Liberdade de Expressão
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Canal da página "Eu Defendo a Liberdade de Expressão, MAS" do Facebook. bit.ly/edaldem

Aqui falarmos sobre tudo relacionado à liberdade de expressão, promovendo o debate acerca do tema.
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Os comentários, ó! 👌🏻

Impressionante como as pessoas estão vibrando com isso, o tom de “bom moço” de alguns comentários, dizendo que isso é justiça, mas que, no fundo, estão ejaculando fogos de artifício em saber que as pessoas acarretarão por consequências por causa de PENSAMENTOS.

Curioso ver comentários do tipo “Se você respeita a lei, não tem com que se preocupar com isso.”, “Agora quero ver quem vai cometer homofobia.” “O amor venceu!”

Esquecem, no entanto, que a interpretação disso pode ser totalmente subjetiva, quem vai definir o que é homofobia ou não? Ver pessoas já torcendo pra ver outras sendo penalizadas por expôr pensamentos, é no mínimo, sombrio.

#vozlibre | @edaldem

https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2019/06/13/stf-retoma-julgamento-da-criminalizacao-da-homofobia-com-voto-favoravel.htm
Só lembrando: liberdade de expressão é liberdade de opressão sim!!!

Claro, apenas se o seu entendimento sobre "opressão" for tão largo e maleável quanto "achei ofensivo". Aí tem que oprimir mesmo pra ver se aprende a ter resiliência ao invés de querer calar os outros.
Olha, desde que não se queira e não se vá punir legal (penal ou civilmente) a pessoa por conta de um tweet, a princípio o único problema é a escandalização pública. Se ela fosse branca e estivesse falando sobre negros, idem.

~~ aly
Gostaria de propor um debate sobre este assunto delicado aqui.

Talvez os meus companheiros de página, e muitos de vocês também, discordem de mim, mas vou deixar minha opinião aqui, e gostaria que todos contribuíssem nesta discussão.

Vamos lá:
_______________________________

Temos três pontos principais. Primeiro: o Estado. O pocket-son está querendo usar a máquina estatal para coibir uma prática no transporte público.

Segundo ponto: as concessionárias de transporte público no Rio tem poder de polícia para coibir esse comportamento.

Terceiro e último ponto: as empresas que fornecem transporte público estão a serviço do Estado, mas são tecnicamente empresas privadas, e portanto tem a prerrogativa de elaborar e aplicar suas próprias regras dentro dos ambientes pelos quais elas são responsáveis.

Em suma, o Estado está querendo se intrometer em uma questão que já pode ser resolvida pelas próprias empresas, usando o já mencionado poder de polícia, e o problema em questão se parece com uma violação ao Freedom of Speech, parece, mas não é. Por mais que eu, pessoalmente, deteste ver isso acontecendo, é uma prerrogativa, e uma liberdade, das empresas decidirem que tipo de comportamento deve ser obedecido dentro do ambiente do transporte público, não dá pra discordar que isso é uma liberdade sendo exercida, e está tudo dentro dos limites legais.

E os artistas também não estão sendo necessariamente impedidos de se manifestar (o que, efetivamente, configuraria o cerceamento ao Freedom of Speech), apenas não podendo fazê-lo dentro do ambiente do transporte público. Aqui o Freedom of Speech ainda está garantido porque esses artistas ainda podem se manifestar em outros locais.

Enfim, esse é mais um daqueles casos em que o Estado está se metendo onde não deve se meter, mas a conjectura de que essa tentativa de coerção é uma violação à liberdade de expressão não está completamente correta, pelo menos na minha visão.

Edit:
Há um outro ponto que esqueci de mencionar: artista que se preze não vai forçar o seu público a escutar o que não quer, quando não quer, mas o Freedom of Speech está aí pra ser usado, então deveria ser responsabilidade desse "público" se manifestar contrariamente à performance desses artistas, em caso de inconveniência, Estado nenhum precisa se tornar babá da população, after all.

Por favor manifestem-se acerca, quero ouvir diferentes.

#MrThighs

Source da notícia:
https://oglobo.globo.com/rio/justica-proibe-artistas-de-rua-no-metro-apos-acao-de-flavio-bolsonaro-23761693
Nenhuma criatividade escapará sem punição na seita da justiça social!
Forwarded from Alysson Augusto
O Estado da Arte, em parceria inédita com o Livres, publicou um texto meu.

"A natureza tribal humana permitiu nossa sobrevivência, mas também tem fomentado a geração muitas vezes inconsequente de novos conflitos. Entender este processo talvez seja o único meio de superá-lo."

Link para ler: https://cultura.estadao.com.br/blogs/estado-da-arte/superar-a-politica-tribal-e-possivel/
Forwarded from Alysson Augusto
Ontem postei o que fiz com um camundongo (evitei matá-lo após tê-lo pego) e algum ofendidinho resolveu compartilhar meu post num grupo conservador (não vou dar nomes, embora já saiba quem seja). Surgiu monte de gente me zoando ou apontando que serei o responsável pela nova peste bubônica, e que o caos social se instalará porque, afinal, eu salvei um animal de 7 centímetros.

É incrível como o método de ataque político (promover caça às bruxas de quem se discorda), a afecção proporcionada (mostrar-se ofendido com um ato localizado) e o fatalismo denunciado (defender que tal ato culminará num desequilíbrio social) representam exatamente o tipo de tática que há tempos tem tornado um lixo o debate público, só que agora com o sinal trocado: se antes eram os justiceiros sociais promovendo linchamento virtual, hoje são os conservadores mimizentos se sentindo ofendidos porque alguém contrariou seus valores sacros, mostrando que talvez os animais não sejam tão inferiores aos humanos como gostam de pensar.

Em certo sentido eu dou risada da situação: ora, um bando de marmanjo se ofendendo porque alguém salvou um rato é risível. Ainda assim, a situação é preocupante, porque mostra exatamente o tipo de coisa que venho criticando há tempos, que é o tribalismo político determinante da política nacional.
A PF, de acordo com o jornalista Claudio Dantas, pediu ao Coaf um relatório das atividades financeiras de Glenn Greenwald, cofundador do Intercept. Não é, de acordo com o site, ainda uma investigação formal. (Antagonista)

Durante a audiência, parlamentares da oposição questionaram Moro, que como ministro da Justiça tem comando sobre a PF. O ex-juiz não respondeu se o jornalista está mesmo sendo investigado por denúncias contra o ministro. (Blog do Sakamoto)

A Freedom of the Press Foundation, ong dedicada às dificuldades da imprensa no século 21, publicou uma nota. “Investigar criminalmente o jornalista por reportar é uma violação chocante de seus direitos”, afirmou o diretor-executivo Trevor Timm. “Não é apenas um ataque absurdo à liberdade de imprensa mas também um claro abuso de poder.”

https://freedom.press/news/the-brazilian-government-should-immediately-halt-investigations-into-glenn-greenwald-and-the-intercept-brazils-reporting/
O governo chinês tomou o hábito de instalar um app secreto nos celulares de quem visita a região de Xinjiang cruzando a fronteira com o Quirguistão. Uma investigação de Guardian, New York Times e Süddeutsche Zeitung revelou que, na fronteira, os policiais pedem para conferir smartphones antes de permitir a entrada. O app escondido extrai e-mails, mensagens de texto e a agenda de contatos. A província, de maioria muçulmana, tem sido pesadamente vigiada pelo governo central. Há câmeras munidas de software de reconhecimento facial nas principais ruas e mesquitas.

https://www.theguardian.com/world/2019/jul/02/chinese-border-guards-surveillance-app-tourists-phones
O Facebook implementou uma mudança em seus algoritmos para combater informações falsas a respeito de saúde. Curas milagrosas, paranoia antivacina e outros conteúdos do tipo não serão apagados. Mas vão ser pouco distribuídos. É o mesmo que a rede social fez com conteúdo de baixa qualidade e caça-cliques. O algoritmo o reconhece e não o apresenta para a maioria dos usuários.

techcrunch.com/2019/07/02/facebook-news-feed-changes-downrank-misleading-health-info-and-dangerous-cures/
O Ministério da Educação (MEC) solicitou na última quinta-feira à enciclopédia colaborativa Wikipédia que o verbete sobre o ministro da pasta, Abraham Weintraub, fosse excluído. Segundo apurou o Estadão/Broadcast, o MEC alegou que a página conteria "informações não confirmadas" que poderiam levar a "interpretações dúbias".

https://educacao.uol.com.br/noticias/agencia-estado/2019/07/04/mec-quer-que-wikipedia-exclua-perfil-de-weintraub.htm
Ao menos hoje, ao menos neste caso, a injustiça teve perna curta. Apareceu alguém interessado na sua pesquisa para fazer perguntas e críticas? Ouça as críticas, considere seu mérito, e responda às perguntas. Não precisa agredir a pessoa e entrar numa batalha judicial de quem cala a boca de quem se utilizando do sistema judiciário. Um dia de vitória para o Daniel Reynaldo, alvo desse comportamento deplorável de acadêmicos, e mais um dia de vergonha para a UFRJ.

~~ @EliVieira

facebook.com/853611608335503/photos/a.853648634998467/911541975875799
Wikipédia: Resposta da comunidade de editores em relação ao pedido de exclusão do artigo de Abraham Weintraub

Em 27 de junho de 2019, recebemos da Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Educação do Brasil uma solicitação para que o artigo do ministro Abraham Weintraub na Wikipédia fosse excluído. A justificativa era a suposta existência de "informações dúbias" no artigo.

Nos últimos dias, diversos veículos da mídia divulgaram essa solicitação e, nesse contexto, esclarecemos:

- Os projetos Wikimedia, em especial a Wikipédia, são construções coletivas, em que toda contribuição de boa-fé e de acordo com suas regras é bem-vinda. É com esta metodologia de trabalho, baseada na colaboração e no voluntariado, que construímos esses projetos, que figuram entre os mais acessados da internet.

- A Wikipédia não é uma rede social em que os biografados decidem sobre a permanência ou não de seus artigos. Todas as biografias devem cumprir com os critérios de notoriedade da enciclopédia e estar de acordo com outras premissas, como a verificabilidade e a imparcialidade do conteúdo. Artigos na Wikipédia devem reproduzir apenas o que é publicado por fontes reputadas e notórias. Nenhum editor pode apagar um artigo que esteja de acordo com os critérios e regras da Wikipédia sem passar pelo crivo da comunidade.

- De forma rotineira, recebemos alertas sobre problemas nos artigos da Wikipédia e buscamos corrigi-los. É indicado, em caso de eventuais problemas, que estes sejam claramente expostos, possibilitando assim ações efetivas.

- Proteções em artigos são um mecanismo comum, especialmente em situações em que artigos são alvo de reiteradas edições problemáticas. O artigo do ministro Weintraub, por exemplo, foi protegido em 2 de junho de 2019 por este motivo.

Feitos esses esclarecimentos, aproveitamos para convidar os integrantes do governo brasileiro e os jornalistas interessados nesse caso, e a população no geral, a conhecerem mais a Wikipédia e a contribuírem com a qualidade e difusão do conhecimento livre.

Comunidade de editores da Wikipédia em Português
Comunicado discutido e aprovado de forma consensual

https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikipédia:Resposta_da_comunidade_de_editores_em_relação_ao_pedido_de_exclusão_do_artigo_de_Abraham_Weintraub
A jornalista Mariliz Pereira Jorge foi bloqueada no twitter pelo ministro da educação, Abraham Weintraub, e pelo juiz federal Marcelo Bretas. Em razão disso deu novo impulso à discussão sobre o tema dos bloqueios, tanto com um artigo na folha de São Paulo quanto com um vídeo no canal My News. Basicamente, o que ela defende é que agentes públicos não tenham o direito a contas pessoais nas redes sociais, e que não possam bloquear seguidores.

Na reflexão extraclasse de hoje o professor Claudio aponta as informações incorretas divulgadas pela jornalista, e questiona o entendimento segundo o qual pessoas públicas não possam manter o controle de seus perfis pessoais nas redes sociais. Tanto mais nos casos em que jornalistas atuem sem o menor resquício de educação ou civilidade.

Obs: apesar de o professor insistir em Mariliz Jorge Pereira, o nome da jornalista mencionada é Mariliz Pereira Jorge.

https://youtu.be/KabFCi0Zfic