O mais engraçados desses posts do tipo "tem gente assim e assado neste mundo que não vale nada" é que, quem escreve essas coisas, realmente acredita nelas. Mais que isso, outras pessoas leem e acreditam também.
Aos poucos, amontoam-se pessoas, das mais variadas crenças e diferenças, concordando com o mesmo pressuposto: "tem gente assim e assado que não presta". E, quanto mais a coisa ganha repercussão e alcança mais gente diferente, mais concordam e compartilham da mesma ideia.
Até que chega uma hora em que não podemos saber quem está compartilhando porque quer apontar o dedo ou porque se identificou.
Somos todos uns podres quando fazemos julgamentos, dividindo a humanidade entre Bem e Mal.
Aos poucos, amontoam-se pessoas, das mais variadas crenças e diferenças, concordando com o mesmo pressuposto: "tem gente assim e assado que não presta". E, quanto mais a coisa ganha repercussão e alcança mais gente diferente, mais concordam e compartilham da mesma ideia.
Até que chega uma hora em que não podemos saber quem está compartilhando porque quer apontar o dedo ou porque se identificou.
Somos todos uns podres quando fazemos julgamentos, dividindo a humanidade entre Bem e Mal.
Hoje algumas pessoas me relataram do caso da mulher que, infelizmente, foi assassinada em frente à escola particular de seu filho, morta em seu próprio veículo ao esperar seu dependente para levá-lo embora.
Tocando nesse assunto, vi algumas pessoas fazendo mais do mesmo, buscando justificar um certo tipo de caos na sociedade, falta de segurança pública, criminalidade alta, "bandido bom é bandido morto", entre outras coisas do tipo.
Sei que tem merda e merda pesada na sociedade, merda horrenda, cagada, mas não consigo inferir que tudo seja puro caos tão somente com algumas amostras que bombam nos jornais. Aceito a merda mas tenho esperanças otimistas (como diria Suassuna: "bom mesmo é ser um realista esperançoso").
Porém, se há algum tipo de comportamento sobre casos do tipo que não apenas é indesejável como, também, é realmente desproporcional aos fatos, é aquele comportamento mesquinho, ideológico, que faz questão de colocar sua visão de mundo acima de qualquer outra, e mesmo acima de vidas, relativizando a tragédia, a comparando a outras que nada tem a ver com o assunto concreto em si.
Me refiro aqui àquele tipo de gente que faz da tragédia palanque ideológico, que faz da tragédia datenismo puro: uma possibilidade para vender sua cartilha, seus dogmas.
Li algumas pessoas querendo "conscientizar" outras levantando questões do tipo: "E o genocídio dos jovens negros?", "Será que a vítima é realmente vítima?", "Bem feito, era burguesa." e outras baboseiras redondamente retardadas.
É pura inversão de valores. É a ideia que brota daquela velha noção, tomada como dogma, de que haja uma "luta de classes" constante, entre bem e mal, onde burgueses querem matar pobres negros e semi-escravos, enquanto estes últimos podem fazer o que bem entenderem afinal estão simplesmente efetuando uma "desapropriação revolucionária" - além de que "não devemos confundir a reação do oprimido com a violência do opressor" (e foda-se se esse tal oprimido mais assalta pessoas mais pobres do que ele, ele é um "desapropriador revolucionário" [sic]).
Sim, é notável que muito conservador do pior tipo adore ser canalha na hora de selecionar casos para confirmar seus vieses. Mas isso não é característica pura da direita. A esquerda também manipula, também faz apelo emotivo e também gosta de "dividir para conquistar".
Mas, enquanto esperançoso, só me resta fazer o que a mim compete: enquanto vocês ficam aí, se esfaqueando defendendo falsos dualismos em que só devemos nos importar com uma classe ou outra, eu vou continuar defendendo a tese de que um mundo melhor é possível, independente de cor, raça, credo ou o que for, independente do quão canalha, repugnante e relativista você for, eu estarei aqui defendendo que até mesmo você, verme, mereça um enterro decente.
Canalhas.
Tocando nesse assunto, vi algumas pessoas fazendo mais do mesmo, buscando justificar um certo tipo de caos na sociedade, falta de segurança pública, criminalidade alta, "bandido bom é bandido morto", entre outras coisas do tipo.
Sei que tem merda e merda pesada na sociedade, merda horrenda, cagada, mas não consigo inferir que tudo seja puro caos tão somente com algumas amostras que bombam nos jornais. Aceito a merda mas tenho esperanças otimistas (como diria Suassuna: "bom mesmo é ser um realista esperançoso").
Porém, se há algum tipo de comportamento sobre casos do tipo que não apenas é indesejável como, também, é realmente desproporcional aos fatos, é aquele comportamento mesquinho, ideológico, que faz questão de colocar sua visão de mundo acima de qualquer outra, e mesmo acima de vidas, relativizando a tragédia, a comparando a outras que nada tem a ver com o assunto concreto em si.
Me refiro aqui àquele tipo de gente que faz da tragédia palanque ideológico, que faz da tragédia datenismo puro: uma possibilidade para vender sua cartilha, seus dogmas.
Li algumas pessoas querendo "conscientizar" outras levantando questões do tipo: "E o genocídio dos jovens negros?", "Será que a vítima é realmente vítima?", "Bem feito, era burguesa." e outras baboseiras redondamente retardadas.
É pura inversão de valores. É a ideia que brota daquela velha noção, tomada como dogma, de que haja uma "luta de classes" constante, entre bem e mal, onde burgueses querem matar pobres negros e semi-escravos, enquanto estes últimos podem fazer o que bem entenderem afinal estão simplesmente efetuando uma "desapropriação revolucionária" - além de que "não devemos confundir a reação do oprimido com a violência do opressor" (e foda-se se esse tal oprimido mais assalta pessoas mais pobres do que ele, ele é um "desapropriador revolucionário" [sic]).
Sim, é notável que muito conservador do pior tipo adore ser canalha na hora de selecionar casos para confirmar seus vieses. Mas isso não é característica pura da direita. A esquerda também manipula, também faz apelo emotivo e também gosta de "dividir para conquistar".
Mas, enquanto esperançoso, só me resta fazer o que a mim compete: enquanto vocês ficam aí, se esfaqueando defendendo falsos dualismos em que só devemos nos importar com uma classe ou outra, eu vou continuar defendendo a tese de que um mundo melhor é possível, independente de cor, raça, credo ou o que for, independente do quão canalha, repugnante e relativista você for, eu estarei aqui defendendo que até mesmo você, verme, mereça um enterro decente.
Canalhas.
É muito fácil se travestir do argumento "é a minha opinião", exigindo algum tipo de reação especial após esse "argumento" ou, pior ainda, esperando que alguém trate aquilo o que você disse com ares de respeito.
Se a mera ideia de "espaços seguros" é um cúmulo, um atentado contra a maturidade e resiliência humanas, imagine então o que seja alguém, do alto de seus achismos e aversão à crítica, se imunizar dos contraditórios para dizer "é minha opinião".
Sinceramente? Foda-se se é sua opinião. Se eu achá-la tosca, vou apontar o dedo. Se pra mim você estiver falando merda, ou falando tudo sem dizer nada, vou esfregar o dedo na sua cara. E se você se sentir no direito de ter alguma imunidade a isso, esse dedo vai invadir o seu espaço seguro, e você terá que limpá-lo.
E sim, esta é minha opinião. Mas não a respeite. Conteste, porra.
Se a mera ideia de "espaços seguros" é um cúmulo, um atentado contra a maturidade e resiliência humanas, imagine então o que seja alguém, do alto de seus achismos e aversão à crítica, se imunizar dos contraditórios para dizer "é minha opinião".
Sinceramente? Foda-se se é sua opinião. Se eu achá-la tosca, vou apontar o dedo. Se pra mim você estiver falando merda, ou falando tudo sem dizer nada, vou esfregar o dedo na sua cara. E se você se sentir no direito de ter alguma imunidade a isso, esse dedo vai invadir o seu espaço seguro, e você terá que limpá-lo.
E sim, esta é minha opinião. Mas não a respeite. Conteste, porra.
Forwarded from Tempo de Amor
TEXTO NOVO!
São anseios e aspirações que estão em jogo, e cabe a cada um de nós decidir se a trajetória para conquistarmos o que desejamos é válida a ponto do sacrifício ser perpetuamente diário.
Leia agora.
São anseios e aspirações que estão em jogo, e cabe a cada um de nós decidir se a trajetória para conquistarmos o que desejamos é válida a ponto do sacrifício ser perpetuamente diário.
Leia agora.
Tempo de Amor
A tentativa é um valor em si | Tempo de Amor
São anseios e aspirações que estão em jogo, e cabe a cada um de nós decidir se a trajetória para conquistarmos o que desejamos é válida a ponto do sacrifício ser perpetuamente diário.
"O melhor amor é o que está por vir. O grande amor da minha vida está para chegar. Passo gloss nos lábios até para ir á padaria. Nunca se sabe como é a cara do padeiro (...) Acho que amanhã será sempre outro dia. Não posso perder as esperanças de encontrar um grande amor. Você morre por dentro quando desiste de viver um grande amor. Vou amar muitas vezes ainda."
(Nany People)
E aí está uma grande verdade. Não por que a possibilidade de encontrar um grande amor possa estar na esquina, da casa para o trabalho. Também não por que possamos extrair alguma lição de desapego do tipo "bola pra outra".
Digo que aí está uma grande verdade pois, ao fim das contas, podemos estar até mesmo casados com quem um dia foi 'a pessoa de nossas vidas', mas dificilmente nos livrarmos das projeções que fazemos, das expectativas que criamos e mantemos, em relação ao ideal de pessoa que, neste momento e ao nosso ver, daria conta de ser a pessoa perfeita para a gente, digna de ter uma vida ao nosso lado.
No fundo, esperamos mais do que podemos ter. E aí nasce em nós a ideia de um possível grande amor da vida.
(Nany People)
E aí está uma grande verdade. Não por que a possibilidade de encontrar um grande amor possa estar na esquina, da casa para o trabalho. Também não por que possamos extrair alguma lição de desapego do tipo "bola pra outra".
Digo que aí está uma grande verdade pois, ao fim das contas, podemos estar até mesmo casados com quem um dia foi 'a pessoa de nossas vidas', mas dificilmente nos livrarmos das projeções que fazemos, das expectativas que criamos e mantemos, em relação ao ideal de pessoa que, neste momento e ao nosso ver, daria conta de ser a pessoa perfeita para a gente, digna de ter uma vida ao nosso lado.
No fundo, esperamos mais do que podemos ter. E aí nasce em nós a ideia de um possível grande amor da vida.
Um pequeno texto meu no Medium. Convido todos a lerem!
https://medium.com/@alysson/a-liberta%C3%A7%C3%A3o-dos-r%C3%B3tulos-f4190a2ecb93#.wxq0rhg8n
https://medium.com/@alysson/a-liberta%C3%A7%C3%A3o-dos-r%C3%B3tulos-f4190a2ecb93#.wxq0rhg8n
Medium
A libertação dos rótulos
Das coisas que mais me dão ânimo e me fazem ver beleza na vida, está a nossa capacidade de fugirmos dos rótulos, dos nomes, características…
Esperar um dia ter um encaixe perfeito com alguém é esperar que relacionamentos sejam tão simples quanto quebra-cabeças. Só que, na verdade, relacionamentos são mais parecidos com lego:
Você pode inventar mil e uma formas de encaixar as partes, mas, sem a devida atenção com o que você tem, só te restará a dor de pisar nas peças que você esqueceu de cuidar.
E quem já pisou em lego sabe a dor que é.
Você pode inventar mil e uma formas de encaixar as partes, mas, sem a devida atenção com o que você tem, só te restará a dor de pisar nas peças que você esqueceu de cuidar.
E quem já pisou em lego sabe a dor que é.