Alysson Augusto via @like
Não existe ameaça comunista, de fato. Mas isso por mera impossibilidade do comunismo. O que existe de ameaçador não é uma agenda comunista global tentando dominar o mundo. Antes, a ameaça está, isso sim, numa aspiração igualitária que toma a natureza humana como algo completamente moldável à luz de uma infraestrutura econômica. A ameaça está num entendimento heterodoxo da economia, que aceita um "darwinismo do pescoço pra baixo", que acredita em utopias não necessariamente comunistas, mas típicas de um planejamento central dos meios de produção pelo próprio Estado, ignorando o funcionamento dos seres humanos à luz de incentivos que influenciam direto em seu comportamento. A ameaça comunista, se é que existe, é a mesma ameaça que destruiu a França com a Revolução Francesa e deturpou a ciência e a agricultura com Lysenko na União Soviética: é uma ameaça fruto de um entendimento errado da natureza humana, um entendimento de uma esquerda não-darwinista.
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O discurso de Ciro sobre "sul nazista" é equiparável ao do General Mourão sobre famílias sem pais serem desestruturadas: num primeiro momento você se indigna, daí vai ver o que a pessoa falou de fato e descobre que a indignação é seletiva e não está julgando o que foi dito por seu mérito, mas visando apenas explorar politicamente as palavras da oposição.
Alysson Augusto via @like
O filósofo da linguagem Sérgio Augusto Sardi dá o seu depoimento acerca do #SetembroAmarelo e a #filosofia. Confira!
youtu.be/9RtAwa-uJHk
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Sérgio Sardi: Sentir o Sentido da Vida | Setembro Amarelo
O filósofo da linguagem Sérgio Augusto Sardi dá o seu depoimento acerca do #SetembroAmarelo e a #filosofia. Confira!Confira mais depoimentos aqui no canal. I...
Alysson Augusto via @like
A vantagem de um segundo turno entre duas podridões morais é que ambas teriam os holofotes sobre si e 1) teriam de explicar melhor seus planos de governo ao passo em que 2) precisariam mostrar maior disposição em dialogar com o centro para garantir governabilidade.
A desvantagem é o fato de que uma campanha antagônica entre Haddad x Bolsonaro seria uma grande ameaça à democracia pois a polarização estaria acirrada. A esquerda em peso vendo alguma esperança num governo presidido da cadeia, e a direita em peso apostando em um Bolsonaro moderado e controlado por assessores.
De toda forma, a democracia exige que a gente saiba respeitar os resultados das urnas — mesmo que você acredite ilogicamente que um complô a nível nacional está as fraudando (um complô que manteve tanto o PT quanto Bolsonaro por mais de décadas em algum nível do poder).
A desvantagem é o fato de que uma campanha antagônica entre Haddad x Bolsonaro seria uma grande ameaça à democracia pois a polarização estaria acirrada. A esquerda em peso vendo alguma esperança num governo presidido da cadeia, e a direita em peso apostando em um Bolsonaro moderado e controlado por assessores.
De toda forma, a democracia exige que a gente saiba respeitar os resultados das urnas — mesmo que você acredite ilogicamente que um complô a nível nacional está as fraudando (um complô que manteve tanto o PT quanto Bolsonaro por mais de décadas em algum nível do poder).
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Pro segundo turno eu me decidi: vou bancar o eleitor indeciso. Aquele que quer votar na melhor opção disponível, mas não sabe qual. Pra isso, vou tentar acompanhar a campanha dos dois lados da história como se eu não tivesse problema algum com ambos os lados. Estou disposto a votar, seja num, seja noutro. Seja contra um, seja contra outro. Anular o voto é uma possibilidade, mas o voto que por ora dou é um voto de confiança: aquele dos candidatos que convencer melhor, que tenha meu apoio discreto e profundamente envergonhado.
Alysson Augusto via @like
Três textos que li hoje sobre fascismo que ajudam a, se não esclarecer o termo, ao menos a provar a necessidade de não-utilizá-lo caso não se saiba do que tá falando:
1) "O que é o fascismo? Perguntamos a pensadores da Itália, berço do movimento" — Lucas Ferraz / BBC Brasil
Aqui o termo fascismo tem sua etimologia explicada, mostrando que, por gênese, trata-se da simbolização do poder coletivo. Entretanto, tal poder não significa exatamente a representação dos interesses do povo, mas justamente a antagonização do nós contra eles, os quais devem ser eliminados. Embora a discussão sobre o que é o fascismo seja tão antiga quanto o fascismo (de modo que muitos defendam que o fascismo morreu junto de Mussolini), é possível discutir a inspiração fascista dos atuais políticos. O que parece claro é que fascismo não é exatamente uma ideologia, mas um método de atuação política. O que está claro é que a falta de clareza sobre o que seja fascismo faz as pessoas tomarem a palavra como um palavrão, significando "tudo aquilo de que não gosto".
2) "A gente não vota em Hitler" — Francisco Razzo / Gazeta do Povo
Aqui o objeto de discussão não é exatamente o fascismo, mas o nazismo. Entretanto, a julgar a clara filiação entre ambos os regimes, o mesmo tipo de discussão se apresenta: existe uma tendência política pela acusação da oposição de ser a representação do mal na terra (em outras palavras, Hitler). Acusar alguém de nazista, assim, vira o mesmo que acusar alguém de troglodita que representa tudo o mais desprezível. A reflexão deste texto é que, embora possamos traçar uma diversidade de semelhanças entre a gênese e práticas do nazismo com a gênese e práticas de um político dos dias de hoje, "é possível falar mentiras apenas contando a verdade"*, na medida em que se pinta o retrato do inimigo político como sendo um nazista, desconsiderando outros aspectos relevantes na própria formação do nazismo.
3) "Não é avanço do fascismo o que está acontecendo no Brasil" — Gustavo Lopes Machado / PSTU
Este foi o texto que mais me surpreendeu, dado que dele se esperaria um apoio à chapa à esquerda neste segundo turno. Entretanto, o autor reconhece a inexistência de fascismo no Brasil, ao passo em que parece sugerir uma aspiração fascista em termos de tática política ao pintar um inimigo comum sem que este esteja lá para se defender. Aqui a banalização do termo fascismo também é denunciada, porém como tática político-partidária, a fim de angariar adeptos a uma causa pela antagonização com a dissidência. O objetivo de tal tática é mostrar a existência de um mal maior, que garanta apoio a um mal menor, ainda que realmente mal.
1) "O que é o fascismo? Perguntamos a pensadores da Itália, berço do movimento" — Lucas Ferraz / BBC Brasil
Aqui o termo fascismo tem sua etimologia explicada, mostrando que, por gênese, trata-se da simbolização do poder coletivo. Entretanto, tal poder não significa exatamente a representação dos interesses do povo, mas justamente a antagonização do nós contra eles, os quais devem ser eliminados. Embora a discussão sobre o que é o fascismo seja tão antiga quanto o fascismo (de modo que muitos defendam que o fascismo morreu junto de Mussolini), é possível discutir a inspiração fascista dos atuais políticos. O que parece claro é que fascismo não é exatamente uma ideologia, mas um método de atuação política. O que está claro é que a falta de clareza sobre o que seja fascismo faz as pessoas tomarem a palavra como um palavrão, significando "tudo aquilo de que não gosto".
2) "A gente não vota em Hitler" — Francisco Razzo / Gazeta do Povo
Aqui o objeto de discussão não é exatamente o fascismo, mas o nazismo. Entretanto, a julgar a clara filiação entre ambos os regimes, o mesmo tipo de discussão se apresenta: existe uma tendência política pela acusação da oposição de ser a representação do mal na terra (em outras palavras, Hitler). Acusar alguém de nazista, assim, vira o mesmo que acusar alguém de troglodita que representa tudo o mais desprezível. A reflexão deste texto é que, embora possamos traçar uma diversidade de semelhanças entre a gênese e práticas do nazismo com a gênese e práticas de um político dos dias de hoje, "é possível falar mentiras apenas contando a verdade"*, na medida em que se pinta o retrato do inimigo político como sendo um nazista, desconsiderando outros aspectos relevantes na própria formação do nazismo.
3) "Não é avanço do fascismo o que está acontecendo no Brasil" — Gustavo Lopes Machado / PSTU
Este foi o texto que mais me surpreendeu, dado que dele se esperaria um apoio à chapa à esquerda neste segundo turno. Entretanto, o autor reconhece a inexistência de fascismo no Brasil, ao passo em que parece sugerir uma aspiração fascista em termos de tática política ao pintar um inimigo comum sem que este esteja lá para se defender. Aqui a banalização do termo fascismo também é denunciada, porém como tática político-partidária, a fim de angariar adeptos a uma causa pela antagonização com a dissidência. O objetivo de tal tática é mostrar a existência de um mal maior, que garanta apoio a um mal menor, ainda que realmente mal.
Alysson Augusto via @like
"Não apoiar ninguém agora, não é o mesmo que apoiar Bolsonaro? Ser isentão não seria o mesmo que estar ao lado de quem tá ganhando?"
São coisas diferentes. Embora seja possível que a consequência de votar nulo/branco seja positiva para quem tá ganhando, o voto nulo/branco em si mesmo não reflete apoio algum a ninguém. Não culpe quem preferiu se isentar pela eleição de Bolsonaro. Culpe aqueles que votaram nele e aqueles que, contrários a ele, não conseguiram converter mais votos para suas causas. Haddad não ganhará apoio com você acusando os outros de isentões.
Aliás, que mundo merda este onde você ser contrário a modelar-se conforme a conjuntura te torna cúmplice da tragédia anunciada. Os dois lados estão atacando os isentos como se fossem coniventes com a possibilidade de qualquer dos candidatos vencer. Ser isento não é lavar as mãos, mas 1) não acreditar que seu voto individual fará diferença e, 2) acima de tudo, posicionar-se pela rejeição às opções disponíveis, sinalizando a carência por opções melhores, incentivando assim que a concorrência no mercado das ideias se amplie para que tais isentos sejam verdadeiramente representados.
São coisas diferentes. Embora seja possível que a consequência de votar nulo/branco seja positiva para quem tá ganhando, o voto nulo/branco em si mesmo não reflete apoio algum a ninguém. Não culpe quem preferiu se isentar pela eleição de Bolsonaro. Culpe aqueles que votaram nele e aqueles que, contrários a ele, não conseguiram converter mais votos para suas causas. Haddad não ganhará apoio com você acusando os outros de isentões.
Aliás, que mundo merda este onde você ser contrário a modelar-se conforme a conjuntura te torna cúmplice da tragédia anunciada. Os dois lados estão atacando os isentos como se fossem coniventes com a possibilidade de qualquer dos candidatos vencer. Ser isento não é lavar as mãos, mas 1) não acreditar que seu voto individual fará diferença e, 2) acima de tudo, posicionar-se pela rejeição às opções disponíveis, sinalizando a carência por opções melhores, incentivando assim que a concorrência no mercado das ideias se amplie para que tais isentos sejam verdadeiramente representados.
Alysson Augusto via @like
Um conflito moral que tenho enfrentado ultimamente é sobre o consumo de livros pirateados. Por um lado, a violação de direitos autorais ao reproduzir uma obra em meio digital sem autorização de seus criadores/detentores reforça um desincentivo à produção de obras como essa. Por outro, o acesso facilitado à obra favorece a qualidade do conteúdo de quem está pesquisando sobre o assunto tratado para escrever papers, monografias, dissertações, teses e por aí vai. As coisas ficam ainda mais interessantes quando seu campo de estudo é a Ética. Afinal, estaria eu sendo ético ao basear meus estudos em conteúdo pirateado? Por quê?
Uma coisa que me faz ficar com a consciência relativamente tranquila quanto ao conteúdo pirata é este documentário. Super recomendo.
https://papodehomem.com.br/voce-nao-e-criativo/
Uma coisa que me faz ficar com a consciência relativamente tranquila quanto ao conteúdo pirata é este documentário. Super recomendo.
https://papodehomem.com.br/voce-nao-e-criativo/
Papo de Homem
Você não é criativo
Criatividade: como aprendemos a misturar e reprogramar informações para fazer surgir coisas novas. Conheça os vídeos do Everything is a Remix.
Alysson Augusto via @like
Tem gente dizendo que eu deveria fazer campanha pelo Haddad só pra provar que eu tava certo neste vídeo. Gente, muita coisa aconteceu depois deste post que deu a Bolsonaro um apoio maior que o esperado. Não vou fazer campanha contra ele apenas pra dizer que eu tava certo. Motivos para não votar no Bolsonaro não significam motivos para votar no Haddad. É cada uma...
eusoulivres.org/textos/por-que-bolsonaro-nao-sera-presidente-por-alysson-augusto/
eusoulivres.org/textos/por-que-bolsonaro-nao-sera-presidente-por-alysson-augusto/
LIVRES
Por que Bolsonaro não será presidente, por Alysson Augusto
No selo #IdeiasEmDebate, estudante de filosofia e colaborador do Livres Alysson Augusto elenca as razões pelas quais não acredita na vitória de Jair Bolsonaro nas eleições 2018.
Forwarded from Altruísmo Eficaz Brasil via @like
De todos os problemas que a Humanidade enfrenta, em quais nos devemos concentrar para resolver primeiro? Numa palestra convincente sobre como tornar o mundo melhor, o filósofo moral Will MacAskill apresenta um enquadramento para responder a essa questão com base na filosofia do "altruísmo eficaz" — e partilha ideias para enfrentar três questões globais prementes.
ted.com/talks/will_macaskill_how_can_we_do_the_most_good_for_the_world?language=pt
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Ted
Quais são os problemas morais mais importantes do nosso tempo?
De todos os problemas que a Humanidade enfrenta, em quais nos devemos concentrar para resolver primeiro? Numa palestra convincente sobre como tornar o mundo melhor, o filósofo moral Will MacAskill apresenta um enquadramento para responder a essa questão com…
Alysson Augusto via @like
VÍDEO HISTÓRICO
O Estêvão Slow (Canal do Slow) fez um trabalho super atual de botar inveja em muita grande mídia. A podridão moral e a manipulação de massas é muito mais bem arquitetada do que parece.
youtu.be/VUTiRx9wD34
O Estêvão Slow (Canal do Slow) fez um trabalho super atual de botar inveja em muita grande mídia. A podridão moral e a manipulação de massas é muito mais bem arquitetada do que parece.
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ENTENDA: BOLSONARO, STEVE BANNON E CAMBRIDGE ANALYTICA!!! | Canal do Slow 62
Estamos mergulhando em uma nova geração de campanhas políticas. Entenda como funcionam essas "novas táticas", o seu impacto até agora, além de possíveis problemas pro futuro. Qual a relação entre o Bolsonaro e o Bannon, o famoso marketeiro de campanha do…
Alysson Augusto via @like
Com as quatro últimas eleições presidenciais tendo sido vencidas à base de acusar o opositor político como um inimigo dos pobres e oprimidos a ser combatido pelas forças do bem, não é de se surpreender que os atuais adeptos do petismo só saibam buscar convencer a grande massa com o discurso do medo. A questão para os cientistas políticos e sociais é descobrir em que ponto exatamente esse jogo virou, em que ponto o discurso do medo, de que o opositor irá estabelecer o fascismo caso eleito, ou entregar os bens públicos aos grandes interesses do capital financeiro, passaram a ser discursos vazios, que não convencem ninguém, embora alimentem a movimentação dos já convertidos. Não só isso: é preciso entender também o quanto a mesma tática tem favorecido uma visão negativa sobre o próprio petismo, que se espalha como uma visão negativa sobre a esquerda em geral, onde ser de esquerda torna-se ser no mínimo conivente com o petismo, diante da ameaça Bolsonaro. A única coisa certa até aqui, me parece, é o quanto o uso frequente da tática política que desumaniza a oposição, embora possa ser constantemente renovada, é uma tática que cansa o eleitorado, que põe em descrédito aquele que a utiliza. Se o PT não renovou a tática ou não adotou táticas melhores até agora, é de se esperar que atualize sua militância após a derrota que, me parece evidente, sofrerá nas urnas. Se a tática da imposição do medo ainda persistir, bem... Que 2022 seja majoritariamente cômico, porque de tragédia 2018 já saturou há tempos.
Alysson Augusto via @like
Muitas pessoas me disseram conhecer, seja direta ou indiretamente, a jovem gaúcha que denunciou ter sido esfaqueada por nazistas em pleno bairro famoso e repleto de câmeras da cidade de Porto Alegre. Todas essas pessoas tentaram me garantir que o relato era verdadeiro, e bastava conhecer a vítima para acreditar nela.
Acontece que a perícia investigou o caso e, até o momento, nada tem sido favorável ao discurso da denunciante e suposta vítima.
Me soa muito razoável que uma pessoa que faça uma séria denúncia envolvendo a violação de seu corpo torne-se, ela mesma, criminosa diante da prova de que ela mentiu — seja lá por quais motivos forem.
Não porque eu quero ver ela se danar, mas porque instituições democráticas sólidas precisam trabalhar com base em incentivos, e ter em mente a chance de você se dar mal com uma denúncia falsa certamente tende a diminuir os casos de denúncias do tipo.
Ora, seria muito atraente para militância de qualquer tipo mutilar o próprio corpo e culpar como criminosa a sua oposição, diante da falta de mecanismos punitivos para no mínimo fazer com que ela repense suas estratégias políticas.
"Mas, Alysson, se a vítima tem chances de virar criminosa quando faz uma denúncia, basta uma falha da perícia para tornar passível de crime alguém que não o cometeu!"
Paciência. Não é por que a justiça é imperfeita que devemos deixar as porteiras abertas para fazer de sua imperfeição uma oportunidade perfeita.
Além disso, esse tipo de incentivo não apenas coíbe denúncias falsas. Antes, economiza recursos públicos, uma vez que o processo de investigação, demorado que é, envolve a disposição de horas de trabalho e pagamento de salários de policiais, advogados, médicos legistas, equipe de imprensa e outros detalhes custosos que poderiam estar sendo direcionados para denúncias reais e verdadeiramente importantes.
Lembram daquela fábula infantil, sobre o menino e o lobo? Talvez seja preciso lembrá-la: o menino tinha o dever de cuidar das ovelhas, e alertar o povoado caso aparecesse um lobo. O menino, entediado, mentiu algumas vezes ao povoado que tinha visto um lobo. O povoado cansou das mentiras, e parou de acreditar no menino. Quando o lobo de fato apareceu, ninguém acreditou no menino e as ovelhas foram devoradas.
Se casos reais de nazistas esfaqueando jovens estiverem de fato rolando por aí, saibam que mentiras e falsas denúncias são oportunidades perfeitas para que ninguém mais leve esses casos a sério.
Os lobos agradecem.
Acontece que a perícia investigou o caso e, até o momento, nada tem sido favorável ao discurso da denunciante e suposta vítima.
Me soa muito razoável que uma pessoa que faça uma séria denúncia envolvendo a violação de seu corpo torne-se, ela mesma, criminosa diante da prova de que ela mentiu — seja lá por quais motivos forem.
Não porque eu quero ver ela se danar, mas porque instituições democráticas sólidas precisam trabalhar com base em incentivos, e ter em mente a chance de você se dar mal com uma denúncia falsa certamente tende a diminuir os casos de denúncias do tipo.
Ora, seria muito atraente para militância de qualquer tipo mutilar o próprio corpo e culpar como criminosa a sua oposição, diante da falta de mecanismos punitivos para no mínimo fazer com que ela repense suas estratégias políticas.
"Mas, Alysson, se a vítima tem chances de virar criminosa quando faz uma denúncia, basta uma falha da perícia para tornar passível de crime alguém que não o cometeu!"
Paciência. Não é por que a justiça é imperfeita que devemos deixar as porteiras abertas para fazer de sua imperfeição uma oportunidade perfeita.
Além disso, esse tipo de incentivo não apenas coíbe denúncias falsas. Antes, economiza recursos públicos, uma vez que o processo de investigação, demorado que é, envolve a disposição de horas de trabalho e pagamento de salários de policiais, advogados, médicos legistas, equipe de imprensa e outros detalhes custosos que poderiam estar sendo direcionados para denúncias reais e verdadeiramente importantes.
Lembram daquela fábula infantil, sobre o menino e o lobo? Talvez seja preciso lembrá-la: o menino tinha o dever de cuidar das ovelhas, e alertar o povoado caso aparecesse um lobo. O menino, entediado, mentiu algumas vezes ao povoado que tinha visto um lobo. O povoado cansou das mentiras, e parou de acreditar no menino. Quando o lobo de fato apareceu, ninguém acreditou no menino e as ovelhas foram devoradas.
Se casos reais de nazistas esfaqueando jovens estiverem de fato rolando por aí, saibam que mentiras e falsas denúncias são oportunidades perfeitas para que ninguém mais leve esses casos a sério.
Os lobos agradecem.
Alysson Augusto via @like
O historiador de filosofia Luís Hinrichsen dá o seu depoimento acerca do #SetembroAmarelo.
youtu.be/IiLL_5j1I78
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Luís Evandro Hinrichsen: Acolher e Ser Acolhido | Setembro Amarelo
O historiador de #filosofia Luís Evandro Hinrichsen dá o seu depoimento acerca do #SetembroAmarelo. Confira! Confira mais depoimentos aqui no canal. Inscreva...
Alysson Augusto via @like
Aceitar a eleição de Bolsonaro é aceitar a democracia (da qual nunca fui grande fã, se é que me entendem). E aos bons democratas caberá endossar medidas positivas de seu governo, e fiscalizar e denunciar as medidas negativas, sempre a partir de critérios objetivos (comecemos descartando argumentos do tipo "ah mas ele é malvado então só pode vir coisa ruim de seu governo"). Qualquer oposição que se propuser a ser "oposição pela oposição" (o que alguns mais ideológicos chamam de "resistência"), seguindo o discurso de "Nós X Eles", não estará respeitando a democracia, mas sim buscando, em nome dela, subvertê-la. A prova da maturidade democrática de qualquer pessoa ou partido é aceitar um resultado contrário ao desejado, e, como já diria Popper, será pela transição pacífica e diplomática de um governo a outro que nossa democracia dará provas de ter a força que queremos que ela tenha.
Alysson Augusto via @like
Na corrida presidencial, só podemos avaliar candidatos por suas crenças e pretensões, não pelo que objetivamente farão durante o mandato. Por isso a ideia de que "político só promete" é tão corriqueira: estamos acostumados com o fato de que não cumpram o que defendem. Ainda assim, só podemos julgá-los, antes de serem eleitos, pelo que defendem — embora o histórico de suas atuações seja relevante, também.
Parece razoável, então, julgar Bolsonaro pelo que ele disse e explicitamente defendeu (e por seus anos de atuação política também, claro). Ainda assim, a corrida presidencial é uma realidade distinta de uma candidatura já validada democraticamente. A questão agora, considerando o histórico de políticos não cumprirem o que prometem, é julgar o presidente eleito menos por suas colocações do passado, e mais por suas efetivas atuações no presente.
Será que estamos dispostos a assumir a possibilidade de Bolsonaro não ser, na prática, o fascista que é no discurso? Poucos darão o braço a torcer.
Parece razoável, então, julgar Bolsonaro pelo que ele disse e explicitamente defendeu (e por seus anos de atuação política também, claro). Ainda assim, a corrida presidencial é uma realidade distinta de uma candidatura já validada democraticamente. A questão agora, considerando o histórico de políticos não cumprirem o que prometem, é julgar o presidente eleito menos por suas colocações do passado, e mais por suas efetivas atuações no presente.
Será que estamos dispostos a assumir a possibilidade de Bolsonaro não ser, na prática, o fascista que é no discurso? Poucos darão o braço a torcer.
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Os Três Porquinhos | LIBRAS | Conto Infantil e Educação Inclusiva
A história d'Os Três Porquinhos contada por estudantes de LIBRAS da PUCRS.
Em ordem de aparição:
Ana Barcelos,
Eduarda Maschio,
Victor Nejelischi
Alysson Augusto
Professora responsável:
Andreia Gulielmin Didó
#Libras #ContoInfantil #EducaçãoInclusiva
…
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Alysson Augusto
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