De todos os meus problemas eu não consigo caracterizar um maior do que minha dificuldade em gerenciar minha vida. Todas dicas sobre procrastinação e produtividade dificilmente "pegam" em mim, por mais que eu insista nelas.
Nunca sei se trata-se de um problema individual, um certo "desvio" ou se, na verdade, a forma que lido com compromissos e diferentes pressões é mais-que-comum na maioria dos humanos.
De toda forma, talvez o que nos cause insatisfação e frustração esteja, acima de tudo, nas projeções que fazemos sobre COMO acreditamos que nossa vida deveria ser.
Pense em você mesmo: você está, em termos de produtividade e execução de projetos/planos, satisfeito, ou gostaria de fazer mais e mais e mais?
Provavelmente você gostaria de ser ainda mais produtivo e compromissado com seus projetos e sonhos, mas o quão realmente você NÃO é?
O que quero dizer é que, independente do seu estado atual de responsabilidade e adequação aos seus projetos, você inevitavelmente, SEMPRE, vai acreditar que poderia ter feito mais, que poderia SER mais, ser MELHOR.
Nossa autoestima e entusiasmo sempre tendem a se estabilizar, nunca estando eternamente num pico de satisfação nem de insatisfação.
Pesquisas já mostraram que um cadeirante pobre tem a mesma quantidade de felicidade média que um ganhador da loteria, logo é comum que acabemos, independente de nosso estado atual, querendo ter mais e mais a fim de atingir aquele êxtase do sucesso, típico de um vencedor da mega-sena (até o momento em que essa vitória deixa de ser uma novidade para ser uma rotina).
Portanto, saiba que se você está insatisfeito com sua situação, não é porque você não faz o suficiente. É bem provável que você faça, na verdade.
Se você está insatisfeito, é porque você é humano. Cabe, portanto, entender a si mesmo, e aceitar que satisfação extasiante nunca foi e nunca será a regra, pois seu papel é o de Norte em nossa vida, aquilo o que nos move.
- @AlyssonAugusto
Nunca sei se trata-se de um problema individual, um certo "desvio" ou se, na verdade, a forma que lido com compromissos e diferentes pressões é mais-que-comum na maioria dos humanos.
De toda forma, talvez o que nos cause insatisfação e frustração esteja, acima de tudo, nas projeções que fazemos sobre COMO acreditamos que nossa vida deveria ser.
Pense em você mesmo: você está, em termos de produtividade e execução de projetos/planos, satisfeito, ou gostaria de fazer mais e mais e mais?
Provavelmente você gostaria de ser ainda mais produtivo e compromissado com seus projetos e sonhos, mas o quão realmente você NÃO é?
O que quero dizer é que, independente do seu estado atual de responsabilidade e adequação aos seus projetos, você inevitavelmente, SEMPRE, vai acreditar que poderia ter feito mais, que poderia SER mais, ser MELHOR.
Nossa autoestima e entusiasmo sempre tendem a se estabilizar, nunca estando eternamente num pico de satisfação nem de insatisfação.
Pesquisas já mostraram que um cadeirante pobre tem a mesma quantidade de felicidade média que um ganhador da loteria, logo é comum que acabemos, independente de nosso estado atual, querendo ter mais e mais a fim de atingir aquele êxtase do sucesso, típico de um vencedor da mega-sena (até o momento em que essa vitória deixa de ser uma novidade para ser uma rotina).
Portanto, saiba que se você está insatisfeito com sua situação, não é porque você não faz o suficiente. É bem provável que você faça, na verdade.
Se você está insatisfeito, é porque você é humano. Cabe, portanto, entender a si mesmo, e aceitar que satisfação extasiante nunca foi e nunca será a regra, pois seu papel é o de Norte em nossa vida, aquilo o que nos move.
- @AlyssonAugusto
Pessoas, escrevi o texto abaixo. É que ando preocupado com a quantidade de desinformação que espalhamos por aí, sem checar se a notícia é verdadeira ou não, tão somente porque ela agrada a nossa forma de ver as coisas. Espero que gostem, deu um trabalho danado pra escrever, haha. ☺️
Forwarded from Xibolete
Conheça o poder maldito do boato, e descubra 3 passos para você parar de espalhar fofocas, mentiras e boatos por aí.
🗣Leia agora.📢
🗣Leia agora.📢
Ano Zero
Por que espalhar boatos não vai te levar a lugar algum | Ano Zero
3 passos para você parar de espalhar fofocas, mentiras e boatos por aí.
Alysson Augusto via @like
Forwarded from Xibolete
Cota para mulheres motoristas do Uber? Para a vereadora Melchionna (Porto Alegre, RS), isso é belo e moral. Para Alysson Augusto, ela simplesmente não entendeu o Uber.
🚘Clique e leia.🙄
🚘Clique e leia.🙄
Ano Zero
A vereadora Melchionna não entendeu o Uber | Ano Zero
Cota para mulheres motoristas do Uber? Para a vereadora Melchionna (Porto Alegre, RS), isso é belo e moral. Para Alysson Augusto, ela simplesmente não entendeu o Uber.
Se tem uma coisa que eu tenho percebido ultimamente, é que a diferença acontece na tomada de atitude. Muitas vezes idealizamos as coisas, queremos mudar e imaginamos como poderia ser se tomássemos uma atitude. Mas o que é de mais óbvio, o que é de mais concreto, acabamos postergando, esperando o "tempo certo". A atitude precisa ser tomada, e não há momento mais adequado do que agora.
Escrevi um textinho pra mantermos nossas amizades fortalecidas. Sigam meu medium, pessoal: medium.com/@alysson
Medium
Quantas pessoas você viu debater que agora não se falam mais?
“Quantas pessoas você viu debater que agora não se falam mais?” is published by Alysson Augusto
Aos olhos dos outros, seus esforços muitas vezes são desmerecidos. É que visamos os resultados, e acabamos por esquecer dos caminhos trilhados. Acontece que reconhecer que o reconhecimento é tardio, e nunca é certo - pois depende de alcançarmos resultados satisfatórios para tanto -, pode ser algo desestimulante, e acaba por ser, então, uma barreira rude, um filtro que exige que você esteja dentre os melhores... Ou dentre os que têm sorte.
Forwarded from Tempo de Amor via @like
O FIM DA MORTE
Alysson Augusto
Com a possibilidade do humano enquanto um organismo complexo que domina e é influenciado por seu meio, questões cruciais sobre sua existência se colocam. A morte, por vezes tida como fato insuperável, por vezes vista como acidente de percurso curável, é tomada como inimiga principal das aspirações humanas pela eternidade. Nas páginas que se seguem, refletirei sobre a origem e o desenvolver da vida em termos biológicos e culturais, mostrando que o fim da morte é não apenas pretendido, como é atualmente buscado.
O Fim da Morte: um ensaio sobre o confronto com o maior mal humano
Alysson Augusto
Com a possibilidade do humano enquanto um organismo complexo que domina e é influenciado por seu meio, questões cruciais sobre sua existência se colocam. A morte, por vezes tida como fato insuperável, por vezes vista como acidente de percurso curável, é tomada como inimiga principal das aspirações humanas pela eternidade. Nas páginas que se seguem, refletirei sobre a origem e o desenvolver da vida em termos biológicos e culturais, mostrando que o fim da morte é não apenas pretendido, como é atualmente buscado.
O Fim da Morte: um ensaio sobre o confronto com o maior mal humano
www.academia.edu
O Fim da Morte: um ensaio sobre o confronto com o maior mal humano
Com a possibilidade do humano enquanto um organismo complexo que domina e é influenciado por seu meio, questões cruciais sobre sua existência se colocam. A morte, por vezes tida como fato insuperável, por vezes vista como acidente de percurso
Alysson Augusto via @like
Não devemos negar a psicologia por trás da vontade humana.
Muitas mulheres estão sim condicionadas a seguirem suas vidas conforme padrões que, em níveis microscópicos, as oprimem, tolhendo suas liberdades. E quando bem adestrados (nessa linguagem mesmo), todos agimos de acordo com os padrões adquiridos durante um longo processo de aculturação.
Mas não basta reconhecer a psicologia, devemos evitar algo ainda mais essencial na hora de combater estes problemas: o autoritarismo.
É que ser autoritário a ponto de ACREDITAR (porque no geral são crenças) que minha forma de ver o mundo é a CORRETA e que devo "iluminar" as mulheres por aí, a partir disso, as transformando em pessoas com um pensamento ideológico mais parecido com o meu, é uma subversão do próprio princípio da equidade — que fundamenta o feminismo — enquanto um conceito que trata os desiguais desigualmente na medida de suas desigualdades.
Logo, quando uma feminista radical acusa, por exemplo, uma mulher cristã, dizendo que sua forma de viver é um erro, não está fazendo muita coisa pela causa não. Está apenas querendo mudar uma ideologia deturpada por outra deturpada.
Afinal defender uma causa que luta contra outras ideologias não é atacar as pessoas que são "reféns" dessas ideologias, mas acolhê-las, respeitá-las, dialogar com elas, abrir espaço para que elas se expressem mesmo discordando de você, e respeitando essa discordância, porque não existe equidade em um mundo onde todos são iguais, afinal já não existiriam mais diferenças, e a equidade está intrinsecamente baseada no princípio da diferença.
@AlyssonAugusto | @LibFem
Muitas mulheres estão sim condicionadas a seguirem suas vidas conforme padrões que, em níveis microscópicos, as oprimem, tolhendo suas liberdades. E quando bem adestrados (nessa linguagem mesmo), todos agimos de acordo com os padrões adquiridos durante um longo processo de aculturação.
Mas não basta reconhecer a psicologia, devemos evitar algo ainda mais essencial na hora de combater estes problemas: o autoritarismo.
É que ser autoritário a ponto de ACREDITAR (porque no geral são crenças) que minha forma de ver o mundo é a CORRETA e que devo "iluminar" as mulheres por aí, a partir disso, as transformando em pessoas com um pensamento ideológico mais parecido com o meu, é uma subversão do próprio princípio da equidade — que fundamenta o feminismo — enquanto um conceito que trata os desiguais desigualmente na medida de suas desigualdades.
Logo, quando uma feminista radical acusa, por exemplo, uma mulher cristã, dizendo que sua forma de viver é um erro, não está fazendo muita coisa pela causa não. Está apenas querendo mudar uma ideologia deturpada por outra deturpada.
Afinal defender uma causa que luta contra outras ideologias não é atacar as pessoas que são "reféns" dessas ideologias, mas acolhê-las, respeitá-las, dialogar com elas, abrir espaço para que elas se expressem mesmo discordando de você, e respeitando essa discordância, porque não existe equidade em um mundo onde todos são iguais, afinal já não existiriam mais diferenças, e a equidade está intrinsecamente baseada no princípio da diferença.
@AlyssonAugusto | @LibFem