Um contrato padrão da internet tem cerca de doze mil palavras — dá uma hora de leitura. Não é à toa que ninguém os lê. São construídos com este objetivo. O designer israelense Dima Yarovinsky imprimiu os termos de uso de todas as grandes redes sociais e os colou inteiros na parede, cada qual numa cor própria. Fez disso uma instalação. Se chama I Agree. (Estadão)
http://link.estadao.com.br/noticias/cultura-digital,designer-israelense-ganha-a-internet-com-obra-que-questiona-contratos-de-facebook-e-tinder,70002309973
http://link.estadao.com.br/noticias/cultura-digital,designer-israelense-ganha-a-internet-com-obra-que-questiona-contratos-de-facebook-e-tinder,70002309973
Estadão
Designer israelense ganha a internet com obra que questiona contratos de Facebook e Tinder - Link - Estadão
Responsável pela obra ‘I Agree’, na qual imprimiu termos de uso de redes sociais, Dima Yarovinsky critica prática das empresas: ‘termos de uso são a maior mentira da internet’, diz
Livros contém conhecimento. Não importa se estamos falando de um livro de um pensador, de um livro escrito por Youtuber, atriz mirim ou ídolo teen, ou se é esse livro específico que aparenta opinar desfavoravelmente ao armamento civil, que rasgaram. Todos eles contém conhecimento. Conhecimento é passível de conflito, afinal ninguém é obrigado a concordar com tudo o que um livro diz, e o sujeito que rasgou esse livro deixou, de uma maneira meio idiota, isso claro, especialmente quando RASUROU a primeira página com seus...uh...argumentos.
Eu sinceramente não sei se rotulo isso como uma tentativa de supressão ao free speech, afinal esse livro deve ter tido uma tiragem maior do que apenas UM exemplar, e o sujeito ao fazer isso, utilizou o free speech, novamente, de uma maneira idiota, mas utilizou, e não destruiu o livro, impedindo que outras pessoas adquiram o conhecimento contido nele, se tivesse destruído, queimado ou de alguma forma surrupiado este e todos os demais exemplares do livro, aí sim seria supressão da expressão da ideia contida nele. Still, creio que o que melhor se encaixa aqui é um dos mantras que repetimos constantemente: deixe o idiota falar, porque se o idiota se calar, ninguém vai saber o quão idiota ele é.
Side note:
____
Sem querer entrar nas entranhas do debate acerca do tema, eu sou inteiramente favorável ao armamento civil, tenho minhas razões e meus argumentos pra isso, mas chegar a esse ponto não é nada inteligente. O sujeito foi lá e escreveu os seguintes "argumentos":
- "Morte ao comunismo"
- "Cú" (que inclusive não tem acento, mas o sujeito escolheu que tinha)
- "hashtagBolsonaro2018"
Sei lá...se fosse lefty, essa atitude quase infantil não me impediria de ler e adquirir o conhecimento contido no livro.
____
TL;DR, talvez seja só alguém querendo dar uma de attwhore à custa de destruir patrimônio público, mas se for alguém com motivação ideológica, bem, vai precisar se esforçar mais.
____________________________
#MrThighs
https://www.facebook.com/isadoracristal/posts/1856573441055229
Eu sinceramente não sei se rotulo isso como uma tentativa de supressão ao free speech, afinal esse livro deve ter tido uma tiragem maior do que apenas UM exemplar, e o sujeito ao fazer isso, utilizou o free speech, novamente, de uma maneira idiota, mas utilizou, e não destruiu o livro, impedindo que outras pessoas adquiram o conhecimento contido nele, se tivesse destruído, queimado ou de alguma forma surrupiado este e todos os demais exemplares do livro, aí sim seria supressão da expressão da ideia contida nele. Still, creio que o que melhor se encaixa aqui é um dos mantras que repetimos constantemente: deixe o idiota falar, porque se o idiota se calar, ninguém vai saber o quão idiota ele é.
Side note:
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Sem querer entrar nas entranhas do debate acerca do tema, eu sou inteiramente favorável ao armamento civil, tenho minhas razões e meus argumentos pra isso, mas chegar a esse ponto não é nada inteligente. O sujeito foi lá e escreveu os seguintes "argumentos":
- "Morte ao comunismo"
- "Cú" (que inclusive não tem acento, mas o sujeito escolheu que tinha)
- "hashtagBolsonaro2018"
Sei lá...se fosse lefty, essa atitude quase infantil não me impediria de ler e adquirir o conhecimento contido no livro.
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TL;DR, talvez seja só alguém querendo dar uma de attwhore à custa de destruir patrimônio público, mas se for alguém com motivação ideológica, bem, vai precisar se esforçar mais.
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Isadora Cristal Escalante
Apoiadores de Bolsonaro rasgam livros da Biblioteca Central da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Vocês entendem o quão simbólico é isso? Vocês entendem o nível das pessoas que...
Forwarded from Alysson Augusto via @like
Se estamos mesmo preocupados em combater fake news, nada mais legítimo que nos preocupemos com quem são e quais são os interesses daqueles que se colocam em posições de determinar verdades e mentiras.
https://steemit.com/pt/@alyaugusto/facebook-e-fact-checking-uma-critica
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Steemit
Facebook e fact-checking: uma crítica — Steemit
▬ ABS-CBN News ▬ Há uma grande diferença entre ser contra checagem de fatos e ser contra que agências… by alyaugusto
Estou repostando aqui, pois nesses dias está vindo a tona os erros das agências de fact-checking e o viés de esquerda delas.
facebook.com/jeanzkg/posts/1252699891540855
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Jean Felipe
Esse é um dos melhores artigos sobre o Facebook que eu já li, apesar de ter um viés pró-democratas e um pouco anti-Trump. (Eles só citam como vítimas das 'fake news' os democratas, sendo que a maior...
Forwarded from Alysson Augusto via @like
O casamento real de Meghan Markle e príncipe Harry reacende o debate sobre racismo, cotas raciais, colorismo e o que é ser pardo ou negro conforme a conveniência ideológica.
youtu.be/paV1UKJZ7wg
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Pardo de Schrödinger — Meghan Markle Negra, Cotas Raciais e "Colorismo"
O casamento real de Meghan Markle e príncipe Harry reacende o debate sobre racismo, cotas raciais, colorismo e o que é ser pardo ou negro conforme a conveniência ideológica.
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Apoiadores que tornam meus vídeos possíveis:
Gabriel Gauss de Moraes…
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Apoiadores que tornam meus vídeos possíveis:
Gabriel Gauss de Moraes…
Por que não confio em agências "verificadoras de fatos" | Reflexões Extraclasse youtu.be/Q4r7fHbeRlU
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Por que não confio em agências "verificadoras de fatos" | Reflexões Extraclasse
Falta de aptidão técnica, de isenção e de legitimidade; são esses, em suma, os motivos que impedem o professor Claudio de ver as “agências de verificação de fatos” com bons olhos.
GloboNews se une a agência de checagem e erra na estreia:
https://www.car…
GloboNews se une a agência de checagem e erra na estreia:
https://www.car…
Aqueles que se magoam com ferro, com ferro serão feridos ❤️.
#MrThighs
facebook.com/ClarionDeLaffalot/photos/a.500980483317516.1073741835.493389237409974/1670706099678276/?type=3
#MrThighs
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Clarion de Laffalot
A diretora da "agência de checagem de fatos" não gostou de ter sua checagem checada...
Que coisa, não?
Que coisa, não?
Mas os juízes não emitiram decisão definitiva sobre as circunstâncias em que as pessoas podem ficar isentas de leis antidiscriminatórias com base em posições religiosas, nem abordou detalhes levantados no caso, como se fazer um bolo é um ato de expressão, protegido pela garantia constitucional da liberdade de livre pensamento. Apesar de ter dado vitória ao confeiteiro, Kennedy defendeu os direitos da comunidade LGBT.
“Nossa sociedade reconheceu que pessoas e casais gays não podem ser tratados como párias ou inferiores em dignidade e valor”, afirmou o magistrado. “Resultados de casos como este em outras circunstâncias deve aguardar maiores elaborações em cortes, todo no contexto do reconhecimento de que as disputas devem ser resolvidas com tolerância, sem desrespeito às crenças religiosas e sem submeter a população gay a indignidades quando buscam serviços no mercado aberto”.
O caso impôs um teste para Kennedy, autor de decisões importantes na promoção de direitos LGBT, como a decisão histórica que legalizou o casamento gay em todo o país em 2015, mas que também é forte defensor dos direitos de liberdade de expressão e de liberdade religiosa."
https://oglobo.globo.com/sociedade/supremo-dos-eua-da-vitoria-confeiteiro-que-negou-bolo-casal-gay-22744369?utm_source=Facebook&utm_medium=Social&utm_campaign=O%20Globo
“Nossa sociedade reconheceu que pessoas e casais gays não podem ser tratados como párias ou inferiores em dignidade e valor”, afirmou o magistrado. “Resultados de casos como este em outras circunstâncias deve aguardar maiores elaborações em cortes, todo no contexto do reconhecimento de que as disputas devem ser resolvidas com tolerância, sem desrespeito às crenças religiosas e sem submeter a população gay a indignidades quando buscam serviços no mercado aberto”.
O caso impôs um teste para Kennedy, autor de decisões importantes na promoção de direitos LGBT, como a decisão histórica que legalizou o casamento gay em todo o país em 2015, mas que também é forte defensor dos direitos de liberdade de expressão e de liberdade religiosa."
https://oglobo.globo.com/sociedade/supremo-dos-eua-da-vitoria-confeiteiro-que-negou-bolo-casal-gay-22744369?utm_source=Facebook&utm_medium=Social&utm_campaign=O%20Globo
O Globo
Supremo dos EUA dá vitória a confeiteiro que negou bolo a casal gay
Jack Phillips havia sido derrotado em cortes do Colorado
Se faz sentido que devemos não tolerar intolerantes em nome da tolerância, também faz sentido que não devemos permitir ideias diferentes coexistindo em nome da pluralidade.
Ora, se o intolerante coloca em risco a tolerância, o mesmo pode ser dito da pessoa que acredita que o mundo deve ser de ideologia X ou Y, pois suas ideias ferem a pluralidade.
Tolerância e pluralidade são princípios liberais. Mas liberal mesmo, no fim das contas, é permitir às pessoas optarem pelos princípios que desejam seguir.
Ser intolerante em nome da tolerância, ou combater ideias plurais em nome da pluralidade, é uma contradição autoevidente.
@alyaugusto
Ora, se o intolerante coloca em risco a tolerância, o mesmo pode ser dito da pessoa que acredita que o mundo deve ser de ideologia X ou Y, pois suas ideias ferem a pluralidade.
Tolerância e pluralidade são princípios liberais. Mas liberal mesmo, no fim das contas, é permitir às pessoas optarem pelos princípios que desejam seguir.
Ser intolerante em nome da tolerância, ou combater ideias plurais em nome da pluralidade, é uma contradição autoevidente.
@alyaugusto
O comediante, pesonagem de "The Watchmen" sempre me pareceu o mais interessante super herói de tudo que já foi escrito sobre o gênero. Seu imoralismo é avassalador: ele queima vietcongs sorrindo, atira na barriga de uma mulher que se diz grávida de seu filho, violenta uma das heroínas da equipe e age como herói basicamente porque assim ele pode bater nos outros.
A estranheza desse "herói" pode chocar o espectador mais desavisado, mas suas atitudes tem uma fundamentação filosófica e psicológica que perpassa a maioria das filosofias existencialistas de autores como Nietzsche, Kierkegaard, e Camus.
Evidentemente, "o comediante" é um niilista. Sua conclusão sobre a condição humana é a de que o absurdo é o resultado de todas as patéticas tentativas da humanidade de imprimir sentido na existência.
"It’s all a joke", ele diz constantemente, apontando para a falta de sentido de tudo que se relaciona ao papel do humano no universo e sua existência.
Diferente de Nietzsche, Kierkegaard e Camus, que apresentam tentativas de solução para o problema do niilismo e do absurdo da existência, o comediante assume o pessimismo da falta de sentido como sentido de sua vida, daí o riso jocoso que afirma todo o tempo: "it's all a joke,...all a joke". Portanto, se não há sentido ou mesmo salvação para a humanidade tudo é permitido, seu cinismo assume assim a violência e a destruição como algo natural da humanidade e a utiliza como uma forma de entretenimento e distração.
Muito acima de todo bem e mal não pela criação de novos valores mas pela destruição de todos eles, o comediante expressa aquela sabedoria pessimista que uma vez Nietzsche ensaiou em uma obra não publicada, a ideia de que a vontade humana pouco importa para o universo e que talvez seja tudo uma piada:
“No desvio de algum rincão do universo inundado pelo fogo de inumeráveis sistemas solares, houve uma vez um planeta no qual os animais inteligentes inventaram o conhecimento. Este foi o minuto mais soberbo e mais mentiroso da história universal, mas foi apenas um minuto. Depois de alguns suspiros da natureza, o planeta congelou-se e os animais inteligentes tiveram de morrer. Esta é a fábula que se poderia inventar, sem com isso chegar a iluminar suficientemente o aspecto lamentável, frágil e fugidio, o aspecto vão e arbitrário dessa exceção que constitui o intelecto humano no seio da natureza. Eternidades passaram sem que ele existisse; e se ele desaparecesse novamente, nada se teria passado; pois não há para tal intelecto uma missão que ultrapasse o quadro de uma vida humana. (Friedrich Nietzsche, Sobre Verdade e mentira no Sentido Extra Moral, 1).
~~ Victor Campos
facebook.com/edaldem2/photos/a.416546202111578.1073741828.416541072112091/500163170416547/?type=3
A estranheza desse "herói" pode chocar o espectador mais desavisado, mas suas atitudes tem uma fundamentação filosófica e psicológica que perpassa a maioria das filosofias existencialistas de autores como Nietzsche, Kierkegaard, e Camus.
Evidentemente, "o comediante" é um niilista. Sua conclusão sobre a condição humana é a de que o absurdo é o resultado de todas as patéticas tentativas da humanidade de imprimir sentido na existência.
"It’s all a joke", ele diz constantemente, apontando para a falta de sentido de tudo que se relaciona ao papel do humano no universo e sua existência.
Diferente de Nietzsche, Kierkegaard e Camus, que apresentam tentativas de solução para o problema do niilismo e do absurdo da existência, o comediante assume o pessimismo da falta de sentido como sentido de sua vida, daí o riso jocoso que afirma todo o tempo: "it's all a joke,...all a joke". Portanto, se não há sentido ou mesmo salvação para a humanidade tudo é permitido, seu cinismo assume assim a violência e a destruição como algo natural da humanidade e a utiliza como uma forma de entretenimento e distração.
Muito acima de todo bem e mal não pela criação de novos valores mas pela destruição de todos eles, o comediante expressa aquela sabedoria pessimista que uma vez Nietzsche ensaiou em uma obra não publicada, a ideia de que a vontade humana pouco importa para o universo e que talvez seja tudo uma piada:
“No desvio de algum rincão do universo inundado pelo fogo de inumeráveis sistemas solares, houve uma vez um planeta no qual os animais inteligentes inventaram o conhecimento. Este foi o minuto mais soberbo e mais mentiroso da história universal, mas foi apenas um minuto. Depois de alguns suspiros da natureza, o planeta congelou-se e os animais inteligentes tiveram de morrer. Esta é a fábula que se poderia inventar, sem com isso chegar a iluminar suficientemente o aspecto lamentável, frágil e fugidio, o aspecto vão e arbitrário dessa exceção que constitui o intelecto humano no seio da natureza. Eternidades passaram sem que ele existisse; e se ele desaparecesse novamente, nada se teria passado; pois não há para tal intelecto uma missão que ultrapasse o quadro de uma vida humana. (Friedrich Nietzsche, Sobre Verdade e mentira no Sentido Extra Moral, 1).
~~ Victor Campos
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