Jurei pra mim que pararia de meter o dedo no nervo de polêmicas acirradas ou de mexer em vespeiro, mas como eu vivo jurando em vão, bora lá.
Eu sou a favor do bloco Porões do DOPS desfilar.
A agenda deles é absurda? Óbvio. O fato deles enaltecerem torturadores é imoral? Evidente. A ideologia por trás do bloco é abjeta? Sempre, sempre foi. Mas a proibição judicial imposta ao bloco – a princípio uma iniciativa alicerçada na Constituição, sob o princípio de neutralizar o discurso do ódio – acaba reiterando a força de algo que banimos há muito tempo e que o bloco defende aguerridamente: a censura.
Não é apenas o direito à liberdade de expressão. Passa também por discutir os parâmetros do chamado “discurso do ódio”. Acho muito, muito remota a possiblidade de alguém, indeciso entre optar por esta ou aquela ideologia (hipótese por si absurda, nos dias que correm), acabar formando sua opinião – bandeando pra extrema direita e pra defesa da tortura – ao testemunhar o desfile do bloco. Assim como é o cúmulo do paternalismo supor que crianças e jovens, sem defesa emocional ou opinativa, sejam infectados pela mensagem obscurantista e cretina destes foliões celerados. O que todos vão ver desfilando é justamente isso: um bloco anacrônico, perdido no tempo e no espaço, defensor de práticas canalhas e covardes, se destacando – e não da forma como eles gostariam – no cenário da dinâmica democrática que rege não apenas nossa presente realidade, como também o espírito carnavalesco.
Não façamos como as senhorinhas de Santana que, na falta de juntar louça pra lavar, vão à porta das clínicas de aborto gritar e empunhar cartazes sob a égide da moral e dos bons costumes, totalmente dissociada dos pormenores da vida real, das circunstâncias dolorosamente inescapáveis e das escolhas difíceis que todos temos que fazer – e isso tudo porque Jesus, nas palavras delas, não curte aborteiros.
Deixa os babacas do Porões do DOPS desfilarem. Basta simplesmente ignorá-los. A menos que role porrada entre eles e a galera do Bloco Soviético (e aí entramos na seara da intolerância recíproca), eles estarão exercitando uma liberdade que, no regime sonhado e pregado por eles, jamais existiria.
— Nelson Moraes
Eu sou a favor do bloco Porões do DOPS desfilar.
A agenda deles é absurda? Óbvio. O fato deles enaltecerem torturadores é imoral? Evidente. A ideologia por trás do bloco é abjeta? Sempre, sempre foi. Mas a proibição judicial imposta ao bloco – a princípio uma iniciativa alicerçada na Constituição, sob o princípio de neutralizar o discurso do ódio – acaba reiterando a força de algo que banimos há muito tempo e que o bloco defende aguerridamente: a censura.
Não é apenas o direito à liberdade de expressão. Passa também por discutir os parâmetros do chamado “discurso do ódio”. Acho muito, muito remota a possiblidade de alguém, indeciso entre optar por esta ou aquela ideologia (hipótese por si absurda, nos dias que correm), acabar formando sua opinião – bandeando pra extrema direita e pra defesa da tortura – ao testemunhar o desfile do bloco. Assim como é o cúmulo do paternalismo supor que crianças e jovens, sem defesa emocional ou opinativa, sejam infectados pela mensagem obscurantista e cretina destes foliões celerados. O que todos vão ver desfilando é justamente isso: um bloco anacrônico, perdido no tempo e no espaço, defensor de práticas canalhas e covardes, se destacando – e não da forma como eles gostariam – no cenário da dinâmica democrática que rege não apenas nossa presente realidade, como também o espírito carnavalesco.
Não façamos como as senhorinhas de Santana que, na falta de juntar louça pra lavar, vão à porta das clínicas de aborto gritar e empunhar cartazes sob a égide da moral e dos bons costumes, totalmente dissociada dos pormenores da vida real, das circunstâncias dolorosamente inescapáveis e das escolhas difíceis que todos temos que fazer – e isso tudo porque Jesus, nas palavras delas, não curte aborteiros.
Deixa os babacas do Porões do DOPS desfilarem. Basta simplesmente ignorá-los. A menos que role porrada entre eles e a galera do Bloco Soviético (e aí entramos na seara da intolerância recíproca), eles estarão exercitando uma liberdade que, no regime sonhado e pregado por eles, jamais existiria.
— Nelson Moraes
Traduzindo: Pablo Villaça deixa o twitter por rede permitir a liberdade de expressão.
revistaforum.com.br/2018/02/04/pablo-villaca-deixa-twitter-por-rede-nao-coibir-violencia-psicologica/
Sigam a gente no Twitter twitter.com/EDALDEM
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Portal Fórum
Pablo Villaça deixa twitter por rede não coibir violência psicológica - Portal Fórum
Crítico de cinema sofre de depressão, postou uma mensagem alertando sobre os perigos da doença e recebeu um comentário abusivo e violento.
Faça qualquer piada boba sobre j_*de_uz (do tipo "ó_0__gás" ou similares) e experimente diretamente a mão de censura do Facebook.
OBS: se não quiser ter problemas com seu perfil nem brinque com "aquela gente" (ou "outra gente") pois é automático: depois de 30 minutos receberá uma zuckada.
2018: o ano que nossa liberdade de expressão já está privada por desejos policiadores.
#Fabião | @edaldem
OBS: se não quiser ter problemas com seu perfil nem brinque com "aquela gente" (ou "outra gente") pois é automático: depois de 30 minutos receberá uma zuckada.
2018: o ano que nossa liberdade de expressão já está privada por desejos policiadores.
#Fabião | @edaldem
Ao que parece, é terminantemente proibido no Facebook, dentre outras regras de censura implementadas por lá, usar o termo "veado" trocando o 'e' pelo 'i' (viado), já que isso rendeu strikes na @EDALDEM por DUAS vezes.
Então pronto, a partir de agora falaremos "veado", e aí tá tudo certo.
:D
#MrThighs
facebook.com/LiberdadeDeExpressaoSoQueNao/photos/a.1050206148354407.1073741828.1050143925027296/1807598679281813/
Então pronto, a partir de agora falaremos "veado", e aí tá tudo certo.
:D
#MrThighs
facebook.com/LiberdadeDeExpressaoSoQueNao/photos/a.1050206148354407.1073741828.1050143925027296/1807598679281813/
Facebook
Eu defendo a liberdade de expressão, MAS
Veado é o nome dado a animais pertencentes à Família Cervidae, encontrados naturalmente em todo o mundo, exceto na Austrália. Neste país, os indivíduos que ali se encontram foram introduzidos.
Os...
Os...
Parece piada ou notícia de site de humor, mas é sério. Um projeto da senadora comunista Vanessa Grazziotin quer regular até os grupos nas redes sociais, e o projeto avançou hoje no Senado.
Via @ilisp
ilisp.org/noticias/regulacao-de-grupos-de-facebook-e-whatsapp-avanca-no-senado/
Via @ilisp
ilisp.org/noticias/regulacao-de-grupos-de-facebook-e-whatsapp-avanca-no-senado/
ILISP
Regulação de grupos de Facebook e Whatsapp avança no Senado
Parece piada ou notícia de site de humor, mas é sério. Um projeto que visa criar uma regulação estatal sobre os grupos de redes sociais (Facebook, Telegram, Whatsapp e outros) avançou hoje no Senado Federal. De acordo com o PLS 347/2016, da senadora Vanessa…
Recadinho pra quem não tá conseguindo nos acompanhar direito no Facebook...
facebook.com/LiberdadeDeExpressaoSoQueNao/photos/a.1050206148354407.1073741828.1050143925027296/1808370665871281/?type=3
facebook.com/LiberdadeDeExpressaoSoQueNao/photos/a.1050206148354407.1073741828.1050143925027296/1808370665871281/?type=3
Facebook
Eu defendo a liberdade de expressão, MAS
Pessoal, titio Zuzu vem diminuindo a visibilidade das páginas do FB, com a desculpa de que pretende priorizar agora mais a ~convivência~ virtual entre amigos, acredito que isso para muitos de vocês...
FIZEMOS UM GRUPO NO MEWE, ENTREM https://mewe.com/join/edaldem
Tem reactions "top" e "roll eyes"! Já é a melhor rede social do mundo!
~HeteronormativoNeoliberal
~HeteronormativoNeoliberal
"Arte não é erotizar", esta é a afirmação que justifica uma proposta de lei para criminalizar a representação de atos sexuais, erotismo ou até mesmo nudez em obras de arte.
Quer dizer que a Arte não pode ser erótica? Será?!
youtu.be/Z7QykrBLUVo
Quer dizer que a Arte não pode ser erótica? Será?!
youtu.be/Z7QykrBLUVo
YouTube
PINTO │ ARTE NÃO É EROTIZAR │ FILOSOFIA
"Arte não é erotizar", esta é a afirmação que justifica um projeto de lei para criminalizar a representação de atos sexuais, erotismo ou até mesmo nudez em o...
Falo nada, só observo.
O botão de descurtir era menos caótico do que essa ideia jeniau.
~~liberteen
https://techcrunch.com/2018/02/08/facebook-downvote-button/
O botão de descurtir era menos caótico do que essa ideia jeniau.
~~liberteen
https://techcrunch.com/2018/02/08/facebook-downvote-button/
TechCrunch
Facebook confirms test of a downvote button for flagging comments
How can Facebook promote meaningful interaction between users? By letting them downvote inappropriate comments to hide them. Facebook is now testing a downvote button on a limited set of public…
Me parece que com uma frequência cada vez maior, o exercício de defender a liberdade de expressão tem se concentrado na obrigação de defender posições cada vez mais extremadas. As redes sociais parecem estar contribuindo para um mundo cada vez mais pulverizado, o que suscita um fascínio narcísico pelas nossas próprias identidades — e uma intolerâncias cada vez maior com relação às identidades (majoritárias) alheias, deflagrando, assim, uma guerra cultural sem pé nem cabeça. Tudo bem: a defesa da livre expressão continua sendo a mesma, e obviamente resguarda o direito de pessoas enunciarem suas posições 'extremas' - adjetivo este que, em muitos casos é usado por inimigos da livre expressão como pretexto para minar determinada posição.
Porém, sempre há um gostinho melhor quando a pessoa/caso que defendemos coincide com nossos valores. No meu entender, jamais podemos vacilar diante da tarefa árdua de defender a sátira, e proteger os comediantes dos poderosos. Talvez a manobra mais corriqueira pra tentar cercear a sátira é a tentativa de inverter os papéis: políticos posam de vítima enquanto comediantes são tidos como malvados todo-poderosos.
O caso do cirurgião egípcio Bassem Youssef - que abandonou a sua carreira como médico para virar comediante - é particularmente comovente pois o Egíto não tem uma tradição exatamente tolerante quando o assunto é criticar os poderosos. No vídeo, há um excerto de uma entrevista em que o excelentíssimo Jon Stewart diz ao Youssef: "se você não pode criticar um regime, então você não tem um regime".
O humor é um linguajar universal e altamente subversivo - atributo muitas vezes ignorado pelos censores de plantão. O programa de Youssef não durou muito. Agora, por mais que a situação no Brasil seja um pouco melhor, a tarefa de manter a sátira de pé me parece incessante. E, ao que tudo indica, se tornará cada vez mais complicada diante dos rumos que tanto o mundo, quanto o Brasil vêm adotando (leia-se: a prevalência das redes sociais, e as pesquisas para as eleições de 2018).
- Thomas Sean Stedile Mathewson
https://www.facebook.com/TheEconomist/videos/10156294898244060/
Porém, sempre há um gostinho melhor quando a pessoa/caso que defendemos coincide com nossos valores. No meu entender, jamais podemos vacilar diante da tarefa árdua de defender a sátira, e proteger os comediantes dos poderosos. Talvez a manobra mais corriqueira pra tentar cercear a sátira é a tentativa de inverter os papéis: políticos posam de vítima enquanto comediantes são tidos como malvados todo-poderosos.
O caso do cirurgião egípcio Bassem Youssef - que abandonou a sua carreira como médico para virar comediante - é particularmente comovente pois o Egíto não tem uma tradição exatamente tolerante quando o assunto é criticar os poderosos. No vídeo, há um excerto de uma entrevista em que o excelentíssimo Jon Stewart diz ao Youssef: "se você não pode criticar um regime, então você não tem um regime".
O humor é um linguajar universal e altamente subversivo - atributo muitas vezes ignorado pelos censores de plantão. O programa de Youssef não durou muito. Agora, por mais que a situação no Brasil seja um pouco melhor, a tarefa de manter a sátira de pé me parece incessante. E, ao que tudo indica, se tornará cada vez mais complicada diante dos rumos que tanto o mundo, quanto o Brasil vêm adotando (leia-se: a prevalência das redes sociais, e as pesquisas para as eleições de 2018).
- Thomas Sean Stedile Mathewson
https://www.facebook.com/TheEconomist/videos/10156294898244060/
Facebook
The Economist
Bassem Youssef has been called "the Jon Stewart of the Middle East". He sat down with our award-winning cartoonist, KAL, to discuss the art–and dangers–of political satire
Mais uma vez o Facebook despublicando nossa página sem justificação alguma... Não tem como não chamar isso de perseguição política. Eu tô simplesmente com raiva dessa plataforma, ela é extremamente injusta.
@alyssonaugusto
@alyssonaugusto
Abaixo, tornamos público nosso reclame direto ao Facebook, pelo seu mecanismo de reclame sobre as páginas.
______
ASSUNTO:
Minha página está sendo despublicada sem motivo
DESCRIÇÃO DO PROBLEMA:
Olá equipe do Facebook!
Queria entender o que está ocorrendo, pois deve ser a quarta vez que uma de minhas páginas, que trata de liberdade de expressão e critica tudo, independente de espectro político, que defenda autoritarismos desmedidos e sem bons fundamentos morais, é despublicada sem que eu e a equipe de moderadores saibamos o motivo pelo qual estamos sofrendo estas sanções.
Não sabemos quais postagens nossas violam os Termos das Páginas do Facebook (que já conferimos mais de duas vezes e nada vimos violar), não sabemos os motivos pelos quais estão nos denunciando e sequer podemos, na hora da apelação para reavermos o acesso ao nosso público, explicitar nossas razões em causa própria.
Poderiam, por favor, nos fornecer contato com algum responsável direto pela avaliação de páginas denunciadas que nos deixasse claro o que está acontecendo?
É simplesmente desestimulante tentar manter um espaço de diálogo livre, racional e construtivo na plataforma desse jeito.
Ao que parece, aqueles que nos denunciam, alguns que já confessaram diretamente a nós mesmos, sequer precisam provar que estamos errados, apenas denunciam por divergência política e ideológica; e o pior: denúncias falsas não são sequer penalizadas, de modo a combater a injustiça na rede social, dando ao Facebook a péssima fama de que basta denunciar em quantidade para que a plataforma acate a decisão do bando supostamente ofendido (mas que na verdade não passa de perseguidor político de opositores ideológicos).
Solicito esclarecimentos como forma de tornar claro se eu, e aqueles que pensam de modo parecido, somos ou não bem-vindos na rede social.
Atenciosamente, @AlyssonAugusto, criador da página "Eu defendo a liberdade de expressão, MAS" (@edaldem), defensor convicto de uma internet livre.
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ASSUNTO:
Minha página está sendo despublicada sem motivo
DESCRIÇÃO DO PROBLEMA:
Olá equipe do Facebook!
Queria entender o que está ocorrendo, pois deve ser a quarta vez que uma de minhas páginas, que trata de liberdade de expressão e critica tudo, independente de espectro político, que defenda autoritarismos desmedidos e sem bons fundamentos morais, é despublicada sem que eu e a equipe de moderadores saibamos o motivo pelo qual estamos sofrendo estas sanções.
Não sabemos quais postagens nossas violam os Termos das Páginas do Facebook (que já conferimos mais de duas vezes e nada vimos violar), não sabemos os motivos pelos quais estão nos denunciando e sequer podemos, na hora da apelação para reavermos o acesso ao nosso público, explicitar nossas razões em causa própria.
Poderiam, por favor, nos fornecer contato com algum responsável direto pela avaliação de páginas denunciadas que nos deixasse claro o que está acontecendo?
É simplesmente desestimulante tentar manter um espaço de diálogo livre, racional e construtivo na plataforma desse jeito.
Ao que parece, aqueles que nos denunciam, alguns que já confessaram diretamente a nós mesmos, sequer precisam provar que estamos errados, apenas denunciam por divergência política e ideológica; e o pior: denúncias falsas não são sequer penalizadas, de modo a combater a injustiça na rede social, dando ao Facebook a péssima fama de que basta denunciar em quantidade para que a plataforma acate a decisão do bando supostamente ofendido (mas que na verdade não passa de perseguidor político de opositores ideológicos).
Solicito esclarecimentos como forma de tornar claro se eu, e aqueles que pensam de modo parecido, somos ou não bem-vindos na rede social.
Atenciosamente, @AlyssonAugusto, criador da página "Eu defendo a liberdade de expressão, MAS" (@edaldem), defensor convicto de uma internet livre.