Alysson Augusto
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Sabedoria do dia:

"Se você é tão pobre que só gosta de coisa de pobre, aí tudo bem. Agora, se você é tão pobre, mas tão pobre, que só gosta de coisa de rico... Aí não dá."
Conforme o jornal The Moscow Times, Vladimir Putin assinou uma lei que PROÍBE briga de animais, zoológicos em shoppings, animais em bares e restaurantes e também PROÍBE 100% a MATANÇA de cães e gatos.

Vídeo no YouTube: https://youtu.be/IQqb831qEVs
Lula não é vítima. Quem morreu foi a criança, não ele. Lula é alguém que perdeu (mais) um familiar. Até aí ok, acontece com todos, faz parte da nossa animalidade comum. Agora, no momento em que ele utilizar a morte da criança para fins políticos, assim como fez com a morte de sua mulher, e seus seguidores fizeram durante o velório de seu irmão, ele tá apenas sinalizando que é um interesseiro mesmo, capitalizando de forma mórbida pra tentar alguma chance de se safar da justiça. Acredito que ele deve ter o direito de ir ao velório e estar com os familiares neste momento. Mas também acredito que, a despeito de ele ter sofrido mais esse baque em sua trajetória de vida, ele tá longe de ser uma vítima numa história que pouco tem a ver com ele (e sim com um familiar falecido), o que faz qualquer tentativa de politização de mais esta morte algo profundamente questionável e digno de nos fazer questionar a hombridade do ex-presidente.
No geral, sinto que seria covardia não exprimir o que penso. Eu não estaria me abrindo para o mundo e me permitindo ser corrigido das ideias e comentários mais polêmicos que cultivo em segredo. Seria como trair minha própria construção pessoal a prevenção de críticas e ofensas que eu pudesse fazer a favor de mim mesmo, não me permitindo, como diria Mill, "trocar o erro pela verdade" nesse exercício de liberdade de expressão mútua (a minha e a de meus críticos). O processo sempre, invariavelmente, envolve custos psicológicos (você não é uma máquina apenas por expressar as coisas de forma muitas vezes insensível e objetiva), e não se permitir experienciar esses custos é a covardia própria de quem prefere nutrir uma bolha pessoal, um espaço seguro, livre da confrontação e do incômodo de viver num mundo plural. Gosto dessa minha mania de não me acovardar frente ao que penso, porém estou sempre ciente de que posso estar sendo ingênuo, na medida em que a prevenção pode ser, também, fruto de um amadurecimento pessoal. Medir o que seja ou não apropriado para cada momento também é um critério a ser pensado, e isso pode tornar qualquer ato de covardia uma virtude. Ainda assim, meu modelo ideal de sociedade envolve pessoas dizendo o que pensam e se permitindo ser corrigidas, e não pessoas que evitam polêmicas em nome da sua fortaleza pessoal de segurança psicológica - se tem algo que nos leva aos extremismos, são justamente essas bolhas. Ao menos será assim enquanto eu me ver como um defensor da liberdade de expressão.
Pessoal, o canal "Portal 387 (O Libertário)" me convidou pruma live hoje sobre "Censura e perseguição nas redes sociais". Quem tiver interesse em conferir e participar dando opiniões, só conferir o vídeo sendo lançado às 22h, pelo link https://youtube.com/portal387
Eu sou um neoliberal. Talvez você também seja.

Ouça pelo link: youtu.be/kxXecQbtPA8

"Neoliberal" é um termo usado para atacar os fãs do livre mercado. Geralmente é mal definido e as tentativas de outras pessoas para defini-lo acabaram por serem confusas ou gerar confusão.
Escrever um livro não é difícil. Sério. Não existem muitos critérios para a publicação de um livro. A dificuldade reside na sua predisposição e paixão pra levar um assunto adiante, em algum nível de profundidade que dê não apenas conteúdo, como também significado à sua obra.

Porém, mesmo essa dificuldade subjetiva pode ser superada se você não dá a mínima tanto pra sua paixão pelo tema abordado quanto pelo rigor e seriedade do conteúdo - aliás, os "famosos ghost writers" estão aí pra mostrar isso.

Se você pode ler um livro em quatro horas, você pode escrever um em quatro semanas.

O entrave de muitas pessoas, pessoas geniais que têm muito conteúdo a ofertar ao mundo, não é nem que não sejam capazes de dar profundidade aos seus temas ou que não vejam um propósito que confira sentido neles. A grande dificuldade é tanto o perfeccionismo - a crença de que, se é pra fazer, que seja bem feito - quanto a síndrome do Impostor - a crença que ronda a mente de pessoas geniais as fazendo pensar que não são boas o suficiente pra tratar do assunto.

Eu olho muitas pessoas à minha volta, seus escritos mesmo nas redes sociais e sempre me vem à mente: essa pessoa poderia publicar um livro - e o faria brincando. Mas isso não ocorre, simplesmente porque a pessoa se leva a sério o suficiente para não "publicar por publicar" (digamos que ela não segue o lema parnasiano de "arte pela arte"), o que na prática reflete uma diminuição do alcance daquela voz em particular, que é, sim, uma voz acima da média no mercado editorial.

Por outro lado, ainda no espectro psicológico temos as pessoas que sofrem de efeito dunning-Krueger - a crença de que você sabe do que tá falando, ainda que seja ignorante no assunto. Essas pessoas não precisam sanar o critério do perfeccionismo e sequer sofrem com a síndrome do Impostor - muito pelo contrário! Elas só precisam de algum conteúdo e de uma verdadeira disposição em fazer acontecer. São pessoas bem intencionadas, que acreditam estar levando cultura pela literatura, e então escrevem livros e livros, às vezes mais livros que um acadêmico profissional conseguiria escrever (afinal, seus critérios são mais rigorosos), e então essa pessoa fica famosa, transformando livros em uma janela de comunicação que, socialmente, lhe conferem a moeda social da erudição (afinal, socialmente a gente acredita que "escrever livro não é pra qualquer um", quando na verdade é sim).

Eu vejo isso em mim mesmo: por um lado, sou perfeitamente capaz de escrever um livro, e poderia transformar este post aleatório na Internet em um artigo inteiro dentro de uma obra com um nome cult e uma capa de cor fosca. Por outro, existem barreiras tanto epistemológicas quanto morais que dificultam minha dedicação a essa empreitada, pois sinto precisar de mais e mais pesquisa para afirmar algo de forma minimamente consistente, bem como sinto que estaria enganando as pessoas com a distribuição de um conteúdo que não domino apenas para garantir moedas sociais.

A lição que me parece evidente, aqui, é que as pessoas geniais, aquelas que certamente têm algo a dizer de modo consistente e fundamentado, precisam superar a síndrome do Impostor e seu perfeccionismo, o postergando para as próximas edições de seus livros (é pra isso que servem as edições, para fazermos correções posteriormente à publicação original), e aprendendo que a verdadeira revisão por pares ocorre no front da crítica aberta ao debate público.

Quanto às pessoas que apenas buscam moedas sociais e baseiam sua busca num efeito Dunning-Krueger... Bem, nem que eu dissesse o que elas precisam fazer elas iriam se tocar, então vão continuar ofertando qualquer coisa que escrevam ao mercado editorial, fazendo fama e monopolizando toda Bienal com algo simplista, intuitivo e que estaria mais coerentemente publicado num textão em seu perfil no Facebook.
Os atores políticos, incluindo eleitores, ativistas e líderes, muitas vezes ignoram fatos básicos que são relevantes para as escolhas políticas. Mesmo os especialistas têm pouca compreensão do funcionamento da sociedade e pouca capacidade de prever resultados futuros. Somente as reivindicações políticas mais simples e incontroversas podem ser contadas. Isto é em parte porque o conhecimento político é muito difícil de alcançar, e em parte porque os indivíduos não estão suficientemente motivados para alcançá-lo. Como resultado, o melhor conselho para os atores políticos é, muitas vezes, simplesmente parar de tentar resolver problemas sociais, uma vez que intervenções que não são baseadas em entendimento preciso provavelmente farão mais mal do que bem.

Ouça ao audiotexto completo:
https://youtu.be/MuXXBiFZXPc
Este sou eu salvando o Floquinho, meu cão.

Se duvida, tenho até vídeo relatando a situação. Sério: https://youtu.be/VDU__5H4v30
Maia empurra responsabilidade da reforma sobre Bolsonaro. Bolsonaro empurra para o parlamento. Tudo indica que não haverá reforma. A reforma mexe com muitos interesses distintos, da direita à esquerda. Interesses muitas vezes corporativos. Bolsonaro se apropriou de uma agenda liberal durante campanha política para, agora, frustrar os liberais, especialmente os economistas que entendem a realidade deficitária do Brasil. O governo parece estar disposto a empurrar com a barriga o maior problema de nossa época, e então jogar a bomba, talvez já explodida, no colo do próximo governo. No médio prazo, os movimentos de esquerda contrários à reforma vão se vangloriar, dizendo que não rolou reforma devido à "pressão popular", algo que serve à narrativa do "poder das ruas" - ainda que o verdadeiro poder não seja popular, e sim populista, interesseiro e corporativista. No longo prazo, os movimentos de esquerda se darão conta da cagada que abraçaram e dirão que não tiveram nada a ver com isso, que sua luta era por uma outra reforma, e não por reforma nenhuma (como se, na verdade, sua luta não fosse por mera oposição... RealPolitik, sabe?). Dizem que o Brasil tem jeito, mas tá difícil ver razão nessa ideia.
Alysson Augusto (PUCRS) convida Tiago Carneiro (UFRJ) e Vitor Douglas (UFOP) para uma conversa sobre o texto "A Ética Argumentativa Hoppeana" de Vinícius Scheffel (V 4.0). A ideia é validar pontos positivos e objetar os pontos negativos, sob uma ótica utilitarista.

https://youtu.be/ioeGVdwuAWg