Boa tarde, pessoa! 😊
Seja muito bem-vinda ao canal @AlyssonFrases!
Aqui você receberá atualizações de frases e textos do Alysson Augusto, aspirante a escritor que flerta com as palavras pela internet.
A ideia é aproveitar mais este espaço para transmitir alguns pensamentos e ideias. Fique à vontade para indicar o canal e repassar algumas mensagens para pessoas queridas.
"A quebra de expectativas nunca é uma traição, mas a comprovação de que somos falhos em nossas projeções." - Alysson Augusto
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"A quebra de expectativas nunca é uma traição, mas a comprovação de que somos falhos em nossas projeções." - Alysson Augusto
Às vezes é como se a vida nos fizesse amadurecer mais rápido do que deveríamos - se é que há um "dever ser" sobre nossas atitudes e mentalidades frente ao mundo. E isso é um paradoxo que atormenta e felicita pois, ao mesmo passo em que nos faz passar por momentos inglórios, com um pouco de reflexão passamos a perceber que todas essas experiências somam a um novo tipo de eu que, à medida em que é analisado, reformulado, repensado, revisado e refeito, passa a ser um outro eu neste mundo, agora mais aprimorado e evoluído. Um eu que é eu à medida em que evolui de si para si mesmo. Um eu melhor.
- Alysson Augusto
- Alysson Augusto
Tendo a me apegar demais a coisas que estão para além do presente, coisas passadas e coisas futuras, coisas que são tão parte de minha realidade quanto pensamentos vagos no meio da madrugada. O problema é que isso acaba, de certa forma, comprometendo tudo. Comprometendo minhas crenças, minhas ações e minhas relações. E quando me pego pensando sobre a importância que estou dando a coisas que não fazem sentido serem tão valorizadas neste instante, acabo percebendo que preciso me centrar mais no agora. Acabo percebendo que preciso aceitar este momento evidente, real e visceral, este momento que é frio como o porcelanato que toca os pés, este momento que é o presente.
- Alysson Augusto
- Alysson Augusto
DEIXE A DANÇA FAZER PARTE DA SUA VIDA
Alysson Augusto
Quando alguém me pergunta “por que você dança?”, várias respostas podem surgir. “Porque faz bem à saúde”, “porque é divertido”, são algumas delas. Mas danço principalmente porque dançar é meu direito – meu direito num mundo em que cada vez dançamos menos e cada vez corremos mais.
Numa sociedade cada vez mais acelerada em direção ao chamado “progresso”, dançar não é só o que o dicionário diz, não é só mexer o corpo de acordo com a música. Dançar é impor seu ritmo ao mundo, é subverter as regras que você não escolheu e que buscam ditar como você deve viver.
Quando você escolhe quais movimentos executar, qual música ouvir, qual batida acompanhar e até mesmo qual o local onde dançar, você está dizendo ao mundo que a vida é a sua tela e que seus passos de dança são a sua tinta e pincel, e no quadro da vida você eternizará a sua obra. Você passa a ter voz, mas sem necessariamente falar.
Tudo o que você faz, cada gesto e cada passo podem ser assimilados às dificuldades da vida. E quando você executa cada ação se mostra um ser pulsante, vivo, que age diante dessas dificuldades com a cabeça erguida, e mostra ao mundo que, acima de tudo, é você quem escreve a sua própria história.
Reclame ao mundo o seu direito de dançar, independentemente de estilo musical, de tipo de dança, de gênero artístico. Se são os seus atos que definem o seu caráter, então que seus atos sejam belos, harmônicos, performáticos, expressivos e cheios de sentido. Deixe a dança fazer parte da sua vida.
Alysson Augusto
Quando alguém me pergunta “por que você dança?”, várias respostas podem surgir. “Porque faz bem à saúde”, “porque é divertido”, são algumas delas. Mas danço principalmente porque dançar é meu direito – meu direito num mundo em que cada vez dançamos menos e cada vez corremos mais.
Numa sociedade cada vez mais acelerada em direção ao chamado “progresso”, dançar não é só o que o dicionário diz, não é só mexer o corpo de acordo com a música. Dançar é impor seu ritmo ao mundo, é subverter as regras que você não escolheu e que buscam ditar como você deve viver.
Quando você escolhe quais movimentos executar, qual música ouvir, qual batida acompanhar e até mesmo qual o local onde dançar, você está dizendo ao mundo que a vida é a sua tela e que seus passos de dança são a sua tinta e pincel, e no quadro da vida você eternizará a sua obra. Você passa a ter voz, mas sem necessariamente falar.
Tudo o que você faz, cada gesto e cada passo podem ser assimilados às dificuldades da vida. E quando você executa cada ação se mostra um ser pulsante, vivo, que age diante dessas dificuldades com a cabeça erguida, e mostra ao mundo que, acima de tudo, é você quem escreve a sua própria história.
Reclame ao mundo o seu direito de dançar, independentemente de estilo musical, de tipo de dança, de gênero artístico. Se são os seus atos que definem o seu caráter, então que seus atos sejam belos, harmônicos, performáticos, expressivos e cheios de sentido. Deixe a dança fazer parte da sua vida.
Não acredito em igualdade pelo simples motivo que isso é bastante impossível.
Sócrates é Sócrates, e você não pode criar quatro bilhões de Sócrates para tornar o mundo inteiro igual. Todo ser humano é único. Não há dois seres humanos que sejam iguais, e nunca deveria haver, do contrário o mundo deixaria de ser o mundo. Apenas rosas e rosas em todo o mundo: tudo da mesma cor e do mesmo tamanho? Não. O mundo precisa de uma enorme variedade de flores, de todas as cores: é o que lhes dá sua riqueza.
Acredito na singularidade dos indivíduos, não na igualdade entre indivíduos. Mas também acredito na ideia de que devemos conferir oportunidades iguais a todos.
São coisas completamente diferentes – oportunidades iguais para que uma rosa cresça, oportunidades iguais para que uma flor de lótus cresça, oportunidades iguais para que uma margarida cresça.
Esse é o princípio: oportunidades iguais para que todos possam ser desiguais, únicos. Por isso, não acredito na igualdade entre os indivíduos, mas certamente acredito em dar oportunidades iguais a todos.
Se alguém quiser se tornar um pintor, e outra pessoa quiser se tornar um doutor ou um escultor, todas deveriam ter oportunidades iguais mas não deveriam ser forçadas a ser iguais, pois isso seria assassinar toda a riqueza da humanidade.
Sócrates é Sócrates, e você não pode criar quatro bilhões de Sócrates para tornar o mundo inteiro igual. Todo ser humano é único. Não há dois seres humanos que sejam iguais, e nunca deveria haver, do contrário o mundo deixaria de ser o mundo. Apenas rosas e rosas em todo o mundo: tudo da mesma cor e do mesmo tamanho? Não. O mundo precisa de uma enorme variedade de flores, de todas as cores: é o que lhes dá sua riqueza.
Acredito na singularidade dos indivíduos, não na igualdade entre indivíduos. Mas também acredito na ideia de que devemos conferir oportunidades iguais a todos.
São coisas completamente diferentes – oportunidades iguais para que uma rosa cresça, oportunidades iguais para que uma flor de lótus cresça, oportunidades iguais para que uma margarida cresça.
Esse é o princípio: oportunidades iguais para que todos possam ser desiguais, únicos. Por isso, não acredito na igualdade entre os indivíduos, mas certamente acredito em dar oportunidades iguais a todos.
Se alguém quiser se tornar um pintor, e outra pessoa quiser se tornar um doutor ou um escultor, todas deveriam ter oportunidades iguais mas não deveriam ser forçadas a ser iguais, pois isso seria assassinar toda a riqueza da humanidade.
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A VIDA QUE VOCÊ LEVA
Alysson Augusto
Certa vez, um conhecido me fez a seguinte pergunta: qual seria a verdadeira tristeza para você e o que procuraria fazer para afugentá-la?
Vamos confessar: é uma pergunta complicada de se responder. E penso que o filósofo grego Epicuro pode nos ajudar nisso.
Quando falamos em tristeza, logo lembramos de uma “ausência de felicidade”. É como se a primeira não existisse sem a segunda. E, de acordo com Epicuro, toda a nossa existência é resumida a uma busca constante por prazer, na tentativa de anular a nossa dor. Logo, talvez não possamos afirmar o que seja uma “verdadeira tristeza”. Mas, fazendo o caminho inverso, podemos falar sobre o que “não vai de encontro à felicidade”.
É comum reduzirmos todo o bem-estar humano ao jogo da sociedade, que basicamente nos diz: quanto mais dinheiro você tem, mais feliz você é. Mas, em se tratando de felicidade, é realmente saudável pensar assim?
Quando temos amigos que estão próximos e marcam nossas vidas, quando temos com quem dialogar, quando temos a fome saciada, quando podemos aliviar nossas necessidades sexuais com frequência e, acima de tudo, quando temos tempo para pensar a vida e sobre a vida, somos felizes, e conseguimos manter uma felicidade constante, a partir da simplicidade das nossas ações diante da própria vida.
É bem verdade que, se temos muita fome, um pedaço de pão e um copo d’água podem ser as coisas mais desejadas naquele momento. E Epicuro já dizia isso há mais de 2.300 anos:
"Os alimentos frugais produzem um prazer idêntico ao de uma farta mesa ao eliminarmos a dor da necessidade, e pão e água oferecem o máximo dos prazeres quando deles se servem quem deles tem necessidade."
Também é verdade que, quando estamos carentes, uma simples troca de olhares com pessoas que consideramos nossas amigas pode nos aliviar e nos proporcionar prazer.
Mesmo assim, toda a vida lá fora insiste em nos dizer que tempo é dinheiro, e sabemos que tudo o que conhecemos está ligado ao tempo. Somado a isso, nos dizem que é o dinheiro que traz a felicidade, nos fazendo acreditar que a felicidade é uma luta constante contra o tempo em busca de mais e mais dinheiro. E essa lógica fica ainda mais aceitável quando sabemos que ter muito dinheiro não nos impede de sermos felizes – pelo contrário, facilita.
"Só sentimos necessidade do prazer quando sofremos pela sua ausência; ao contrário, quando não sofremos, ele não se faz sentir como necessidade ou carência."
Por mais feliz que alguém possa ser com muito dinheiro, não dá pra viver numa constância de felicidade sem antes suprir as reais necessidades de nossa condição humana, necessidades já citadas como cultivar relações de amizade, nos alimentarmos e mantermos relações sexuais. Você pode ser feliz com muito dinheiro, claro. Mas, para Epicuro, isso não significa que você não possa ser feliz com pouco – ou quase nenhum.
Talvez não seja possível associar a uma “verdadeira tristeza” algo certo e inquestionável, como se cabesse a todo mundo. Mas, na tentativa de responder à pergunta que inicia este texto, triste mesmo é a nossa aparente incapacidade de problematizar o assunto da felicidade.
Uma “verdadeira tristeza” talvez seja a triste realidade de que as influências do meio em que vivemos nos moldam à revelia, e esse meio não costuma se importar com a nossa saúde, com o nosso bem-estar, com as nossas particularidades. Esse meio, junto à publicidade, se importa em introjetar a ideia de que é com a abundância de bens materiais (e consequentemente o desperdício) o único jeito de sermos felizes. O que, aliás, Epicuro critica:
"Não são bebidas nem banquetes contínuos, nem o aproveitar-se de jovens e mulheres, ou do peixe e de tudo o que pode oferecer uma rica mesa, que levam a uma existência feliz. Mas, sim, uma límpida capacidade de raciocínio que esteja consciente de cada escolha, de cada aceitação e de cada rejeição, e elimine a vacuidade das opiniões falsas, em função das quais a pior das perturbações surpreende a alma."
Alysson Augusto
Certa vez, um conhecido me fez a seguinte pergunta: qual seria a verdadeira tristeza para você e o que procuraria fazer para afugentá-la?
Vamos confessar: é uma pergunta complicada de se responder. E penso que o filósofo grego Epicuro pode nos ajudar nisso.
Quando falamos em tristeza, logo lembramos de uma “ausência de felicidade”. É como se a primeira não existisse sem a segunda. E, de acordo com Epicuro, toda a nossa existência é resumida a uma busca constante por prazer, na tentativa de anular a nossa dor. Logo, talvez não possamos afirmar o que seja uma “verdadeira tristeza”. Mas, fazendo o caminho inverso, podemos falar sobre o que “não vai de encontro à felicidade”.
É comum reduzirmos todo o bem-estar humano ao jogo da sociedade, que basicamente nos diz: quanto mais dinheiro você tem, mais feliz você é. Mas, em se tratando de felicidade, é realmente saudável pensar assim?
Quando temos amigos que estão próximos e marcam nossas vidas, quando temos com quem dialogar, quando temos a fome saciada, quando podemos aliviar nossas necessidades sexuais com frequência e, acima de tudo, quando temos tempo para pensar a vida e sobre a vida, somos felizes, e conseguimos manter uma felicidade constante, a partir da simplicidade das nossas ações diante da própria vida.
É bem verdade que, se temos muita fome, um pedaço de pão e um copo d’água podem ser as coisas mais desejadas naquele momento. E Epicuro já dizia isso há mais de 2.300 anos:
"Os alimentos frugais produzem um prazer idêntico ao de uma farta mesa ao eliminarmos a dor da necessidade, e pão e água oferecem o máximo dos prazeres quando deles se servem quem deles tem necessidade."
Também é verdade que, quando estamos carentes, uma simples troca de olhares com pessoas que consideramos nossas amigas pode nos aliviar e nos proporcionar prazer.
Mesmo assim, toda a vida lá fora insiste em nos dizer que tempo é dinheiro, e sabemos que tudo o que conhecemos está ligado ao tempo. Somado a isso, nos dizem que é o dinheiro que traz a felicidade, nos fazendo acreditar que a felicidade é uma luta constante contra o tempo em busca de mais e mais dinheiro. E essa lógica fica ainda mais aceitável quando sabemos que ter muito dinheiro não nos impede de sermos felizes – pelo contrário, facilita.
"Só sentimos necessidade do prazer quando sofremos pela sua ausência; ao contrário, quando não sofremos, ele não se faz sentir como necessidade ou carência."
Por mais feliz que alguém possa ser com muito dinheiro, não dá pra viver numa constância de felicidade sem antes suprir as reais necessidades de nossa condição humana, necessidades já citadas como cultivar relações de amizade, nos alimentarmos e mantermos relações sexuais. Você pode ser feliz com muito dinheiro, claro. Mas, para Epicuro, isso não significa que você não possa ser feliz com pouco – ou quase nenhum.
Talvez não seja possível associar a uma “verdadeira tristeza” algo certo e inquestionável, como se cabesse a todo mundo. Mas, na tentativa de responder à pergunta que inicia este texto, triste mesmo é a nossa aparente incapacidade de problematizar o assunto da felicidade.
Uma “verdadeira tristeza” talvez seja a triste realidade de que as influências do meio em que vivemos nos moldam à revelia, e esse meio não costuma se importar com a nossa saúde, com o nosso bem-estar, com as nossas particularidades. Esse meio, junto à publicidade, se importa em introjetar a ideia de que é com a abundância de bens materiais (e consequentemente o desperdício) o único jeito de sermos felizes. O que, aliás, Epicuro critica:
"Não são bebidas nem banquetes contínuos, nem o aproveitar-se de jovens e mulheres, ou do peixe e de tudo o que pode oferecer uma rica mesa, que levam a uma existência feliz. Mas, sim, uma límpida capacidade de raciocínio que esteja consciente de cada escolha, de cada aceitação e de cada rejeição, e elimine a vacuidade das opiniões falsas, em função das quais a pior das perturbações surpreende a alma."
