Aceite a diferença de opinião
Alysson Augusto
É interessante como algumas pessoas, não contentes com os algoritmos das redes sociais (os quais beneficiam os interesses em comum e nos fazem ver o que queremos ver), vão além e levam suas bolhas para os debates pessoais, com familiares e amigos.
Não é a primeira vez que testemunho um caso em que uma pessoa desistiu de conversar com a outra por um motivo banal: “a gente pensa muito diferente, não quero discutir contigo”, ela disse.
Oras, não é a diferença de opinião que fundamenta a existência de uma discussão?
Prezo por um mundo onde todos saibamos que discutir é diferente de massagear o próprio ego e reforçar os próprios pensamentos.
Textos mais elaborados no Medium: https://medium.com/@alysson
Alysson Augusto
É interessante como algumas pessoas, não contentes com os algoritmos das redes sociais (os quais beneficiam os interesses em comum e nos fazem ver o que queremos ver), vão além e levam suas bolhas para os debates pessoais, com familiares e amigos.
Não é a primeira vez que testemunho um caso em que uma pessoa desistiu de conversar com a outra por um motivo banal: “a gente pensa muito diferente, não quero discutir contigo”, ela disse.
Oras, não é a diferença de opinião que fundamenta a existência de uma discussão?
Prezo por um mundo onde todos saibamos que discutir é diferente de massagear o próprio ego e reforçar os próprios pensamentos.
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Alysson Augusto – Medium
Read writing from Alysson Augusto on Medium. Mestrando em Filosofia (PUCRS). Produzo vídeos de divulgação filosófica no Youtube. Inscreva-se: http://youtube.com/alyssonaugusto.
Como você, eu busco alguma certeza na vida. Busco um fundamento, uma base para pôr os pés sabendo que o solo é firme. Busco um caminhar que, embora incerto, tenha um objetivo. Uma luz, talvez distante, brilhando ao fim do túnel.
Busco, porque não tenho. Não tenho, porque com pouco não me contento. O que me falam, o que me ditam e o que pensam me provar não pode me acomodar. Não penso que eu deva abrir mão de minha consciência a favor de uma atraente crença que alivia a carga que é estar vivo.
E estou vivo. Sei, porque sinto. Mas não sinto por testemunho ou por uma breve percepção de mim mesmo neste mundo. Sinto por experimentar, em mesma intensidade, o ansiado prazer, bem como a tão repudiada dor.
Sinto porque sigo, persisto e persigo algum rumo. Quando buscamos solo, fundamento e terreno fértil, o que temos é uma sensação, um sentimento de que é possível. Falta certeza, falta clareza. Mas não falta horizonte, não falta utopia.
Basta a possibilidade.
O resto? Bem, o resto depende de você pegar com vontade e fazer acontecer.
[Alysson Augusto]
Busco, porque não tenho. Não tenho, porque com pouco não me contento. O que me falam, o que me ditam e o que pensam me provar não pode me acomodar. Não penso que eu deva abrir mão de minha consciência a favor de uma atraente crença que alivia a carga que é estar vivo.
E estou vivo. Sei, porque sinto. Mas não sinto por testemunho ou por uma breve percepção de mim mesmo neste mundo. Sinto por experimentar, em mesma intensidade, o ansiado prazer, bem como a tão repudiada dor.
Sinto porque sigo, persisto e persigo algum rumo. Quando buscamos solo, fundamento e terreno fértil, o que temos é uma sensação, um sentimento de que é possível. Falta certeza, falta clareza. Mas não falta horizonte, não falta utopia.
Basta a possibilidade.
O resto? Bem, o resto depende de você pegar com vontade e fazer acontecer.
[Alysson Augusto]
Pras bandas de cá, o frio chegou. Com o frio, a certeza de que um abraço significa amor próprio e torna-se gesto de caridade. De quebra, a oportunidade de mostrarmos um outro lado nosso, mais enroupado e estiloso.
Por fim, temos o calor. É o calor que justifica o frio, é pelo calor que pedimos o frio. Não há touca, se não pelo calor. Não há casacos pesados, se não pelo calor. Não há camadas de cobertores nos afogando contra o colchão, se não pelo calor.
Vamos evitar hipocrisias. A verdade é que não gostamos do frio. Gostamos é da sensação de estarmos protegidos do frio. Gostamos de encarar a geada lá fora dando gargalhada, com um copo de chocolate quente em mãos, sem sentir a verdadeira sensação que é passar frio.
E eu falo de passar frio, não de sentir frio. Um brisa gelada encostando no seu rosto não pode ser comparada à sensação de ter o corpo todo tomado por injeções anestésicas vencidas.
Se aqueles que se acobertam com papelões e escondem-se em latas de lixo fossem lembrados, dizer amar o frio seria crime de falta de empatia.
Alysson Augusto
Por fim, temos o calor. É o calor que justifica o frio, é pelo calor que pedimos o frio. Não há touca, se não pelo calor. Não há casacos pesados, se não pelo calor. Não há camadas de cobertores nos afogando contra o colchão, se não pelo calor.
Vamos evitar hipocrisias. A verdade é que não gostamos do frio. Gostamos é da sensação de estarmos protegidos do frio. Gostamos de encarar a geada lá fora dando gargalhada, com um copo de chocolate quente em mãos, sem sentir a verdadeira sensação que é passar frio.
E eu falo de passar frio, não de sentir frio. Um brisa gelada encostando no seu rosto não pode ser comparada à sensação de ter o corpo todo tomado por injeções anestésicas vencidas.
Se aqueles que se acobertam com papelões e escondem-se em latas de lixo fossem lembrados, dizer amar o frio seria crime de falta de empatia.
Alysson Augusto
Se você quiser se conhecer, terá que enfrentar o desconhecido. Quando você se dispõe a encarar aquilo o que não conhece, por própria vontade, boa parte desse enfrentamento se sucederá a partir das relações que você cria, das alianças cultivadas e mutuamente utilizadas. A amizade é uma arma poderosa.
- Alysson Augusto
- Alysson Augusto
A questão da produtividade pessoal e profissional é uma das que mais têm me afligido ultimamente. É como se minha capacidade de "dar conta" de tudo o que espero poder realizar, num certo período de tempo e em determinados espaços, fosse tão limitada a ponto de não haver qualquer relação lógica entre minhas expectativas e a realidade do que posso ou não atingir.
Mas percebi que isso não é de todo ruim. Muitas vezes, afinal, será justamente nesse "quebra-cabeça" que nos encontraremos e a partir do qual descobriremos nossas limitações, partindo das barreiras que se criam frente a essa busca pela concretização de cada uma de nossas expectativas.
Ser produtivo, nesse sentido, é uma questão de arriscar não conseguir produzir. Pois é no choque de conflitos entre o que se deseja e o que se consegue que descobriremos, ao fim das contas, quem somos, quem podemos ser e, o mais importante de tudo, o que fazemos por aquilo o que aspiramos nos tornar.
- Alysson Augusto
Mas percebi que isso não é de todo ruim. Muitas vezes, afinal, será justamente nesse "quebra-cabeça" que nos encontraremos e a partir do qual descobriremos nossas limitações, partindo das barreiras que se criam frente a essa busca pela concretização de cada uma de nossas expectativas.
Ser produtivo, nesse sentido, é uma questão de arriscar não conseguir produzir. Pois é no choque de conflitos entre o que se deseja e o que se consegue que descobriremos, ao fim das contas, quem somos, quem podemos ser e, o mais importante de tudo, o que fazemos por aquilo o que aspiramos nos tornar.
- Alysson Augusto
Precisamos aprender a lidar conosco de modo solitário e receptivo. Precisamos amar nossas qualidades, mas também precisamos acolher nossos defeitos.
Ao fazer isso, passamos a notar que não somos tudo o que nosso ego tenta nos fazer acreditar que somos. Somos pequenos e, muitas vezes, fracos. Tão fracos que nossa força pode estar apenas em nossos ideais, não em nossas ações e capacidade.
Porém, se percebermos isso acolhendo essa "inferioridade", estaremos retendo essa informação em nosso ego e o acalmando, não deixando que ele entre mais em crises por se ver pequeno e, consequentemente, não deixando com que nos abalemos mais quando nos percebermos fracos e incapazes.
- Alysson Augusto
Ao fazer isso, passamos a notar que não somos tudo o que nosso ego tenta nos fazer acreditar que somos. Somos pequenos e, muitas vezes, fracos. Tão fracos que nossa força pode estar apenas em nossos ideais, não em nossas ações e capacidade.
Porém, se percebermos isso acolhendo essa "inferioridade", estaremos retendo essa informação em nosso ego e o acalmando, não deixando que ele entre mais em crises por se ver pequeno e, consequentemente, não deixando com que nos abalemos mais quando nos percebermos fracos e incapazes.
- Alysson Augusto
Olho nos teus olhos e os vejo vibrar, toco em tuas mãos e as sinto tremular, beijo o teu rosto e o percebo esquentar.
Me distancio para visar tua completitude, o conjunto do teu poema; é quando vejo que teu sorriso já é mais largo que teus problemas.
- Alysson Augusto
Me distancio para visar tua completitude, o conjunto do teu poema; é quando vejo que teu sorriso já é mais largo que teus problemas.
- Alysson Augusto
Assim ó, galera: a chance da Dilma cair é cada vez mais evidente. Tem que haver uma grande reviravolta no senso comum dos deputados para que deixem de votar a favor do impeachment.
Minha preocupação, tomando como dado o fato de que ela será afastada, é sobre o que devemos fazer depois.
Eu não me posicionei nem contra nem a favor do impeachment. Tendo a acreditar haver mais argumentos a favor do que contra, mas não cheguei a sequer participar de alguma manifestação, seja "pró-impeachment" ou "a favor da democracia".
Só que não será assim após a queda de Dilma. Farei frente na promoção tanto de manifestações contra Eduardo Cunha quanto de, quem sabe, Michel Temer.
Agora é o momento da ruína de nossa presidente, que respeitemos isso. Mas já quero pedir que comecemos a articular manifestações contra Cunha, porque sua vez deverá chegar.
Pois se passarmos a nos calar, seja do lado dos 'pró-impeachment' ou dos 'pró-democracia', apenas estaremos dizendo ao mundo e, pior, a nós mesmos que não estamos assim tão interessados em melhorar o país - que estamos, ao fim das contas, apenas fazendo politicagem.
E não é essa a imagem que queremos passar, não é mesmo?
- Alysson Augusto
Minha preocupação, tomando como dado o fato de que ela será afastada, é sobre o que devemos fazer depois.
Eu não me posicionei nem contra nem a favor do impeachment. Tendo a acreditar haver mais argumentos a favor do que contra, mas não cheguei a sequer participar de alguma manifestação, seja "pró-impeachment" ou "a favor da democracia".
Só que não será assim após a queda de Dilma. Farei frente na promoção tanto de manifestações contra Eduardo Cunha quanto de, quem sabe, Michel Temer.
Agora é o momento da ruína de nossa presidente, que respeitemos isso. Mas já quero pedir que comecemos a articular manifestações contra Cunha, porque sua vez deverá chegar.
Pois se passarmos a nos calar, seja do lado dos 'pró-impeachment' ou dos 'pró-democracia', apenas estaremos dizendo ao mundo e, pior, a nós mesmos que não estamos assim tão interessados em melhorar o país - que estamos, ao fim das contas, apenas fazendo politicagem.
E não é essa a imagem que queremos passar, não é mesmo?
- Alysson Augusto
Acompanhem minhas piadinhas infames acerca do proceso de #Impeachment que está rolando ao vivo neste momento.
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⬇️ Saiba mais no link:. Porto Alegre, Brasil
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O Impeachment rolou, e agora será encaminhado ao Senado para o julgamento final.
Acontece que estão, adoidados, soltando rojões e fogos de artifício "em comemoração" ao ocorrido.
Depois eu digo que política no Brasil é o mesmo que futebol e vocês não acreditam.
A gente parte sempre da emoção, esquece da razão e perde a compostura.
Nas terras tupiniquins, no país do futebol, impeachment é isso: apenas mais um evento capaz de reunir pessoas na rua vestindo camisetas de times.
Acontece que estão, adoidados, soltando rojões e fogos de artifício "em comemoração" ao ocorrido.
Depois eu digo que política no Brasil é o mesmo que futebol e vocês não acreditam.
A gente parte sempre da emoção, esquece da razão e perde a compostura.
Nas terras tupiniquins, no país do futebol, impeachment é isso: apenas mais um evento capaz de reunir pessoas na rua vestindo camisetas de times.
Não é minha função julgar o que alguém deve ou não fazer. Mas estou convicto de que, mais do que nunca, a esquerda enquanto movimento político deve se organizar para fazer justiça, já que sente-se injustiçada com este "golpe".
É nesse sentido que os ânimos devem ser mantidos: com a queda de Dilma, o terror à impunidade deve ser disseminado, contaminando cada instância democrática com o fato de que a justiça será feita, alarmando cada representante público com o temor de que seus erros os levarão à ruína.
Mais do que em qualquer momento deste ano, a esquerda deve deixar de clamar "não vai ter golpe" e passar a dizer "eu vou fazer a morte do governo Dilma não ser em vão".
Porque, com toda certeza, não é este o momento para ficarmos massageando nossos egos com teorias conspiratórias, colocando o governo como uma vítima (que esquerda é essa que vitimiza governos?).
Agora é a hora de inflar o peito e dizer "eu sou de luta", como têm dito até então. É hora de se organizar pela queda de Cunha, no mínimo, e exigir a devida punição a Temer. É hora de exigir a derrocada de cada político que ousou ferir as vias democráticas em benefício próprio. É hora de ampliar o "fazer história", e tornar este momento uma profusão de ações que acabem, por fim, em criar uma onda pela reforma política urgente.
E não esperem que isso aconteça do outro lado. Vocês não dizem que os "anti-corrupção" só queriam tão somente tirar o PT do poder? Então sejam coerentes e façam sua parte: tirem os outros, pois é a isso, e tão somente a isso, que servimos agora.
- Alysson Augusto
É nesse sentido que os ânimos devem ser mantidos: com a queda de Dilma, o terror à impunidade deve ser disseminado, contaminando cada instância democrática com o fato de que a justiça será feita, alarmando cada representante público com o temor de que seus erros os levarão à ruína.
Mais do que em qualquer momento deste ano, a esquerda deve deixar de clamar "não vai ter golpe" e passar a dizer "eu vou fazer a morte do governo Dilma não ser em vão".
Porque, com toda certeza, não é este o momento para ficarmos massageando nossos egos com teorias conspiratórias, colocando o governo como uma vítima (que esquerda é essa que vitimiza governos?).
Agora é a hora de inflar o peito e dizer "eu sou de luta", como têm dito até então. É hora de se organizar pela queda de Cunha, no mínimo, e exigir a devida punição a Temer. É hora de exigir a derrocada de cada político que ousou ferir as vias democráticas em benefício próprio. É hora de ampliar o "fazer história", e tornar este momento uma profusão de ações que acabem, por fim, em criar uma onda pela reforma política urgente.
E não esperem que isso aconteça do outro lado. Vocês não dizem que os "anti-corrupção" só queriam tão somente tirar o PT do poder? Então sejam coerentes e façam sua parte: tirem os outros, pois é a isso, e tão somente a isso, que servimos agora.
- Alysson Augusto
Forwarded from Entre em @canaisegruposoficial Canais e Grupos Brasil
Encontre canais, grupos e bots brasileiros de maneira super fácil! Basta entrar em @canaisegrupos! Se quiser divulgar lá, basta seguir as instruções de @anunciar.
A polêmica quanto à limitação da internet fixa, equiparando-a à internet móvel - em que nosso fluxo de dados é cortado assim que atingimos certo limite de uso -, nos traz uma ótima oportunidade para refletirmos sobre qual seja o papel do Estado frente a seu povo, em terras tupiniquins.
Com este caso, está mais do que evidente que, à Anatel (órgão responsável pela regulamentação da comunicação em nosso país), mais importa atender aos interesses do oligopólio da comunicação brasileira do que, de fato, trazer equilíbrio entre os interesses do empresário e os interesses do consumidor.
Aliás, vale dizer que este problema tenha relação direta com uma cultura de cultuamento do Estado, em que, acomodados, acreditamos que nossos problemas dependem ligeiramente da máquina pública dizer, a nós, o que é certo e errado, o que é "melhor pro povo", pro consumidor.
Talvez seja o momento de darmos mais voz aos liberais, tão esculachados e jogados de canto quanto dizem e provam que o Mercado deva seguir sua própria lógica, tendo um "Estado mínimo", atuando como suporte e não como regulador de cada detalhe nas relações de troca entre vendedores e consumidores.
Pois se continuarmos a cultuar um Estado que nos priva de liberdade até mesmo para navegarmos na internet, que liberdade teremos para exigir que pequenos empreendedores possam crescer e nos oferecer melhores e menos limitados serviços, em concorrência aos que aí estão?
Só quando nos tocarmos que é o Estado, e tão somente o Estado, que mantém a existência de oligopólios, é que veremos que, ao consumidor, mais importa a livre concorrência - sem a mão de quem usa da força legal para dizer como podemos ser livres nesta sociedade.
- Alysson Augusto
Com este caso, está mais do que evidente que, à Anatel (órgão responsável pela regulamentação da comunicação em nosso país), mais importa atender aos interesses do oligopólio da comunicação brasileira do que, de fato, trazer equilíbrio entre os interesses do empresário e os interesses do consumidor.
Aliás, vale dizer que este problema tenha relação direta com uma cultura de cultuamento do Estado, em que, acomodados, acreditamos que nossos problemas dependem ligeiramente da máquina pública dizer, a nós, o que é certo e errado, o que é "melhor pro povo", pro consumidor.
Talvez seja o momento de darmos mais voz aos liberais, tão esculachados e jogados de canto quanto dizem e provam que o Mercado deva seguir sua própria lógica, tendo um "Estado mínimo", atuando como suporte e não como regulador de cada detalhe nas relações de troca entre vendedores e consumidores.
Pois se continuarmos a cultuar um Estado que nos priva de liberdade até mesmo para navegarmos na internet, que liberdade teremos para exigir que pequenos empreendedores possam crescer e nos oferecer melhores e menos limitados serviços, em concorrência aos que aí estão?
Só quando nos tocarmos que é o Estado, e tão somente o Estado, que mantém a existência de oligopólios, é que veremos que, ao consumidor, mais importa a livre concorrência - sem a mão de quem usa da força legal para dizer como podemos ser livres nesta sociedade.
- Alysson Augusto
De alguma forma bastante curiosa, estou contente com o caos político instaurado no país. Não que eu esteja torcendo pelo caos, longe disso (embora possa ser uma solução).
É que, diante do fracasso do governo Dilma em se manter de pé, diante de tanta teoria da conspiração sobre haver ou não um golpe, diante de tanta lama de corrupção e de tantos boatos sobre todos os detalhes possíveis que regem cada escândalo, uma coisa tem se mostrado surpreendentemente positiva: as pessoas estão, mesmo que ignorante e ingenuamente, falando mais de política.
A cobertura que as emissoras convencionais deram e estão dando à política, muitas vezes deixando de lado seus programas que existem tão somente pela audiência, tem feito com que os cidadãos comuns, muitas vezes alienados da situação macroeconômica do país (e não sem motivo), estejam agora dispostos a entender melhor o que está acontecendo neste lugar que chamamos Brasil.
E isso tem chegado a mim, em forma de surpresa: conhecidos, amigos e familiares estão comentando a respeito, estão sabendo agora quem é Roberto Jefferson e por que Cunha é seu “vilão favorito”; quem é Temer e por que sua mulher é “bela, recatada e do lar”. Estão super interessados em resoluções e, curiosamente, preocupados com sua própria ignorância ao não saber que haviam eleito pessoas que dão as piores justificativas para darem um simples voto.
Talvez a previsão do Rodrigo da Silva se concretize, e o governo Dilma seja visto, um dia, como o maior mandato da história do país — pois seu fracasso é tão autoevidente que faz até analfabetos políticos se interessarem por alguma coisa. Ou, como diria a sabedoria popular: “há males que vêm para o bem”.
- Alysson Augusto
É que, diante do fracasso do governo Dilma em se manter de pé, diante de tanta teoria da conspiração sobre haver ou não um golpe, diante de tanta lama de corrupção e de tantos boatos sobre todos os detalhes possíveis que regem cada escândalo, uma coisa tem se mostrado surpreendentemente positiva: as pessoas estão, mesmo que ignorante e ingenuamente, falando mais de política.
A cobertura que as emissoras convencionais deram e estão dando à política, muitas vezes deixando de lado seus programas que existem tão somente pela audiência, tem feito com que os cidadãos comuns, muitas vezes alienados da situação macroeconômica do país (e não sem motivo), estejam agora dispostos a entender melhor o que está acontecendo neste lugar que chamamos Brasil.
E isso tem chegado a mim, em forma de surpresa: conhecidos, amigos e familiares estão comentando a respeito, estão sabendo agora quem é Roberto Jefferson e por que Cunha é seu “vilão favorito”; quem é Temer e por que sua mulher é “bela, recatada e do lar”. Estão super interessados em resoluções e, curiosamente, preocupados com sua própria ignorância ao não saber que haviam eleito pessoas que dão as piores justificativas para darem um simples voto.
Talvez a previsão do Rodrigo da Silva se concretize, e o governo Dilma seja visto, um dia, como o maior mandato da história do país — pois seu fracasso é tão autoevidente que faz até analfabetos políticos se interessarem por alguma coisa. Ou, como diria a sabedoria popular: “há males que vêm para o bem”.
- Alysson Augusto
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Dilma provavelmente sairá de seu mandato como a maior presidente da história do país. Sim, a maior. Pare pra pensar um pouco.
Qual outra liderança...
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