Sabe, tenho saudade de você. Saudade da gente, na verdade. Saudade de tudo o que fomos e do que poderíamos ser.
Saudade dos afetos e dos abraços, dos carinhos e dos amassos, saudade até das amarguras que vivenciamos sem querer.
Saudade dos dias e das alegrias, das noites bem ou mal dormidas, saudade da perfeita sintonia que cultivávamos sem saber.
E isso te digo com muita bondade: sim, tenho saudade, e ela é ferida no peito que arde sem doer.
- Alysson Augusto
Saudade dos afetos e dos abraços, dos carinhos e dos amassos, saudade até das amarguras que vivenciamos sem querer.
Saudade dos dias e das alegrias, das noites bem ou mal dormidas, saudade da perfeita sintonia que cultivávamos sem saber.
E isso te digo com muita bondade: sim, tenho saudade, e ela é ferida no peito que arde sem doer.
- Alysson Augusto
Não é raro usarmos de espaços na internet para aprendermos algumas coisas específicas. Na verdade, ultimamente tem sido muito mais comum que procuremos nas redes sociais, por meio de opiniões alheias, razões para crermos ou não em algo.
Quando nos pegamos em situações complexas de divergência, principalmente entre familiares, em que sentimos necessidade de ter os melhores argumentos para demonstrarmos as melhores razões, tendemos a nos perguntar: "o que aquela galera, lá do grupo do Facebook, que eu admiro pacas, diria sobre isso?".
Neste breve exercício de "reflexão por meio da cabeça alheia" buscamos, acima de tudo, ter o que falar sobre coisas que, talvez, não conheçamos de forma suficiente para falar sobre. E quando só nos interessa "dar a última palavra", temos a prova maior de que só nos importa ter razão, e não entender a razão que move as pessoas a pensarem diferente da gente.
Quando recorremos aos outros para dizer algo, ao invés de analisarmos o que está sendo dito por nós próprios, temos aí o que chamo de "desespero por achar um argumento que cale a boca do outro".
Se a gente se preocupa mais em calar quem pensa diferente do que analisar seus pontos e rebater de acordo com a racionalidade em jogo, ficamos burramente desesperados quando a divergência dá as caras, e assim caímos num apego à ideologia que é a própria essência do autoengano.
- Alysson Augusto
Quando nos pegamos em situações complexas de divergência, principalmente entre familiares, em que sentimos necessidade de ter os melhores argumentos para demonstrarmos as melhores razões, tendemos a nos perguntar: "o que aquela galera, lá do grupo do Facebook, que eu admiro pacas, diria sobre isso?".
Neste breve exercício de "reflexão por meio da cabeça alheia" buscamos, acima de tudo, ter o que falar sobre coisas que, talvez, não conheçamos de forma suficiente para falar sobre. E quando só nos interessa "dar a última palavra", temos a prova maior de que só nos importa ter razão, e não entender a razão que move as pessoas a pensarem diferente da gente.
Quando recorremos aos outros para dizer algo, ao invés de analisarmos o que está sendo dito por nós próprios, temos aí o que chamo de "desespero por achar um argumento que cale a boca do outro".
Se a gente se preocupa mais em calar quem pensa diferente do que analisar seus pontos e rebater de acordo com a racionalidade em jogo, ficamos burramente desesperados quando a divergência dá as caras, e assim caímos num apego à ideologia que é a própria essência do autoengano.
- Alysson Augusto
Não dá pra simplesmente dizer que aqueles que se manifestam hoje, contra o chamado "golpe", não têm legitimidade, partindo de como gostaríamos que fossem as coisas. As coisas estão dadas, temos portanto que trabalhar em cima delas - seja as analisando, seja as atribuindo novos factoides para sustentar narrativas.
Vi pessoas reclamando do fato de estarem interditando vias públicas, inclusive sugerindo que, já que manifestação é constitucional, que liberassem os sambódromos para fazê-lo (como se o intuito de manifestações não fosse causar incômodos), ao invés de deixarem que atrapalhem os "cidadãos de bem, trabalhadores e que sustentam este país".
Ditar qual seja a opinião mais correta sobre os ocorridos não é um bom caminho - é cair em autoritarismo equivalente ao daqueles que se critica.
Se queremos saber o que pensar, portanto, o melhor que podemos fazer é analisar jurídica e moralmente, avaliando nossos interesses sobre a questão, e buscando descobrir a opinião mais sensata que busque conciliar os direitos de manifestação dessa galera "anti-golpista" e os direitos de ir e vir - e de ter uma vida sossegada - dos que os consideram vagabundos.
Favorecer uns em detrimento dos outros não é a saída, e com toda certeza não é uma via democrática (seja para os que dizem defender a democracia, mas o fazem se impondo; seja para os que querem corruptos presos, mas ignoram sua parcela de responsabilidade).
- Alysson Augusto
Vi pessoas reclamando do fato de estarem interditando vias públicas, inclusive sugerindo que, já que manifestação é constitucional, que liberassem os sambódromos para fazê-lo (como se o intuito de manifestações não fosse causar incômodos), ao invés de deixarem que atrapalhem os "cidadãos de bem, trabalhadores e que sustentam este país".
Ditar qual seja a opinião mais correta sobre os ocorridos não é um bom caminho - é cair em autoritarismo equivalente ao daqueles que se critica.
Se queremos saber o que pensar, portanto, o melhor que podemos fazer é analisar jurídica e moralmente, avaliando nossos interesses sobre a questão, e buscando descobrir a opinião mais sensata que busque conciliar os direitos de manifestação dessa galera "anti-golpista" e os direitos de ir e vir - e de ter uma vida sossegada - dos que os consideram vagabundos.
Favorecer uns em detrimento dos outros não é a saída, e com toda certeza não é uma via democrática (seja para os que dizem defender a democracia, mas o fazem se impondo; seja para os que querem corruptos presos, mas ignoram sua parcela de responsabilidade).
- Alysson Augusto
Forwarded from Xibolete
Você já perdeu algum contato porque curte a página de certo político? Talvez você não saiba, mas provavelmente já tenha sido vítima desta infantilidade.
Leia: http://bit.ly/infantilidade
Leia: http://bit.ly/infantilidade
Ano Zero
A infantilidade em excluir quem pensa diferente
Você já perdeu algum contato porque curte a página de certo político? Talvez você não saiba, mas provavelmente já tenha sido excluído.
Escrevi recentemente o artigo acima, no qual falo da necessidade do diálogo. Espero que aproveitem!
Essa coisa chamada ego é bem complicada. Se o cultivamos de modo a que ele faça com que nos sintamos melhor ou mais grandiosos que qualquer outro ser no mundo, acabamos nos frustrando, à medida que nos inteiramos do fato de que estamos nos auto-iludindo.
Você pode ser uma pessoa linda, maravilhosa, de dar inveja em qualquer um. Eu posso inclusive entrar numa fila pra tentar chegar perto de você, mas, mesmo nessa posição aparentemente inferior, eu ainda sou capaz de um dia te rejeitar. E na rejeição a gente percebe que "não somos tudo o que pensávamos ser".
O que quero dizer é que evitar exaltar o ego, sempre que puder, é um ato de autodefesa. É inclusive um ato de amor próprio. Por mais clichê que possa parecer, quanto maior o ego maior a queda.
Mas, claro, é comum que as pessoas pensem que um "ego calmo" é um ego frágil. Essa associação é equivocada. Um ego calmo pode sim ser um ego forte. Um ego forte é aquele ego o qual está firme perante si mesmo, convicto de que está saudável e não precisa da validação alheia para ser valorizado.
Egos frágeis, portanto, costumam ser egos exaltados, uma vez que tais egos exigem a validação externa para se manterem no topo desse castelo que eles mesmos criaram.
E aí, como está o seu ego hoje?
Você pode ser uma pessoa linda, maravilhosa, de dar inveja em qualquer um. Eu posso inclusive entrar numa fila pra tentar chegar perto de você, mas, mesmo nessa posição aparentemente inferior, eu ainda sou capaz de um dia te rejeitar. E na rejeição a gente percebe que "não somos tudo o que pensávamos ser".
O que quero dizer é que evitar exaltar o ego, sempre que puder, é um ato de autodefesa. É inclusive um ato de amor próprio. Por mais clichê que possa parecer, quanto maior o ego maior a queda.
Mas, claro, é comum que as pessoas pensem que um "ego calmo" é um ego frágil. Essa associação é equivocada. Um ego calmo pode sim ser um ego forte. Um ego forte é aquele ego o qual está firme perante si mesmo, convicto de que está saudável e não precisa da validação alheia para ser valorizado.
Egos frágeis, portanto, costumam ser egos exaltados, uma vez que tais egos exigem a validação externa para se manterem no topo desse castelo que eles mesmos criaram.
E aí, como está o seu ego hoje?