Alysson Augusto
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O @AltruismoEficaz é antes de tudo uma pergunta: “Qual o maior bem que podemos fazer?”

Em vez de apenas fazer o que parece certo, usamos evidências e análises rigorosas para encontrar as melhores causas.

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Debater ética é debater o que podemos considerar certo e errado no agora, em direção ao futuro. Uma ética não preocupada em prever consequências de nossas ações é sempre falha. Por isso utilitarismo é tão relevante: não visa purismo principiológico e tem sempre em mente o futuro.
Jair Bolsonaro vai vencer as eleições? No que depender das perspectivas econômicas e de ciência política, ele tá mal assessorado, suas campanhas virtuais são um lixo pra conquistar o cidadão médio e indeciso, e não são likes no Facebook que definem votos.

No vídeo de hoje, elenco ao menos 13 razões pelas quais Jair Bolsonaro não vencerá as Eleições 2018. Compartilhe, deixe sua curtida e seu comentário!

youtu.be/chOjt26Bz4U
Um drama pessoal:

565185 abas abertas pra consulta posterior.

O "posterior" nunca chega.

Os meses passam e já nem lembro por que deixei a maioria daquelas abas abertas.

Durante o drama, fico todo o tempo me sentindo confuso com tanta poluição visual.

A esperança continua.
"É unicamente à nossa insuficiência cognitiva, à nossa incompreensão ou à insensibilização induzida pelos nossos preconceitos, que se deve a ideia de que os animais não possuem uma inteligência e uma linguagem que lhes permitem levar - do ponto de vista evolucionista e de integração ambiental - vidas tão bem sucedidas como as nossas, se não mais."

- Fernando Araújo, A Hora dos Direitos dos Animais
Esta quarta, às 20h, nova live no canal. Tema central: feminicídio. Perguntas quaisquer são bem-vindas.

Entrem e ativem o lembrete pra serem avisados às vésperas da transmissão youtu.be/rX0__4HcTjc
Solipsismo: a ideia filosófica de que apenas a sua própria mente com certeza existe.

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#NovaFotoDePerfil nas redes sociais. Arte de Valdir Vianna.

Uma nova pegada estética está para chegar, em parceria com o Valdir que, além de ótimo artista gráfico, é também acadêmico de filosofia.
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O @AltruismoEficaz é antes de tudo uma pergunta: “Qual o maior bem que podemos fazer?”

Entenda neste vídeo de @AlyAugusto
Muito louco como o problema da não-identidade de Derek Parfit pode ser utilizado para negar aos não-humanos o direito à vida. Basicamente esse problema se resume num dilema: teria um filho o direito de reclamar de seus progenitores caso o filho nascesse com problemas?

Em caso afirmativo, porém, os pais podem argumentar que seu filho não teria sido concebido, pois em qualquer outro momento de concepção resultaria numa pessoa totalmente diferente - logo o filho deveria ser grato pela sua existência.

Esse problema é arrastado para a questão dos direitos animais, especialmente a animais criados para morrerem para fins humanos: afinal, não fosse a escolha humana de os conceber, esses animais não existiriam. Logo, deveriam pagar com a vida pelo benefício de existirem.

E embora haja quem use essa argumentação pra defender que animais não merecem direitos, a pessoa precisaria fugir do fato de que 1) o problema de Parfit não está resolvido e 2) a ideia de que animais são mera propriedade ignora nossa sensibilidade e equivale à visão cartesiana.

No fim das contas é preciso mais esforço para defender a inexistência de direitos atribuíveis aos não-humanos do que o contrário. A moralidade humana sempre foi um círculo em constante expansão - não é de se esperar que se limite à barreira da espécie.
Peter Singer tem a relevância que tem para a causa dos Direitos Animais e não é sem motivo.

Sua ética fundada no mais eloquente utilitarismo reconhece que, na verdade, a causa animal é antes de tudo uma causa moral, e não legal.

Assim, a abordagem que visa atribuir direitos a animais, de modo que legislações específicas nos obriguem a cumprir o respeito tão necessário a eles, não é exatamente um ponto a favor do reconhecimento público de que animais merecem nossa consideração moral. O que está em jogo são vidas reais clamando por diminuição da dor e elevação do prazer que podem experimentar. Em outras palavras, que algo esteja escrito na lei não é reflexo de uma efetivação real de tratamento digno prestado aos não-humanos. É justamente nossa convicção de que, enquanto seres sencientes capazes de sofrer, os animais são tão dignos de respeito quanto os mais vulneráveis de nossa própria espécie, o que pode salvaguardá-los de nossa principal ferramenta contra eles, que é a nossa indiferença generalizada sobre o que lhes ocorre em vida.

Assim, embora haja boas objeções contra a possibilidade do cálculo utilitarista, é apenas desafiando nossa capacidade de raciocínio moral em busca da pesagem de custos e benefícios que temos, pragmaticamente, potencial para dar respostas reais e efetivas contra a exploração de animais. A simples constatação de que merecem direitos não traz soluções. É a convicção de que os animais têm em si características moralmente relevantes, as quais podem ser quantificadas para legitimar um discurso anti-especista que os compare a nós, humanos (detentores de direitos), que em nossa própria linguagem (antropocêntrica sim, tal qual qualquer ética eficiente em nossa sociedade) pode nos obrigar, pela razão, a dar condições de bem-estar mínimo à vida daqueles que não falam a língua humana dos "direitos adquiridos", mas falam a linguagem mais comum em todo o Reino animal, que é a da dor e do prazer.
"É intrigante como duas ideologias tão diferentes — Cristianismo e Marxismo — concordaram uma com a outra em insistir no abismo entre humanos e animais, e portanto que a teoria da evolução não pode ser aplicada aos seres humanos."

— Peter Singer em "Uma Esquerda Darwinista"
Será que é possível entender quais fatores propiciam mobilidade social no “mundo ocidental”? Certamente começar de uma posição materialmente confortável ajuda, mas haveria características e habilidades inatas neste processo? Se sim, o quanto elas são relevantes?

Este vídeo é uma parceria com o Leandro C. Bellato (@siegnant), que foi quem escreveu o roteiro.

youtu.be/4x5Ttz1u-Zs