Liberdade de Expressão
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Canal da página "Eu Defendo a Liberdade de Expressão, MAS" do Facebook. bit.ly/edaldem

Aqui falarmos sobre tudo relacionado à liberdade de expressão, promovendo o debate acerca do tema.
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Comentários sobre este post:

"Gente, tanto o PSTU quanto o PCO pertencem a velha esquerda, não esses novos pós-modernos. Alem deles serem a favor de liberação de armas para a população se revolucionar."

"Então eles são os esquerdistas sem maconha e sem os 80 gêneros."

pstu.org.br/nao-e-avanco-do-fascismo-o-que-esta-acontecendo-no-brasil/
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Três textos que li hoje sobre fascismo que ajudam a, se não esclarecer o termo, ao menos a provar a necessidade de não-utilizá-lo caso não se saiba do que tá falando:

1) "O que é o fascismo? Perguntamos a pensadores da Itália, berço do movimento" — Lucas Ferraz / BBC Brasil

Aqui o termo fascismo tem sua etimologia explicada, mostrando que, por gênese, trata-se da simbolização do poder coletivo. Entretanto, tal poder não significa exatamente a representação dos interesses do povo, mas justamente a antagonização do nós contra eles, os quais devem ser eliminados. Embora a discussão sobre o que é o fascismo seja tão antiga quanto o fascismo (de modo que muitos defendam que o fascismo morreu junto de Mussolini), é possível discutir a inspiração fascista dos atuais políticos. O que parece claro é que fascismo não é exatamente uma ideologia, mas um método de atuação política. O que está claro é que a falta de clareza sobre o que seja fascismo faz as pessoas tomarem a palavra como um palavrão, significando "tudo aquilo de que não gosto".

2) "A gente não vota em Hitler" — Francisco Razzo / Gazeta do Povo

Aqui o objeto de discussão não é exatamente o fascismo, mas o nazismo. Entretanto, a julgar a clara filiação entre ambos os regimes, o mesmo tipo de discussão se apresenta: existe uma tendência política pela acusação da oposição de ser a representação do mal na terra (em outras palavras, Hitler). Acusar alguém de nazista, assim, vira o mesmo que acusar alguém de troglodita que representa tudo o mais desprezível. A reflexão deste texto é que, embora possamos traçar uma diversidade de semelhanças entre a gênese e práticas do nazismo com a gênese e práticas de um político dos dias de hoje, "é possível falar mentiras apenas contando a verdade"*, na medida em que se pinta o retrato do inimigo político como sendo um nazista, desconsiderando outros aspectos relevantes na própria formação do nazismo.

3) "Não é avanço do fascismo o que está acontecendo no Brasil" — Gustavo Lopes Machado / PSTU

Este foi o texto que mais me surpreendeu, dado que dele se esperaria um apoio à chapa à esquerda neste segundo turno. Entretanto, o autor reconhece a inexistência de fascismo no Brasil, ao passo em que parece sugerir uma aspiração fascista em termos de tática política ao pintar um inimigo comum sem que este esteja lá para se defender. Aqui a banalização do termo fascismo também é denunciada, porém como tática político-partidária, a fim de angariar adeptos a uma causa pela antagonização com a dissidência. O objetivo de tal tática é mostrar a existência de um mal maior, que garanta apoio a um mal menor, ainda que realmente mal.
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Saber discordar para não condenar quem pensa diferente.

Viva a liberdade de expressão.

Compartilhem esta OBRA PRIMA da CBN!

Post original: youtu.be/7BNppr9nATE
Mais um escândalo envolvendo a produção acadêmica nas soft sciences. Dessa vez, absurdos como publicar um capítulo do Mein Kampf (!!!) com termos alterados e ele ser aprovado.

Pra quem tem curiosidade: o desmantelamento das ciências humanas no mundo inteiro tem muito mais a ver com isso do que com um projeto global de emburrecimento e remoção do "raciocínio crítico" das massas.

Alan Sokal já tinha tentado nos avisar...
https://xibolete.uk/estudos-fraudulentos/

Texto original: https://areomagazine.com/2018/10/02/academic-grievance-studies-and-the-corruption-of-scholarship/

Entre no canal @xibolet para traduções valiosas.
Professor da USP e colunista da Folha clamando por censura e limitação da informação
Estado atuando diretamente sobre informação que consumimos é uma medida paternalista, que quer guiar o povo como se fossem incapazes de discernir por si mesmo. O melhor que o Estado pode fazer não é regulamentar, mas criar campanhas pra conscientização e incentivo fiscais para empresas que criarem mecanismos não-invasivos de privacidade a fim de combater fake news (porque, sim, fake news precisa ser combatida).

- aly
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Fernando Haddad fala sobre a democracia burguesa. Livro "O sistema soviético: relato de uma polêmica".

@humanas
A família real da Arábia Saudita mantém uma troll farm, prédio no qual trabalham ativistas profissionais cuja função é transformar num inferno a vida digital de críticos do regime. A missão: insultar, ameaçar, intimidar. Diariamente estes operadores recebem listas de pessoas a quem atingir, principalmente no Twitter e em grupos no WhatsApp, locais virtuais mais populares no país. Não bastasse, informa o New York Times, o governo localizou um saudita que trabalhava no Twitter e o converteu em espião. A rede social foi alertada, em 2015, pela Inteligência de uma nação ocidental de que Ali Alzabarah espionava as contas de dissidentes chaves e repassava informações para seu governo. Após uma investigação interna, a empresa decidiu demiti-lo e informou alguns usuários de que suas contas poderiam ter sido violadas. Alzabarah hoje trabalha para o governo saudita.

nytimes.com/2018/10/20/us/politics/saudi-image-campaign-twitter.html
Eu defendo a liberdade de expressão, mas...

@edaldem
Luís Roberto Barroso: “O Supremo pode ter estado dividido em relação ao enfrentamento da corrupção. Muitos laços históricos difíceis de se desfazerem, infelizmente. Mas em relação à proteção dos direitos fundamentais, ele sempre esteve unido. Em favor das mulheres, dos negros, dos gays, das populações indígenas, de transgêneros, da liberdade de expressão. Aliás, esse episódio envolvendo a proibição de manifestação em universidades já sinalizou isso. Por essa razão, não creio que haverá retrocesso.” (Folha)¹

Isso mesmo. Muitos ministros no Supremo começam a se articular para que a corte atue como barreira de contenção contra medidas que venham do novo governo, via Executivo ou Legislativo. Há quem considere a redução de maioridade penal, por exemplo, inconstitucional. O STF pode questionar também mudanças na política de cotas ou proteger direitos de indígenas. Precisa, porém, negociar com o novo presidente do tribunal, Dias Toffoli, que está decidido a não antagonizar Bolsonaro. (Globo)²

1 - www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2018/10/protecao-de-direitos-fundamentais-deve-unir-correntes-distintas-do-stf.shtml

2 - oglobo.globo.com/brasil/stf-ja-se-une-para-ser-guardiao-da-constituicao-23194693
Wanderley Guilherme dos Santos: “É bom informar o público que um governo reacionário é uma possibilidade democrática. O país não é fascista. Pode ser conservador e ter um conceito limitado de democracia, mas fascista não é. Constatar que o lulismo acabou não deve nos levar a xingar o Lula. Acabou. É daqui pra frente que se deve planejar o que fazer para recuperar a democracia. Num governo que não precisa violar as leis para ser antidemocrático. É o problema que o mundo inteiro está discutindo só aqui que não. As democracias estão sendo corroídas pelas leis democráticas, depende como estas são aplicadas. Dependendo como se usa a lei essa nossa conversa aqui pode ser considerada um atentado contra a democracia. As instituições democraticas, pelas suas virtudes, de tolerância interpretativa, abrem um espaço para se governar autocraticamente em nome da democracia.” (Valor)

www.valor.com.br/politica/5955315/so-uma-frente-apartidaria-contera-um-governo-de-ocupacao
E o Google se expôs ao movimento #metoo. Até o fim da semana, pelo menos 200 engenheiras se levantarão e deixarão seus postos de trabalho em protesto. Sua queixa é a revelação, pelo New York Times, de que a empresa encobriu acusações de assédio, algumas muito graves, por parte de alguns executivos. Entre eles, Andy Rubin, o criador do Android. Rubin deixou a empresa após uma investigação interna ter considerado crível a acusação, por parte de uma funcionária, de ter sido chantageada a oferecer sexo oral. Não apenas a história foi abafada como, no processo, ele ainda levou um pacote de US$ 90 milhões. A insatisfação por parte dos funcionários é crescente e não apenas com a questão do assédio. A relação da companhia com a China, na qual ela é obrigada a ceder em inúmeros pontos delicados à ditadura de Beijing, já vem provocando desgaste entre executivos e funcionários.

buzzfeednews.com/article/carolineodonovan/googles-female-engineers-walkout-sexual-harassment