Alysson Augusto
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Às vezes fico estressado de tanta atividade intelectual. Tenho certeza que atividade intelectual intensiva é "não-natural", pois evolutivamente estudar de forma dedicada é algo muito, mas muito recente mesmo na história humana, e isso provavelmente explica a dificuldade envolvida no estudar. Acaba que, mesmo tendo ainda umas 4 ou 5 pendências acadêmicas pra resolver, tirei os últimos dias pra fazer coisas mais comuns, como arrumar a casa, lavar os cães, passar um bom tempo cuidando da sobrinha e tentando fazê-la aprender a caminhar. E é até gratificante, na verdade... O corpo pede atividade menos intelectual, pede explosão hormonal, pede caminhada, pede suor. Ficar muito tempo sedentário, apenas sentado e lendo, é algo que estressa a gente, e provavelmente traz alguns problemas mentais relacionados (depressão? Ansiedade?). Acho que, sobre isso, Platão acaba sendo uma boa referência: o filósofo era conhecido não apenas por suas atividades intelectuais, como também por cultivar o próprio corpo, exercitando-o. Enfim, trata-se aqui da milenar busca por equilíbrio, por virtudes comportamentais. Busca que reconheço como necessária, mas cuja prática... Bem, se preciso citar algum filósofo morto é porque eu não sou, exatamente, um exemplo que eu gostaria de dar.
Forwarded from Narração Filosófica
Novo episódio no Narração Filosófica!

Realismo e Anti-Realismo - por Samir Okasha

Afinal, átomos existem mesmo, conforme defendem os realistas, ou na verdade não temos como saber de fato, como defendem os anti-realistas? Neste audiotexto, o filósofo da ciência Samir Okasha mostra o que está em jogo no debate sobre propriedades científicas.

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Acho que a forma mais eficiente de fortalecer a mentalidade liberal em alguém é fazendo essa pessoa tentar abrir e manter viva uma empresa no Brasil. Tinha que ter um reality show ao estilo O Aprendiz pra isso, porém com uma pegada mais Big Brother.
Já é possível hackear a mente humana, controlando seus atos e pensamentos. Eu tô pasmo. Black Mirror é muito mais atual do que eu pensava. Se hoje discutimos privacidade na rede, em breve estaremos discutindo a privacidade de nossos pensamentos. Vai ser muito louco viver pelos próximos 50 anos.

Tô numa aula agora com o neurocientista Facundo Manes, e ele tá mostrando casos bizarros de controle da mente por atividade elétrica. Só pra terem uma ideia: 1) já é possível controlar braços robóticos apenas pensando, 2) uma pessoa pode controlar a atitude da outra apenas pelo próprio pensamento, 3) é possível aterrissar aviões apenas pensando, 4) é possível reconstruir o rosto de pessoas que você viu durante o dia.
É HOJE!
Afinal, átomos existem mesmo?

Às 20h, acompanhe nosso debate sobre REALISMO X ANTI-REALISMO no Discord do grupo The Filosofia of Brazil! Link: https://discord.gg/RKAsY6m

Estaremos no canal de voz PODCAST. Entre em #podcast para deixar seus comentários e bora fazer filosofia a sério.
Acabei de pedalar 12 quilômetros. Deu vontade, fui lá e fiz. Pensando em aplicar um sistema de recompensa associado a isso, pra manter o hábito: criar um quadro no meu canal chamado "PEDALANDO E FILOSOFANDO" (ou qualquer nome menos brega), e em cada episódio eu dou uma pedalada quilométrica e vou falando sobre temas filosóficos aleatórios. Será que vende bem (porque exercitar bem, eu sei que exercita)?
No último Conversa com Bial, falaram sobre as "deepfakes", que são basicamente vídeos falsos que simulam pessoas reais (ou inventadas). Esses vídeos já circulam por aí, e a produção de vídeos assim é graças a uma tecnologia que faz uso de inteligência artificial, que aprende a simular seu rosto a partir de um banco de dados público (ou seja, quanto mais fotos e vídeos seus você tem na internet, mais fácil é fazer um vídeo falso de você). As aplicações dessa tecnologia são tão vastas, mas tão vastas, que as próximas eleições podem acabar sendo definidas por ela. O lema "só acredito vendo" já não faz mais sentido. Agora, dada a qualidade cada vez mais realista das deepfakes, nem vendo você pode acreditar. Se preparem, porque se com fake news a coisa já tava ruim, agora vai piorar muito. Ah, e torçam pra que vocês não sejam vítimas de deepfakes que possam acabar com suas reputações e vidas.
Primeira vez que ZERO um teste desses.
Parece que o vídeo brasileiro mais visto este ano no YouTube foi o "funk do Ticolé", uma zoeira de uns adolescentes aqui de Porto Alegre, do bairro Mário Quintana. O vídeo atingiu 39.000.000 de visualizações, e foi postado num canal de funk aleatório.

Os guris ficaram tão famosos que até entrevista deram pra jornal de grande circulação, o Diário Gaúcho.

Considerando que o vídeo contém propagandas e o YouTube paga ao dono do canal para exibi-las no vídeo postado, e a cada 1.000 visualizações de propaganda você consegue até uns 2 reais... O YouTube possivelmente pagou R$ 78.000 ao dono do canal pela exibição de propagandas no vídeo famoso.

Pergunta: você processaria o dono do canal por estar lucrando com sua imagem sem estar te repassando valores (o que poderia te fazer ser visto como ingrato, afinal você ficou famoso graças à difusão da sua imagem pelo canal), ou você aceitaria que o lucro ficasse pro dono do canal (e manteria a imagem de jovem funkeiro humilde e cheio de gratidão)?
Hoje foi o último dia de inscrição para trabalhar como professor em contrato emergencial pelo Estado (RS). O Estado está falido, sei lá há quanto tempo pagando parcelados os salários dos professores, e os que entrarem agora é provável que só recebam o salário no quarto mês de contratação (é o que me disseram). Por que pessoas qualificadas se sujeitariam a um regime exploratório desses? Eu digo o porquê: desemprego.

Boa sorte pra quem for selecionado pra essa aventura. Eu me inscrevi, mas eu sou louco mesmo.
Resposta da enquete anterior: Tales de Mileto é considerado o primeiro filósofo!
Tales de Mileto foi um dos "sete sábios" da Grécia, que viveu no século VI a.C. Mediu distâncias, fez previsões de fenômenos como eclipses. O filósofo tentou explicar a origem do mundo, mitologias à parte. Para Tales, qual era a origem de todas as coisas?
Anonymous Poll
9%
Fogo
3%
Terra
40%
Água
2%
Ar
10%
Éter
22%
Quatro Elementos
3%
Infinito
3%
Alma
0%
Metal
9%
Átomos
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BELEZA
1 – O que é o amor?
2 – A beleza é uma questão de fato ou questão de gosto?
3 – Qual é o propósito da arte?
4 – Há diferença entre saúde e beleza?

VERDADE
1 – Há algo que não pode ser verdade?
2 – Mentir é sempre errado?
3 – Toda questão tem uma resposta?
4 – Devemos aceitar a realidade?

JUSTIÇA
1 – O que é discriminação?
2 – Os animais têm direitos?
3 – Quem cuidará do meio ambiente?
4 – O que aconteceria se não existisse governo?

DEUS
1 – Por que coisas ruins acontecem com pessoas boas?
2 – Qual é o sentido da vida?

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Meu desejo pra este Natal e pro ano que estamos ingressando é que eu consiga aproveitar sem excesso de críticas momentos como esses, sabendo "ser alguém comum" a despeito de minhas críticas pessoais ao "ser comum" - sabendo, então, aproveitar do melhor jeito, já que eventos assim acontecem e continuarão acontecendo mesmo que eu não empreste a eles sentido (e se é pra viver uma vida na qual esses eventos sejam socialmente importantes, que eu saiba me adequar de forma repleta, e não cínica).

E digo isso pois lembro que, quando pequeno, Natal e Ano Novo eram as coisas mais incríveis, eu realmente aproveitava, era sensacional. Nesse tempo, eu não tinha críticas, apenas curtia como uma criança comum. Hoje, isso se perdeu, e os Natais ficaram cada vez mais sem sentido com o tempo. Mesmo assim, eles continuam acontecendo. Então, que a gente faça do jeito certo, de um jeito inclusive clichê.

Vamos celebrar, é Natal, Ho Ho Ho! 🎅
Novo paper publicado!

Talvez o recurso mais poderoso e utilizado para a defesa de animais não-humanos seja o argumento pela analogia. Este tipo específico de argumento tem um potencial de persuasão enorme quando feito em defesa de algum tipo de teoria de consideração moral direta para com os animais, a qual alegue que a similaridade entre os humanos e outros animais é um motivo razoável para a extensão de certos direitos dos primeiros aos últimos. Com o apelo à analogia, argumentos decisivos para o debate moral são formulados, como o argumento dos casos marginais e o argumento da não-sacralidade da vida humana, ambos dedicados a apontar como inconsistentes as diferenciações geralmente realizadas para defender a superioridade moral dos seres humanos frente aos não-humanos. Sendo o argumento pela analogia decisivo para o debate público, cabe a necessidade de ilustrá-lo em seu rigor e em seu apelo para a causa animal. No artigo que se segue, mostrarei que o apelo à analogia não apenas é utilizado para a defesa dos animais, como também é utilizado para a diferenciação dos seres humanos, algo próprio das diferentes argumentações que darão pesos morais distintos às espécies. Para ilustrar esta tática comum, recorrerei às posições clássicas de autores contemporâneos, favoráveis e contrários aos direitos dos animais, como Tom Regan e Carl Cohen, respectivamente. Evidenciarei, também, que o método do recurso à analogia tem seu apelo no fato de que 1) é vazio de conteúdo, podendo ser utilizado enquanto ferramenta epistêmica para ambos os lados do debate moral, e 2) é responsável por validar ou invalidar a consistência de argumentos de caráter geral e ontológico sobre quem somos e por que importamos moralmente frente aos nossos pares humanos e às outras espécies. Traçando esse caminho, poderemos nos aproximar do entendimento de que o recurso à analogia, sozinho, pouco diz sobre a verdade das posições morais em disputa, e que em última instância são os critérios estabelecidos como moralmente relevantes para os diferentes filósofos que determinam o sucesso ou insucesso das analogias, sejam favoráveis ou contrárias aos direitos dos animais.

https://www.academia.edu/41423261/A_analogia_como_ferramenta_para_a_defesa_de_animais_não-humanos
Passo a passo para virar defensor do livre-comércio:

1 - Localize um produto que você precisa adquirir, mas que foge um pouco da sua renda.
2 - Vá até uma loja física, e confira os preços.
3 - Vá até outras e variadas lojas físicas, e compare os preços.
4 - Volte pra sua casa, instale aplicativos voltados ao mercado nacional, como Mercado Livre e Amazon em seu celular. Confira os preços do produto que você deseja.
5 - Agora, instale aplicativos de mercado internacional, como Wish e AliExpress. Confira os preços.
6 - Compare os preços entre os produtos com entrega gratuita e os com taxas para importação.

Pronto, você acaba de se tornar defensor do livre-comércio. Se não se tornou, lamento, mas o gadismo é intratável.
A regra é clara: ver filme ou série dublados só se forem filmes ou séries já vistas com essa dublagem (ninguém da minha idade deveria ouvir o Goku sem a voz do cara que também faz o Bob Esponja - respeitemos o sentimento nostálgico). Caso se trate de uma série/filme atual ou nunca visto, é bom que se veja no idioma original, de preferência com legenda original da língua nativa. Mas pode ser legenda em português também porque sim. #ResoluçõesPara2020