Liberdade de Expressão
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Canal da página "Eu Defendo a Liberdade de Expressão, MAS" do Facebook. bit.ly/edaldem

Aqui falarmos sobre tudo relacionado à liberdade de expressão, promovendo o debate acerca do tema.
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"Quem, por doçura e inclinação natural, esquece as ofensas recebidas, comete uma bela ação, digna de louvores; mas quem, profundamente ferido e irritado, luta contra um terrível desejo de vingança e pela razão consegue dominar-se, faz melhor sem dúvida. Aquele age certo, este virtuosamente. O ato do primeiro é de bondade, o do segundo de virtude."

— Michel de Montaigne, Ensaios, Vol. I, Cap. XI "Da Crueldade", Col. Os Pensadores, Ed. Nova Cultural.
Diversas universidades australianas banem o sarcasmo pois é uma "forma de violência"

Fonte: caldronpool.com/several-australian-universities-ban-sarcasm-because-its-a-form-of-violence/

@edaldem
Nem a Nintendo escapou da censura dos "ofendidos".

Fonte: goo.gl/mP5Sby

@edaldem
Não são só políticos que podem fazer a diferença.

Você recebeu um convite para fazer parte da comunidade do Ribon e fazer doações todos os dias sem gastar dinheiro. Ao entrar agora você ganha moedas suficientes para doar 4 dias de água.

Faça parte e ajude a salvar vidas.
https://rib.app.link/tRkaDlCzXR
O Supremo Tribunal Federal já mandou sinais claros de que deverá coibir abuso autoritário do poder público dentro de instituições de ensino. Em artigo ao EL PAÍS o presidente da Corte, ministro Dias Tóffoli, afirmou que o Supremo será "garantidor de direitos", entre eles o da liberdade de expressão. Mas não foi só: em julgamento realizado no início do mês a maioria dos ministros foi contra as intervenções realizadas por Tribunais Regionais Eleitorais dentro de universidades às vésperas das eleições, e aproveitou para mandar um recado para os defensores do Escola Sem Partido: "Dificultar a manifestação plural de pensamento é amordaçar professores e alunos. A única força que deve ingressar nas universidades é a força das ideias", afirmou a ministra Cármen Lúcia.

https://www.change.org/p/movimento-escola-com-diversidade-em-contraposi%C3%A7%C3%A3o-ao-escola-sem-partido
Todos concordam que devemos ter liberdade de expressão. Mas muita gente discorda sobre qual o limite dessa liberdade. Posso falar absolutamente tudo o que eu quiser? posso xingar? posso ser preconceituoso? posso mentir? Como seria a liberdade de expressão no ancapistão?

Via @ancapsu

youtu.be/UWRJ34GtofM
Se você não sabe por que essa é uma tirinha burra, então você não entendeu nada sobre liberdade de expressão.

@edaldem
Que sirva de lição para todos os demais nichos da sociedade.

@edaldem
"A liberdade de expressão é um direito fundamental, propicia o debate democrático e o exercício da crítica, mas não autoriza (...) o desrespeito às instituições" é tudo que você precisa saber sobre a nota de apoio ao ministro.

Que vergonha!
Forwarded from Alysson Augusto via @like
O advogado fez errado em ofender um ministro do STF gratuitamente, apenas pra incomodá-lo. Mas o ministro fez ainda mais errado ao solicitar a prisão do advogado, pois isso feriu o Princípio da Proporcionalidade. Dois errados não fazem um certo. Existindo a liberdade de expressão primordialmente para combater abusos do Estado, o ministro é o grande culpado da história. Entretanto, o advogado feriu a razoabilidade necessária para abordar o ministro, que era apenas mais um sujeito no mesmo avião. Se ambos os lados fossem moderados, a situação não ocorreria, e não estaríamos vendo tantas pessoas desmoralizarem o STF (o que, por tabela, é uma desmoralização do Estado de Direito) enquanto tantas outras o defendem apenas por corporativismo (o que precisa ser denunciado pois imoral). O ministro e seus apoiadores precisam reconhecer o excesso, bem como o advogado que ofendeu gratuitamente precisa admitir que não foi razoável.
Bernardo Kuster denuncia a exclusão de páginas conservadoras do Facebook, e acredita que o Estado deve ser interventor na gestão privada da empresa Facebook para garantir liberdade de expressão condizente com a realidade brasileira, instaurando uma CPI do Facebook, por ex. O que vocês acham?

https://youtu.be/RhK5y4Rew9Q
Forwarded from Humanas (Alysson Augusto) via @like
A ressuscitação cardio-pulmonar é uma manobra que busca prolongar a vida de pessoas que tenham sofrido parada cardio-respiratória. Imagine quantas vidas seriam salvas se ela fosse aprendida durante o Ensino Médio.

Assine e ajude a salvar vidas: https://goo.gl/b8Ew6w
Forwarded from Alysson Augusto via @like
Pra mostrar a "ideologia anti-ideológica" proposta por Bolsonaro, vou tratar de três coisas principais neste vídeo:

1°) A segurança e as alianças no rito de posse como presidente do Bolsonaro;
2°) A diferença dos discursos feitos no Congresso e no Parlatório;
3°) E por fim vou invocar aqui a presença de Voltaire, um dos filósofos iluministas franceses que pode nos ajudar a lidar com o novo governo.

youtu.be/PVaCkYPxqQQ
Forwarded from Alysson Augusto via @like
Confiram com os próprios olhos: http://bit.do/ancapferradura
Mais uma vez o @alyaugusto é bloqueado no Facebook. Lembrete de que você não pode falar a palavra V**** por lá.
Governador do RJ, Witzel censura exposição e prova que liberdade cultural no Brasil ainda precisa avançar muito

Censura. Não há outra palavra para definir a proibição de uma exposição e de uma performance na Casa França-Brasil. A performance, que continha nudez, tinha sido previamente acertada e autorizada pela casa, com entrada apenas para maiores de 18 anos. Alegando, no entanto, que não havia qualquer acordo e que a exposição poderia ir de encontro a "questões da Vara da Infância e Juventude", Witzel proibiu as "perigosas" obras. Ironicamente ou não, a performance criticava e fazia menção às torturas sofridas por presos pela ditadura brasileira, cuja inclinação para a censura é bem conhecida. Como disse a presidente do Livres, Elena Landau, em brilhante artigo sobre liberdade de expressão e arte: "Parte de nossa sociedade vem demandando a tutela e a censura do Estado. Eu tenho dificuldades para aceitar a existência de liberdade conservadora. E tenho certeza que sem liberdade a cultura não floresce. "
Tolerância e ofensa

Desidério Murcho

A tolerância é uma das noções mais difíceis de compreender. Confunde-se geralmente com o relativismo epistémico e esta confusão denuncia incapacidade ou até falta de vontade para aceitar a tolerância. Os pensadores pós-modernistas são responsáveis por contaminar a cultura contemporânea com esta confusão grave, que acaba por tornar impossível a genuína tolerância.

Ser tolerante é aceitar o direito de alguém afirmar o que pensamos firmemente ser falso ou errado ou inaceitável ou ofensivo. Isto é de tal modo difícil de assimilar que os pensadores pós-modernistas se sentem na necessidade de declarar que não há “verdades”, mas apenas “construções sociais da realidade”. E, por causa disso, todas as diferentes “construções” são igualmente aceitáveis. Pensa-se então que esta atitude é tolerante, quando, ironicamente, torna impossível a tolerância. Pois se ninguém pode realmente estar errado nem dizer coisas falsas nem inaceitáveis, não podemos realmente ser tolerantes: limitamo-nos a aceitar todas as perspectivas que reconhecemos à partida serem tão aceitáveis como as nossas.

Pior: a falsa tolerância abre as portas ao fanatismo, cada vez mais presente na sociedade contemporânea. O fanatismo consiste em usar sistematicamente a noção de ofensa para silenciar os outros. Assiste-se assim à imposição de um discurso falsamente politicamente correcto, proibindo-se seja quem for de dizer seja o que for que possa ser ofensivo seja para quem for. Não se pode dizer que o cristianismo, o islamismo, o budismo ou o judaísmo são basicamente tolices supersticiosas, porque isso é ofensivo. Não se pode dizer, como James Watson, que os negros são menos inteligentes do que os brancos. Não se pode fazer cartoons a gozar com Maomé. E, numa reviravolta digna dos Monthy Python, os docentes da Universidade de Roma La Sapienza declaram-se ofendidos com as opiniões do Papa sobre Galileu e os estudantes encenam protestos mediáticos análogos aos protestos contra os cartoons do Maomé.

A tolerância pressupõe a convicção do erro. Só podemos tolerar o que estamos convictos de que é um erro inaceitável, uma falsidade patente, um absurdo ofensivo. Tolerar é tolerar humanamente. Não é tolerar epistemicamente, no sentido de defender que qualquer afirmação é igualmente justificável epistemicamente. Não é epistemicamente justificável a opinião de que o Holocausto não existiu ou que qualquer negro é menos inteligente do que qualquer branco ou que os seres humanos descendem de Adão e Eva. E é precisamente porque tais opiniões são claramente falsas, claramente injustificáveis, que podemos ser tolerantes relativamente a quem as defende. Ser tolerante é defender as pessoas que têm ideias falsas, idiotas ou inaceitáveis e atacar essas ideias; não é atacar as pessoas para evitar o incómodo de provar que as suas ideias são falsas. E, se tais ideias nos ofendem, paciência. Não é possível garantir a liberdade de expressão e ao mesmo tempo garantir que não seremos ofendidos.

Desidério Murcho

Publicado no jornal Público (22 de Janeiro de 2008)