dominion e reacenda a criança americana que há em você.
Lembrete diário: o leite da sua própria mãe é o leite que foi destinado a você. O leite de outras espécies, de mães de outros seres, NÃO É SEU!

Como disse o Dr. Michael Kepler (cujo trabalho é acompanhar gestantes a ter filhos saudáveis) para o documentário Cowspiracy:

"O propósito do leite da vaca é fazer um bezerro de 30 quilos se tornar um bezerro de 180 quilos, o mais rápido possível. Leite de vaca é o líquido hormonal de crescimento de um bezerro. Tudo naquele líquido branco, os hormônios, as gorduras, a proteína, o sódio, os fatores de crescimento, o FCI... Tudo isso é para transformar um pequeno bezerro numa vaca imensa, ou não estaria lá. Não importa se você coloca esse líquido no seu cereal, transforma em iogurte ou fermenta com o queijo, ou congela com o sorvete... Ainda é o líquido de crescimento do bezerro. O leite de vaca são as secreções lactantes de um grande mamífero que acabou de dar cria. É pros bezerros, entende? Eu digo aos meus pacientes: vá se olhar no espelho. Você tem orelhas grandes? Você tem rabo? Você é um bezerro? Se você não é, não precisa ingerir o fluido de crescimento de um bezerro. De qualquer forma, não tem nada no leite de vaca que as pessoas humanas precisem."

O leite da sua mãe existe pra você. O leite da vaca existe para o filhote de vaca.

Leite é coisa de criança. Pare de se amamentar, cresça, SEJA VEGANO.
Lembrete diário: o leite da sua própria mãe é o leite que foi destinado a você. O leite de outras espécies, de mães de outros seres, NÃO É SEU!

Saiba mais em https://t.me/alyaugusto/1196