Alysson Augusto
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Seu principal marqueteiro é você mesmo, não sua mãe nem seus "paga-paus". Elogios giram em torno de seus esforços, mas também da sua abertura em recebê-los. A ideia de que somos responsáveis pela nossa imagem ajuda a nos dar rumo e limites. Aparências são importantes sim.
INSCRIÇÕES PRORROGADAS ATÉ 30 DE JUNHO!!

Serão aceitos trabalhos em todas as áreas de pesquisa em Filosofia e em temas conexos de alunos vinculados a Programas de Pós-Graduação stricto sensu. As comunicações deverão ter até 20 (vinte) minutos de duração e serão seguidas por até 10 (dez) minutos de discussão, com perguntas e comentários. Os apresentadores receberão certificado no final de cada sessão e terão seus trabalhos publicados nos anais do evento, como capítulo de livro.

As inscrições poderão ser feitas por meio deste link
https://sites.google.com/view/xixsacfilpucrs/inscrições

Diretrizes completas para participação e demais informações estão disponíveis no site
https://sites.google.com/view/xixsacfilpucrs/diretrizes

A XIX Semana Acadêmica do PPG Filosofia da PUCRS ocorrerá nos dias 08, 09 e 10 de outubro de 2019.
Forwarded from Ética Animal (Alysson Augusto)
Estou lendo o livro "Critical Theory and Animal Liberation", organizado por John Sanbonmatsu, e o segundo artigo, que trata sobre fetichismo, tem insights bem interessantes a respeito da nossa indiferença com os animais que são mortos em beiras de estradas. Pensando aqui em fazer vídeo explicando essa relação, aproveitando inclusive que já escrevi um paper sobre fetiche da mercadoria na questão animal.

Quem tiver interesse pode baixá-lo (PDF) pelo LibGen: booksdescr.org/item/index.php?md5=2F0340F05A326949E26FD2B9D1D0BB91
O Estado da Arte, em parceria inédita com o Livres, publicou um texto meu.

"A natureza tribal humana permitiu nossa sobrevivência, mas também tem fomentado a geração muitas vezes inconsequente de novos conflitos. Entender este processo talvez seja o único meio de superá-lo."

Link para ler: https://cultura.estadao.com.br/blogs/estado-da-arte/superar-a-politica-tribal-e-possivel/
Talvez a dica mais valiosa pra seguir carreira acadêmica seja a tentativa de consistência.

Digo, constantemente nos sabotamos tentando falar de diversos assuntos que não dominamos, e os motivos são variados. No meu caso, gosto da sensação de interdisciplinariedade proporcionada pela referenciação de diversas fontes num mesmo tema. Acredito que torna o assunto mais rico. E pra ter essa sensação, preciso peregrinar sobre temas inéditos a mim mesmo, de modo que eu acabe sendo um leigo falando genericamente sobre um ponto que nunca abordei antes.

Isso mostra abertura pro aprendizado, mas esse impulso por ampliação temática pode ser perigoso também: você acaba se tornando um generalista, não foca em nada em específico e — o que é pior — facilmente perde a continuidade de seus estudos anteriores.

Essa contínua descontinuidade ocasionada pela curiosidade criativa pode ser ótima para pensadores livres, que não têm compromisso intelectual e acadêmico com alguma instituição que lhe paga bolsas para entregar resultados. Para o acadêmico, entretanto, o foco é mais que necessário, e se ele pode acabar podando a liberdade criativa, por outro lado ele pode facilitar o próprio serviço acadêmico: pela pesquisa contínua, você não apenas consegue atingir novidades na área — e, assim, entregar conteúdo inédito e rigoroso —, como você também pode alcançar tal nível de consistência a ponto de você se tornar uma referência na área e seus trabalhos, girando todos dentro de uma temática comum, acabarem sendo constantemente reaproveitados para as produções inéditas que precisará fazer.

Apelar à consistência é tornar sua carreira acadêmica mais profissional e atraente a nível de referência. É especializar-se nas generalidades de uma única temática. É facilitar seu empreendimento e sua conquista de bolsas (se não fosse o trabalho que fiz na minha graduação, não teria adquirido meu mestrado, por exemplo). A lição que fica é esta: se você já está naturalmente com os olhos e o foco em algo, aproveite essa sua disposição inicial e trace as próximas etapas. Tudo fica mais fácil, proveitoso e rigoroso quando você consegue ousar inovar num lugar comum — aceite que você nunca esgotará um único assunto, e então sua especialização se abrirá a possibilidades nunca antes imaginadas.
Acabei de salvar um rato que caiu no "cola-rato", uma armadilha grudenta feita para que o rato (ou outros animais pequenos) fiquem presos até a morte ou até que a pessoa que a armou descubra e 1) esmague o rato ou 2) o libere longe de casa.

Como não vejo necessidade em matar o animal, após vê-lo gritando por ter sido colado, peguei ele preso na armadilha e pedi à minha prima que pegasse uma vasilha. Ela trouxe um daqueles potes avulsos de bolo (era o que tinha), então coloquei o rato colado ali dentro, joguei óleo de cozinha por cima dele e fechei a tampa. Em questão de segundos o óleo de cozinha fez com que a cola parasse de ser grudenta, e o rato se libertou do grude. Como ele ainda tava preso dentro do pote, levamos ele num terreno baldio longe de casa e soltamos.

Pontos positivos: o rato mantém sua vida, a armadilha pode ser reutilizada e a "ameaça" foi distanciada (altamente improvável que volte aqui pra casa).

Pontos negativos: o rato pode passar a importunar outra pessoa que morava perto daquele terreno baldio, e continuar procriando e importunando ainda mais pessoas.

Pensando num cálculo de custo-benefício, os pontos positivos se sobrepõem aos negativos, especialmente frente ao fato de que o incômodo que o rato possa ocasionar (que no caso é apenas ativar o "nojo" de muitas pessoas) é muito menor que o sofrimento e a perda da sua vida que possamos lhe infligir.

Aniquilar o animal seria a opção fácil, e sua proliferação em ambiente doméstico diz mais sobre como o ambiente é porcamente gerido do que sobre como o rato é uma real ameaça.
Ontem postei o que fiz com um camundongo (evitei matá-lo após tê-lo pego) e algum ofendidinho resolveu compartilhar meu post num grupo conservador (não vou dar nomes, embora já saiba quem seja). Surgiu monte de gente me zoando ou apontando que serei o responsável pela nova peste bubônica, e que o caos social se instalará porque, afinal, eu salvei um animal de 7 centímetros.

É incrível como o método de ataque político (promover caça às bruxas de quem se discorda), a afecção proporcionada (mostrar-se ofendido com um ato localizado) e o fatalismo denunciado (defender que tal ato culminará num desequilíbrio social) representam exatamente o tipo de tática que há tempos tem tornado um lixo o debate público, só que agora com o sinal trocado: se antes eram os justiceiros sociais promovendo linchamento virtual, hoje são os conservadores mimizentos se sentindo ofendidos porque alguém contrariou seus valores sacros, mostrando que talvez os animais não sejam tão inferiores aos humanos como gostam de pensar.

Em certo sentido eu dou risada da situação: ora, um bando de marmanjo se ofendendo porque alguém salvou um rato é risível. Ainda assim, a situação é preocupante, porque mostra exatamente o tipo de coisa que venho criticando há tempos, que é o tribalismo político determinante da política nacional.
Pessoal, tô com um projeto novo: um canal totalmente dedicado ao @AltruismoEficaz no YouTube. Por favor, inscrevam-se, pois me verão fazendo VÍDEOS INÉDITOS por lá. Basta acessar e aguardar os vídeos novos: http://bit.do/altruismo
Tô tendo aula agora com o Karnal. Aula de história, não de autoajuda. E o cara manja muito de muita coisa que eu sequer já ouvi falar. Ao menos ele passa essa impressão. Vou ver se consigo tirar uma selfie com ele. Amanhã teremos aula com ele de novo. O cara custa 5k por hora/aula. É apressado demais pra permitir que eu grave vídeo com ele, mas amanhã eu tento. Se tiverem ideias de perguntas que posso fazer a ele, mandem aí.
Fui elogiado pelo Karnal, posto outro dia no meu canal. (até rimou)
Prestando contas aos meus inscritos. Análise do mês de junho* de 2019.

* Estamos no mês de julho, como mostra a imagem, mas os números referem-se ao total das interações que ocorreram no mês passado aqui no canal.
Vocês tem que entender que quando uma pessoa diz "ah como eu amo esse frio" ela tá querendo dizer "ah como eu amo estar protegida desse frio, aquecida e sem suar como costumo suar no calor". Pintar a pessoa como indiferente a moradores de rua por ela "gostar de frio" é apenas politizar a banalidade do fato de que todos gostamos de estar protegidos, e nenhum problema em expressarmos felicidade a partir disso.
Quanto a ajudar os animais, a depender da motivação, somos mais ou menos coerentes. Por ex., se minha motivação é ajudar os animais da forma mais eficiente possível, o veganismo é a opção mais segura a nível individual. Agora, se ajudar os animais é apenas uma parte da motivação que me levou ao ovolactovegetarianismo, provavelmente há outros fatores aí pesando e influenciando nos meus hábitos, o que pode ir desde a preguiça culinária até à mais pura "akrasia" (uma espécie de dissonância entre teoria e prática). O fato de um estilo de vida vegano por vezes exigir um custo energético maior das pessoas, especialmente para aquelas que não querem "perder tempo" pesquisando produtos e serviços, é um fator que pesa na motivação mesmo das que já têm o mindset vegano, ainda que não compartilhem de sua prática. E é justamente devido a essas interferências na motivação pessoal que acredito que o sucesso do veganismo depende muito mais da inovação tecnológica e da facilitação econômica do que propriamente da ideologia. Se o mercado dá os incentivos necessários para que "ser vegano" não seja mais um empecilho, mas inclusive uma facilidade a nível pessoal, então não haverá qualquer desculpa relativamente razoável para não ser vegano. Podemos até apontar a dissonância entre teoria e prática da pessoa, mas o real problema é muito mais relativo à natureza humana do que relativo a ter as motivações certas.
Mimo incrível que recebi hoje da @tecnopuc, me convidando pra #StartupGaragem, um programa de três meses que ajuda a transformar ideias 💡 em negócios. 💼

Com direito a cookie delicioso da @zcafeoficial, um livro dedicado a atacar os bancos (achei muito minha cara haha) indicado pela @anlab_br, uma carteira vegana da @querodobra (sempre quis uma!) e um planner personalizado da própria Tecnopuc, pra me organizar até o fim do ano (como sabem que tô precisando me organizar? Hmmm)

Ah, o mais legal é que a cartinha de convite é toda escrita à mão. Eu queria ter essa letra fofinha haha

A #StartupGaragem começa dia 19 de agosto e iniciará com palestra da @querodobra, que será aberta ao público - e eu espero demais conseguir ir!

Mais infos sobre a #StartupGaragem vocês podem encontrar em pucrs.br/tecnopuc/garagem (já tô até organizando minhas ideias pra disputar mais esse espaço!)
Finalmente nossos policiais terão uma qualificação de qualidade! Agora todos os meliantes que portarem Pepsis serão presos por tráfico de órgãos e apenas os policiais que estiverem com sorte do dia no horóscopo serão convocados para trabalhar. Temam diante disto, criminosos!

https://twitter.com/alystoteles/status/1153129672038854657