Alysson Augusto via @like
Com as quatro últimas eleições presidenciais tendo sido vencidas à base de acusar o opositor político como um inimigo dos pobres e oprimidos a ser combatido pelas forças do bem, não é de se surpreender que os atuais adeptos do petismo só saibam buscar convencer a grande massa com o discurso do medo. A questão para os cientistas políticos e sociais é descobrir em que ponto exatamente esse jogo virou, em que ponto o discurso do medo, de que o opositor irá estabelecer o fascismo caso eleito, ou entregar os bens públicos aos grandes interesses do capital financeiro, passaram a ser discursos vazios, que não convencem ninguém, embora alimentem a movimentação dos já convertidos. Não só isso: é preciso entender também o quanto a mesma tática tem favorecido uma visão negativa sobre o próprio petismo, que se espalha como uma visão negativa sobre a esquerda em geral, onde ser de esquerda torna-se ser no mínimo conivente com o petismo, diante da ameaça Bolsonaro. A única coisa certa até aqui, me parece, é o quanto o uso frequente da tática política que desumaniza a oposição, embora possa ser constantemente renovada, é uma tática que cansa o eleitorado, que põe em descrédito aquele que a utiliza. Se o PT não renovou a tática ou não adotou táticas melhores até agora, é de se esperar que atualize sua militância após a derrota que, me parece evidente, sofrerá nas urnas. Se a tática da imposição do medo ainda persistir, bem... Que 2022 seja majoritariamente cômico, porque de tragédia 2018 já saturou há tempos.
Alysson Augusto via @like
Muitas pessoas me disseram conhecer, seja direta ou indiretamente, a jovem gaúcha que denunciou ter sido esfaqueada por nazistas em pleno bairro famoso e repleto de câmeras da cidade de Porto Alegre. Todas essas pessoas tentaram me garantir que o relato era verdadeiro, e bastava conhecer a vítima para acreditar nela.
Acontece que a perícia investigou o caso e, até o momento, nada tem sido favorável ao discurso da denunciante e suposta vítima.
Me soa muito razoável que uma pessoa que faça uma séria denúncia envolvendo a violação de seu corpo torne-se, ela mesma, criminosa diante da prova de que ela mentiu — seja lá por quais motivos forem.
Não porque eu quero ver ela se danar, mas porque instituições democráticas sólidas precisam trabalhar com base em incentivos, e ter em mente a chance de você se dar mal com uma denúncia falsa certamente tende a diminuir os casos de denúncias do tipo.
Ora, seria muito atraente para militância de qualquer tipo mutilar o próprio corpo e culpar como criminosa a sua oposição, diante da falta de mecanismos punitivos para no mínimo fazer com que ela repense suas estratégias políticas.
"Mas, Alysson, se a vítima tem chances de virar criminosa quando faz uma denúncia, basta uma falha da perícia para tornar passível de crime alguém que não o cometeu!"
Paciência. Não é por que a justiça é imperfeita que devemos deixar as porteiras abertas para fazer de sua imperfeição uma oportunidade perfeita.
Além disso, esse tipo de incentivo não apenas coíbe denúncias falsas. Antes, economiza recursos públicos, uma vez que o processo de investigação, demorado que é, envolve a disposição de horas de trabalho e pagamento de salários de policiais, advogados, médicos legistas, equipe de imprensa e outros detalhes custosos que poderiam estar sendo direcionados para denúncias reais e verdadeiramente importantes.
Lembram daquela fábula infantil, sobre o menino e o lobo? Talvez seja preciso lembrá-la: o menino tinha o dever de cuidar das ovelhas, e alertar o povoado caso aparecesse um lobo. O menino, entediado, mentiu algumas vezes ao povoado que tinha visto um lobo. O povoado cansou das mentiras, e parou de acreditar no menino. Quando o lobo de fato apareceu, ninguém acreditou no menino e as ovelhas foram devoradas.
Se casos reais de nazistas esfaqueando jovens estiverem de fato rolando por aí, saibam que mentiras e falsas denúncias são oportunidades perfeitas para que ninguém mais leve esses casos a sério.
Os lobos agradecem.
Acontece que a perícia investigou o caso e, até o momento, nada tem sido favorável ao discurso da denunciante e suposta vítima.
Me soa muito razoável que uma pessoa que faça uma séria denúncia envolvendo a violação de seu corpo torne-se, ela mesma, criminosa diante da prova de que ela mentiu — seja lá por quais motivos forem.
Não porque eu quero ver ela se danar, mas porque instituições democráticas sólidas precisam trabalhar com base em incentivos, e ter em mente a chance de você se dar mal com uma denúncia falsa certamente tende a diminuir os casos de denúncias do tipo.
Ora, seria muito atraente para militância de qualquer tipo mutilar o próprio corpo e culpar como criminosa a sua oposição, diante da falta de mecanismos punitivos para no mínimo fazer com que ela repense suas estratégias políticas.
"Mas, Alysson, se a vítima tem chances de virar criminosa quando faz uma denúncia, basta uma falha da perícia para tornar passível de crime alguém que não o cometeu!"
Paciência. Não é por que a justiça é imperfeita que devemos deixar as porteiras abertas para fazer de sua imperfeição uma oportunidade perfeita.
Além disso, esse tipo de incentivo não apenas coíbe denúncias falsas. Antes, economiza recursos públicos, uma vez que o processo de investigação, demorado que é, envolve a disposição de horas de trabalho e pagamento de salários de policiais, advogados, médicos legistas, equipe de imprensa e outros detalhes custosos que poderiam estar sendo direcionados para denúncias reais e verdadeiramente importantes.
Lembram daquela fábula infantil, sobre o menino e o lobo? Talvez seja preciso lembrá-la: o menino tinha o dever de cuidar das ovelhas, e alertar o povoado caso aparecesse um lobo. O menino, entediado, mentiu algumas vezes ao povoado que tinha visto um lobo. O povoado cansou das mentiras, e parou de acreditar no menino. Quando o lobo de fato apareceu, ninguém acreditou no menino e as ovelhas foram devoradas.
Se casos reais de nazistas esfaqueando jovens estiverem de fato rolando por aí, saibam que mentiras e falsas denúncias são oportunidades perfeitas para que ninguém mais leve esses casos a sério.
Os lobos agradecem.
Alysson Augusto via @like
O historiador de filosofia Luís Hinrichsen dá o seu depoimento acerca do #SetembroAmarelo.
youtu.be/IiLL_5j1I78
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Luís Evandro Hinrichsen: Acolher e Ser Acolhido | Setembro Amarelo
O historiador de #filosofia Luís Evandro Hinrichsen dá o seu depoimento acerca do #SetembroAmarelo. Confira! Confira mais depoimentos aqui no canal. Inscreva...
Alysson Augusto via @like
Aceitar a eleição de Bolsonaro é aceitar a democracia (da qual nunca fui grande fã, se é que me entendem). E aos bons democratas caberá endossar medidas positivas de seu governo, e fiscalizar e denunciar as medidas negativas, sempre a partir de critérios objetivos (comecemos descartando argumentos do tipo "ah mas ele é malvado então só pode vir coisa ruim de seu governo"). Qualquer oposição que se propuser a ser "oposição pela oposição" (o que alguns mais ideológicos chamam de "resistência"), seguindo o discurso de "Nós X Eles", não estará respeitando a democracia, mas sim buscando, em nome dela, subvertê-la. A prova da maturidade democrática de qualquer pessoa ou partido é aceitar um resultado contrário ao desejado, e, como já diria Popper, será pela transição pacífica e diplomática de um governo a outro que nossa democracia dará provas de ter a força que queremos que ela tenha.
Alysson Augusto via @like
Na corrida presidencial, só podemos avaliar candidatos por suas crenças e pretensões, não pelo que objetivamente farão durante o mandato. Por isso a ideia de que "político só promete" é tão corriqueira: estamos acostumados com o fato de que não cumpram o que defendem. Ainda assim, só podemos julgá-los, antes de serem eleitos, pelo que defendem — embora o histórico de suas atuações seja relevante, também.
Parece razoável, então, julgar Bolsonaro pelo que ele disse e explicitamente defendeu (e por seus anos de atuação política também, claro). Ainda assim, a corrida presidencial é uma realidade distinta de uma candidatura já validada democraticamente. A questão agora, considerando o histórico de políticos não cumprirem o que prometem, é julgar o presidente eleito menos por suas colocações do passado, e mais por suas efetivas atuações no presente.
Será que estamos dispostos a assumir a possibilidade de Bolsonaro não ser, na prática, o fascista que é no discurso? Poucos darão o braço a torcer.
Parece razoável, então, julgar Bolsonaro pelo que ele disse e explicitamente defendeu (e por seus anos de atuação política também, claro). Ainda assim, a corrida presidencial é uma realidade distinta de uma candidatura já validada democraticamente. A questão agora, considerando o histórico de políticos não cumprirem o que prometem, é julgar o presidente eleito menos por suas colocações do passado, e mais por suas efetivas atuações no presente.
Será que estamos dispostos a assumir a possibilidade de Bolsonaro não ser, na prática, o fascista que é no discurso? Poucos darão o braço a torcer.
Alysson Augusto via @like
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Os Três Porquinhos | LIBRAS | Conto Infantil e Educação Inclusiva
A história d'Os Três Porquinhos contada por estudantes de LIBRAS da PUCRS.
Em ordem de aparição:
Ana Barcelos,
Eduarda Maschio,
Victor Nejelischi
Alysson Augusto
Professora responsável:
Andreia Gulielmin Didó
#Libras #ContoInfantil #EducaçãoInclusiva
…
Em ordem de aparição:
Ana Barcelos,
Eduarda Maschio,
Victor Nejelischi
Alysson Augusto
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Andreia Gulielmin Didó
#Libras #ContoInfantil #EducaçãoInclusiva
…
Alysson Augusto via @like
Pessoal, muitas pessoas interessantes e intelectualmente motivadas estão cada vez mais atuantes no Twitter. Os convido a me seguir por lá, onde nosso contato pode ser simplificado e dinâmico, na medida do possível.
https://twitter.com/alystoteles
https://twitter.com/alystoteles
Twitter
Alysson Augusto - VEGANO (@alystoteles) | Twitter
The latest Tweets from Alysson Augusto - VEGANO (@alystoteles). 🐷 Defensor dos animais.
🎬 Canal de Filosofia com mais de 10.000 inscritos.
🎓 Mestrando em Filosofia (PUCRS).
⬇️ Saiba mais no link:. Porto Alegre, Brasil
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Alysson Augusto via @like
Thread sobre uma das questões do ENEM 2018, denunciada pelo filósofo Francisco Razzo conforme print.
Leia a explicação ↓
https://twitter.com/alystoteles/status/1060889392099803136
Leia a explicação ↓
https://twitter.com/alystoteles/status/1060889392099803136
Alysson Augusto via @like
"Cabe a pergunta: 'Por que as pessoas têm compaixão para com crianças de rua?' Duvido que alguém me responda: 'Porque são inteligentes, conseguem se comunicar por meio da linguagem, têm capacidade de aprender matemática e talvez tocar piano.' A resposta mais comum seria: 'Porque estão sofrendo, passando fome e sede.' Também é assim com os animais."
- Rafaella Chuahy, Manifesto pelos Direitos dos Animais, Ed. Record, pg. 28
- Rafaella Chuahy, Manifesto pelos Direitos dos Animais, Ed. Record, pg. 28
Alysson Augusto via @like
Excelente. Atualmente me considero liberal, e me vejo representado no movimento Livres. Assim, conforme as categorias debatidas, sou um progressista. Entretanto, sobre natureza humana e respeito às instituições democráticas, sou conservador. Infelizmente o Brasil não está apto a entender tais categorias em suas sutilezas. Poucos conseguirão acompanhar o raciocínio de Coutinho, e acredito que eu mesmo precisaria assistir ao vídeo alguns pares de vezes para captá-lo bem.
youtu.be/NCRKfS2en90
youtu.be/NCRKfS2en90
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O que pensam os conservadores, por João Pereira Coutinho
Cientista político e escritor português, João Pereira Coutinho fala ao UM BRASIL sobre o que é o pensamento político conservador, e como essas ideias se relacionam com os progressistas – liberais e de esquerda. Na conversa com Renato Galeno, ele discute ainda…
Alysson Augusto via @like
"O conflito entre a ética e a ciência pode ser bastante positivo ao incentivar a comunidade científica a investigar outros métodos de testes em laboratório. O movimento para os direitos dos animais também depende de cientistas pioneiros que não tenham medo de procurar alternativas. Afinal, elas representam a evolução da própria ciência. É mera obrigação dos cientistas estar a par de novas tecnologias assim como constantemente questionar verdades."
- R. Chuahy, Manifesto pelos Direitos dos Animais, Ed. Record, pg. 73
- R. Chuahy, Manifesto pelos Direitos dos Animais, Ed. Record, pg. 73
Alysson Augusto via @like
O YouTube liberou postagens para a comunidade de canais com menos de 10.000 inscritos!
Como fui contemplado e quero ser bastante ativo por lá, peço que votem nesta enquete.
Afinal, que tipo de conteúdo eu devo levar à comunidade?
Vote pelo link: http://youtube.com/channel/UC8F6DJHfJ7dLZWgjZ5VDrpA/community?lb=UgyrgBS6_is9x2XjfHJ4AaABCQ
Como fui contemplado e quero ser bastante ativo por lá, peço que votem nesta enquete.
Afinal, que tipo de conteúdo eu devo levar à comunidade?
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Alysson Augusto
Filosofia, cultura, sociedade, ciência e variedades: é, eu gosto de dar opinião. Bem-vindo a mais um canal de uma pessoa aleatória que sempre quis postar víd...
Alysson Augusto via @like
Descartes nos ajuda a explicar a utilidade da filosofia.
A Filosofia é como uma árvore, cujas raízes são a Metafísica, o tronco a Física, e os ramos que saem do tronco são todas as outras ciências que, se reduzem a três principais: a Medicina, a Mecânica e a Moral. (…)
Ora, como não é das raízes nem do tronco das árvores que se colhe os frutos, mas apenas das extremidades dos ramos, a principal utilidade da Filosofia depende daquelas suas partes que são aprendidas em último lugar.
— Descartes, Princípios de Filosofia, p. 22.
A Filosofia é como uma árvore, cujas raízes são a Metafísica, o tronco a Física, e os ramos que saem do tronco são todas as outras ciências que, se reduzem a três principais: a Medicina, a Mecânica e a Moral. (…)
Ora, como não é das raízes nem do tronco das árvores que se colhe os frutos, mas apenas das extremidades dos ramos, a principal utilidade da Filosofia depende daquelas suas partes que são aprendidas em último lugar.
— Descartes, Princípios de Filosofia, p. 22.
Alysson Augusto via @like
É um fato constatado que o primeiro Governo Lula foi o melhor governo até aqui. Conseguiu colocar as contas do país em ordem, controlou a inflação e, em especial, a confiança que os investidores externos tinham no Brasil foi inédita. O crescimento econômico fluiu com muito sucesso, ao passo em que as camadas mais pobres da população tiveram ascensão social, formando a nova classe média (aqui eu me incluo).
O que também é um fato constatado, mas que poucos petistas conseguem reconhecer, entretanto, é que o sucesso de Lula não foi devido a pautas petistas. Antes, foi devido ao NEOLIBERALISMO implantado em seu governo, somando o fato de ter dado continuidade às reformas de FHC.
O próprio petista Eduardo Suplicy tentou convencer, na época, muitos petistas de que o "imposto de renda negativo", criado pelo economista neoliberal Milton Friedman, da Escola de Chicago (aquela que tornou o Chile no maior sucesso econômico da América Latina), era uma boa medida para focalizar o combate à desigualdade de renda que acabou criando o Bolsa Família, coisa que até hoje o Marcos Lisboa (para muitos o melhor economista brasileiro) tem que defender. Muitos economistas petistas seguiram criticando a equipe econômica de Lula como se fosse uma conspiração dos EUA, o que instigou o segundo Governo Lula a abandonar sua equipe neoliberal, surfando na boa maré que ela trouxe e, mais tarde e devido à descontinuidade das reformas neoliberais, trazendo o país de volta à crise.
Mas poucos dos que querem a liberdade de Lula, hoje em dia, reconheceriam isso. Mal conseguem reconhecer que Lula tenha alguma responsabilidade num governo corrupto.
http://mercadopopular.org/2015/09/neoliberais-infiltrados/
O que também é um fato constatado, mas que poucos petistas conseguem reconhecer, entretanto, é que o sucesso de Lula não foi devido a pautas petistas. Antes, foi devido ao NEOLIBERALISMO implantado em seu governo, somando o fato de ter dado continuidade às reformas de FHC.
O próprio petista Eduardo Suplicy tentou convencer, na época, muitos petistas de que o "imposto de renda negativo", criado pelo economista neoliberal Milton Friedman, da Escola de Chicago (aquela que tornou o Chile no maior sucesso econômico da América Latina), era uma boa medida para focalizar o combate à desigualdade de renda que acabou criando o Bolsa Família, coisa que até hoje o Marcos Lisboa (para muitos o melhor economista brasileiro) tem que defender. Muitos economistas petistas seguiram criticando a equipe econômica de Lula como se fosse uma conspiração dos EUA, o que instigou o segundo Governo Lula a abandonar sua equipe neoliberal, surfando na boa maré que ela trouxe e, mais tarde e devido à descontinuidade das reformas neoliberais, trazendo o país de volta à crise.
Mas poucos dos que querem a liberdade de Lula, hoje em dia, reconheceriam isso. Mal conseguem reconhecer que Lula tenha alguma responsabilidade num governo corrupto.
http://mercadopopular.org/2015/09/neoliberais-infiltrados/
Instituto Mercado Popular
Os 'neoliberais' infiltrados no primeiro governo Lula
Como um grupo de economistas 'neoliberais' comandou a política econômica do primeiro mandato de Lula e criou o Bolsa Família, sob protestos do PT.
Alysson Augusto via @like
Não vejo contradição em defender meritocracia ao mesmo tempo em que se defende medidas afirmativas. O importante é definir o que se entende por meritocracia.
O senso-comum é que meritocracia significa "se você se esforçar, você vai chegar lá." Assim, de fato não há mérito algum em entrar numa universidade pelo ProUni, pois você não se esforçou para ser pobre.
(Não assombra que quem pensa que meritocracia é isso acabe por dizer que, na verdade, "meritocracia não existe".)
Agora, se você pensa que, na verdade, meritocracia tem nada a ver com esforço, mas com o quanto alguém é capaz de executar bem uma tarefa - de modo que só tem mérito aquele que é bom no que faz, independente do esforço que teve pra chegar lá -, então as coisas ficam diferentes.
Uma medida afirmativa, como o ProUni, não é contraditória com essa meritocracia. Antes, o ProUni apenas estabelece as regras do jogo, e o mérito dos jogadores estará em atingirem os padrões necessários para que sejam selecionados e, portanto, tenham mérito. Não importa se os jogadores se esforçaram, importa somente se atingiram as notas necessárias, mostrando-se aptos pra executar a tarefa de futuramente se graduarem.
Você seria capaz de negar que essa meritocracia existe? Aliás, seu rancor com o termo seria capaz de sustentar que é melhor que essa meritocracia não exista?
Indo mais longe, acredita que processos seletivos não deveriam existir, já que não medem o esforço dos sujeitos que passarão pela seleção?
Não sei vocês mas, se ter mérito for uma questão de ser bom no que faz, entregando resultados condizentes com o que se espera do ofício estabelecido, independente do esforço e da aprovação social, então eu acredito que precisamos, sim, de meritocracia. Tanto na iniciativa privada, fazendo concorrer por vagas melhores os cérebros mais capazes, quanto em funções públicas - e em especial em funções públicas -, pois certos cargos que buscam representar a população e definir os rumos de uma nação exigem, no mínimo, que a pessoa esteja ciente do que está fazendo.
O senso-comum é que meritocracia significa "se você se esforçar, você vai chegar lá." Assim, de fato não há mérito algum em entrar numa universidade pelo ProUni, pois você não se esforçou para ser pobre.
(Não assombra que quem pensa que meritocracia é isso acabe por dizer que, na verdade, "meritocracia não existe".)
Agora, se você pensa que, na verdade, meritocracia tem nada a ver com esforço, mas com o quanto alguém é capaz de executar bem uma tarefa - de modo que só tem mérito aquele que é bom no que faz, independente do esforço que teve pra chegar lá -, então as coisas ficam diferentes.
Uma medida afirmativa, como o ProUni, não é contraditória com essa meritocracia. Antes, o ProUni apenas estabelece as regras do jogo, e o mérito dos jogadores estará em atingirem os padrões necessários para que sejam selecionados e, portanto, tenham mérito. Não importa se os jogadores se esforçaram, importa somente se atingiram as notas necessárias, mostrando-se aptos pra executar a tarefa de futuramente se graduarem.
Você seria capaz de negar que essa meritocracia existe? Aliás, seu rancor com o termo seria capaz de sustentar que é melhor que essa meritocracia não exista?
Indo mais longe, acredita que processos seletivos não deveriam existir, já que não medem o esforço dos sujeitos que passarão pela seleção?
Não sei vocês mas, se ter mérito for uma questão de ser bom no que faz, entregando resultados condizentes com o que se espera do ofício estabelecido, independente do esforço e da aprovação social, então eu acredito que precisamos, sim, de meritocracia. Tanto na iniciativa privada, fazendo concorrer por vagas melhores os cérebros mais capazes, quanto em funções públicas - e em especial em funções públicas -, pois certos cargos que buscam representar a população e definir os rumos de uma nação exigem, no mínimo, que a pessoa esteja ciente do que está fazendo.
Alysson Augusto via @like
A primeira coisa que posso afirmar sobre isso é que, na verdade, eu não acredito em revoluções. Não que elas não ocorram ou que não sejam necessárias em certos contextos. Minha descrença em revoluções se dá pelo meu posicionamento reformista.
https://busy.org/@alyaugusto/eu-nao-acredito-em-revolucoes
https://busy.org/@alyaugusto/eu-nao-acredito-em-revolucoes
Busy
Eu não acredito em revoluções - Busy
Na foto, Mahatma Gandhi liderando o mais famoso movimento de resistência civil não-violenta da História, a Marcha do Sal.
"Você acre... by alyaugusto
"Você acre... by alyaugusto
Alysson Augusto via @like
Nociceptores: quase todos os animais sentem dor
O livro de Anamaria Feijó é uma obra que tenta dar uma base científica (biológica e fisiológica) e moral para o estabelecimento de legislações pertinentes que especifiquem o trabalho de comitês de ética na avaliação de projetos de pesquisa envolvendo animais vivos como modelos biológicos.
Basicamente a conclusão é que qualquer projeto que queira pesquisar com animais deva ter uma justificativa forte (eu diria que "muito forte", inclusive), de tal modo que a utilização de "casos marginais" (i.e., seres humanos débeis/anormais ou sem capacidade de autonomia plena) possa estar igualmente justificada.
Logo, a utilização de animais em pesquisa deve ser fundamentada numa relação de custo-benefício: os benefícios aos humanos (ou aos próprios animais) devem superar os custos (que serão arcados pelos animais) de uma forma evidente, considerando a dor dos animais de forma semelhante à dor que seres humanos sentiriam em ocasião parecida (que, aliás, é o que justifica qualquer pesquisa com animais que tente extrapolar resultados para humanos).
Qualquer legislação sobre pesquisa em animais deve ser norteada pela tentativa de extinguir os "testes fúteis" em animais, sem benefícios evidentes, o que inclui testes que podem ser feitos com modelos biológicos alternativos (sem usar animais, como tecidos, proveta, simulações de computador, etc) que são muitas vezes mais eficientes, de modo inclusive que a utilização de animais no âmbito educacional (seja no ensino fundamental e médio, seja nas graduações) deva ser abolida dada sua desnecessidade.
Na obra, os "nociceptores", que são receptores sensoriais comuns na grande maioria dos animais, indo muito além dos vertebrados — tendo como função enviar sinal causando a percepção da dor em resposta a um estímulo que possui potencial de dano —, são centrais para sua defesa da consideração moral dos animais utilizados em pesquisas científicas e mesmo no âmbito educacional.
Acredito ser uma boa recomendação para compreender um pouco melhor acerca do estado da arte da ética animal no presente século, bem como se atualizar sobre questões científicas relevantes e, igualmente, conhecer legislações importantes quanto aos animais pelo mundo.
Recomendo a obra para estudiosos e curiosos.
skoob.com.br/utilizacao-de-animais-na-investigacao-e-docencia-86278ed95309.html
O livro de Anamaria Feijó é uma obra que tenta dar uma base científica (biológica e fisiológica) e moral para o estabelecimento de legislações pertinentes que especifiquem o trabalho de comitês de ética na avaliação de projetos de pesquisa envolvendo animais vivos como modelos biológicos.
Basicamente a conclusão é que qualquer projeto que queira pesquisar com animais deva ter uma justificativa forte (eu diria que "muito forte", inclusive), de tal modo que a utilização de "casos marginais" (i.e., seres humanos débeis/anormais ou sem capacidade de autonomia plena) possa estar igualmente justificada.
Logo, a utilização de animais em pesquisa deve ser fundamentada numa relação de custo-benefício: os benefícios aos humanos (ou aos próprios animais) devem superar os custos (que serão arcados pelos animais) de uma forma evidente, considerando a dor dos animais de forma semelhante à dor que seres humanos sentiriam em ocasião parecida (que, aliás, é o que justifica qualquer pesquisa com animais que tente extrapolar resultados para humanos).
Qualquer legislação sobre pesquisa em animais deve ser norteada pela tentativa de extinguir os "testes fúteis" em animais, sem benefícios evidentes, o que inclui testes que podem ser feitos com modelos biológicos alternativos (sem usar animais, como tecidos, proveta, simulações de computador, etc) que são muitas vezes mais eficientes, de modo inclusive que a utilização de animais no âmbito educacional (seja no ensino fundamental e médio, seja nas graduações) deva ser abolida dada sua desnecessidade.
Na obra, os "nociceptores", que são receptores sensoriais comuns na grande maioria dos animais, indo muito além dos vertebrados — tendo como função enviar sinal causando a percepção da dor em resposta a um estímulo que possui potencial de dano —, são centrais para sua defesa da consideração moral dos animais utilizados em pesquisas científicas e mesmo no âmbito educacional.
Acredito ser uma boa recomendação para compreender um pouco melhor acerca do estado da arte da ética animal no presente século, bem como se atualizar sobre questões científicas relevantes e, igualmente, conhecer legislações importantes quanto aos animais pelo mundo.
Recomendo a obra para estudiosos e curiosos.
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Utilização de animais na investigação e docência
A utilização de animais não-humanos tanto na investigação quanto na docência tem sido uma prática constante...