Alysson Augusto
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Para que serve a filosofia? A filosofia é inútil? Se for inútil, devemos estudar filosofia? Devemos, mais do que isso, ensinar filosofia?

Quarta, dia 12 de agosto, vou participar de uma live sobre isso no canal do Elan Marinho (PUCRJ). Estarão presentes também a Glenda Varotto (Comunicação, UPF), o Marcelo Capello (Filosofia, PUCRJ) e o Sérgio Francisco (Pedagogia, UFRJ) pra debatermos sobre essas questões.

Ative o lembrete pra que o YouTube te avise!

https://youtu.be/xkmqS3LPf1M
Você já se perguntou sobre como o custo da carne pode ser mais barato do que um punhado de mirtilos? Ou por que você pode comprar hambúrgueres em redes de fast food por apenas um dólar? Uma das razões para isso são os subsídios à agricultura. Mas, o que exatamente são subsídios à agricultura e como funcionam?

https://youtu.be/8X0CTq8o8VM
Se tu compara sistemas de opressão, é indiferente que as vítimas sejam dessa ou daquela espécie. O importante é saber como tais vítimas são afetadas negativamente.

O fato de as pessoas se sentirem ofendidas com essas comparações é porque elas acreditam que são moralmente superiores aos animais, a ponto de qualquer paralelo ser simplesmente absurdo. Ou seja, quando alguém reage a analogias entre especismo e racismo ou outra forma de opressão, essa pessoa tá apenas provando o ponto de que a opressão dos animais é tão generalizada e bem aceita pela sociedade que a pessoa sequer consegue entender o problema.
Anderson França, colunista da folha de São Paulo preocupado com a luta racial do movimento negro, direcionou críticas ao movimento vegano em recente vídeo para sua página no Facebook. Chamei ele para um debate, e ele aceitou. Eis o resultado.

https://youtu.be/7a90zBKwzZc
Estou há 5 dias sem óculos, tendo miopia e astigmatismo, e tendo que lidar com computador diariamente. Vocês não fazem ideia de como o cérebro aumenta gasto energético pra tentar enxergar, e como isso te traz desgaste e falta de motivação pra fazer o que deve ser feito. Tô ansioso pelas minhas lentes novas, torçamos pra que chegue amanhã. õ/
O Vitor Douglas já esteve presente em diversas lives no meu canal, e agora ele resolveu inaugurar o seu prório canal de Filosofia. O nome é Implicações Filosóficas. Conheçam!

https://youtu.be/Zhp3cxHhfEo
Blue Sunday — ou, em tradução livre, "Domingo Depressivo" — é uma expressão em inglês que diz muito sobre a sociedade corrida em que vivemos: durante a semana temos metas e horários definidos. Aos domingos, o ritmo é quebrado e sentimos aquela "nhaca existencial". Tô assim agora.
Percebo que quanto mais cansado com as responsabilidades a gente fica mais a gente se abre à possibilidade real de um Deus generoso existir pra nos compensar no final de tanto estresse e dificuldades a serem resolvidas. Deus é sempre uma boa desculpa pra sentir alívio existencial.
Recentemente a mundialmente famosa Miley Cyrus fez uma declaração no mínimo curiosa. Até então defensora do veganismo e dos animais, declarou que seu tipo de cérebro precisa de peixe para funcionar direito.

O erro comum aqui é achar que o Ômega 3 é original da carne de peixe. Na verdade, o Ômega 3 é oriundo de algas que peixes como o salmão — que é criado em cativeiro — não têm acesso. A melhor forma de obter Ômega 3 é por meio de suplementos vegetais.

A declaração de Cyrus deixa claro que o efeito placebo, somado às preferências de paladar, é o que impulsiona as pessoas a abandonarem uma causa tão importante como a defesa dos animais.
Richard Dawkins, além de célebre cientista e divulgador científico, também é famoso por fazer críticas abertas ao especismo: a ideia de que, por pertencermos à espécie humana, somos moralmente superiores. Leia na íntegra o que diz Dawkins no livro O Gene Egoísta:

"Muitos de nós recuamos constrangidos diante da execução de um ser humano, não obstante se trate do mais terrível criminoso, ao passo que defendemos despreocupados a exterminação sem julgamento de pragas relativamente pouco nocivas. A bem da verdade, matamos membros de outras espécies inofensivas como forma de recreação e divertimento. Um feto da nossa espécie, desprovido de mais sentimentos humanos do que uma ameba, goza de um respeito e de uma proteção legais que excedem em ampla medida aqueles concedidos a um chimpanzé adulto. E, contudo, o chimpanzé sente e pensa e — de acordo com os achados experimentais recentes — é até mesmo capaz de aprender alguma forma de linguagem humana. O feto pertence à nossa espécie e, por essa razão, conta instantaneamente com privilégios e direitos especiais. Será que a ética do "especismo", para usar o termo de Richard Ryder, se sustenta em bases biológicas mais sólidas do que a ética do racismo? Eu não sei. O que sei é que ela não encontra nenhuma fundamentação na biologia evolutiva." (Richard Dawkins, em O Gene Egoísta: São Paulo, Companhia das Letras, 2007, p. 50-51)
Jeremy Bentham foi um notável jurista, reformador social e filósofo inglês que fundou a corrente moral do utilitarismo, segundo a qual devemos buscar o maior bem do maior número de indivíduos. Confira abaixo sua famosa citação em defesa da inclusão dos animais no nosso círculo de consideração moral:

"Talvez chegue o dia em que o restante da criação animal venha a adquirir os direitos dos quais jamais poderiam ter sido privados, a não ser pela mão da tirania. Os franceses já descobriram que o escuro da pele não é motivo para que um ser humano seja abandonado, irreparavelmente, aos caprichos de um torturador. É possível que algum dia se reconheça que o número de pernas, a vilosidade da pele ou a terminação de os sacrum são motivos igualmente insuficientes para se abandonar um ser sensível ao mesmo destino. O que mais deveria determinar a linha insuperável? A faculdade da razão, ou, talvez, a capacidade de falar? Mas para lá de toda comparação possível, um cavalo ou um cão adultos são muito mais racionais, além de bem mais sociáveis, do que um bebê de um dia, uma semana, ou até mesmo de um mês. Imaginemos, porém, que as coisas não fossem assim; que importância teria tal fato? A questão não é saber se são capazes de raciocinar, ou se conseguem falar, mas sim se são passíveis de sofrimento."

JEREMY BENTHAM, em An introduction to the principles of morals and legislation. New York: Dover Publications, 2007. Tradução de Gabriel Garmendia de Trindade.

Para saber mais sobre Jeremy Bentham, ouça este audiotexto: http://youtu.be/N2RMSoVGUpY