Jeremy Bentham foi um notável jurista, reformador social e filósofo inglês que fundou a corrente moral do utilitarismo, segundo a qual devemos buscar o maior bem do maior número de indivíduos. Confira sua famosa citação em defesa da inclusão dos animais no nosso círculo de consideração moral neste link https://t.me/alyaugusto/901
@alyaugusto
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Se você quer saber um pouco sobre minha rotina, agora é a hora. Está no ar o primeiro vlog que faço no canal.
https://youtu.be/Uf0VcC8QbrU
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Levando veganismo pra Autoescola | PRIMEIRO VLOG DO CANAL
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Devemos manter certos hábitos porque "sempre foi assim"?
Rosa Parks foi uma ativista negra norte-americana que se recusou a ceder seu lugar no ônibus a um branco, tornando-se símbolo da luta anti-racista por direitos civis dos negros nos Estados Unidos. Gary Francione, famoso acadêmico na luta pelos direitos dos animais, defende que, se fôssemos levar o apelo à tradição a sério, Rosa Parks ainda estaria sentada no fundo do ônibus. Veja o que Francione diz, na íntegra:
"Defensores da ingestão de carne alegam que, mesmo se a prática for desnecessária porque podemos sobreviver em boas (se não melhores) condições com uma dieta vegetariana, os humanos vêm comendo carne há séculos e a prática é justificada pela 'tradição'. Há, no entanto, ao menos dois problemas com esse tipo de argumento. Primeiro, historicamente, houve e há um certo número de culturas que não comem alimentos de origem animal; portanto, se houver uma tradição, não se pode caracterizá-la como aquela que compartilhamos enquanto espécie. De fato, até a era moderna — e especialmente até a ascensão do agronegócio — a maioria das pessoas no mundo comia menos, muito menos, carne do que hoje. Segundo, e mais importante, mesmo se houvesse uma tradição compartilhada por todos os humanos, ou apenas por alguns humanos, que diferença isso faria em termos morais? Se o uso de animais não é necessário no caso em questão, como qualquer tradição pode passar por cima dos interesses animais que estão em jogo, se esses interesses são moralmente significativos, conforme dizemos que são? Nas justificações morais, o argumento a favor da tradição sempre é, no mínimo, suspeito. A tradição, afinal de contas, tem sido frequentemente oferecida como justificação para o sexismo, o racismo e outras condutas que hoje reconhecemos como moralmente injustificáveis. Se fôssemos escravos da tradição, Rosa Parks ainda estaria viajando no fundo do ônibus."
Gary L. Francione, "Introdução aos Direitos Animais: seu filho ou o cachorro?", 2015, p. 66-67, Ed. Unicamp.
Rosa Parks foi uma ativista negra norte-americana que se recusou a ceder seu lugar no ônibus a um branco, tornando-se símbolo da luta anti-racista por direitos civis dos negros nos Estados Unidos. Gary Francione, famoso acadêmico na luta pelos direitos dos animais, defende que, se fôssemos levar o apelo à tradição a sério, Rosa Parks ainda estaria sentada no fundo do ônibus. Veja o que Francione diz, na íntegra:
"Defensores da ingestão de carne alegam que, mesmo se a prática for desnecessária porque podemos sobreviver em boas (se não melhores) condições com uma dieta vegetariana, os humanos vêm comendo carne há séculos e a prática é justificada pela 'tradição'. Há, no entanto, ao menos dois problemas com esse tipo de argumento. Primeiro, historicamente, houve e há um certo número de culturas que não comem alimentos de origem animal; portanto, se houver uma tradição, não se pode caracterizá-la como aquela que compartilhamos enquanto espécie. De fato, até a era moderna — e especialmente até a ascensão do agronegócio — a maioria das pessoas no mundo comia menos, muito menos, carne do que hoje. Segundo, e mais importante, mesmo se houvesse uma tradição compartilhada por todos os humanos, ou apenas por alguns humanos, que diferença isso faria em termos morais? Se o uso de animais não é necessário no caso em questão, como qualquer tradição pode passar por cima dos interesses animais que estão em jogo, se esses interesses são moralmente significativos, conforme dizemos que são? Nas justificações morais, o argumento a favor da tradição sempre é, no mínimo, suspeito. A tradição, afinal de contas, tem sido frequentemente oferecida como justificação para o sexismo, o racismo e outras condutas que hoje reconhecemos como moralmente injustificáveis. Se fôssemos escravos da tradição, Rosa Parks ainda estaria viajando no fundo do ônibus."
Gary L. Francione, "Introdução aos Direitos Animais: seu filho ou o cachorro?", 2015, p. 66-67, Ed. Unicamp.
Alysson Augusto
Devemos manter certos hábitos porque "sempre foi assim"? Rosa Parks foi uma ativista negra norte-americana que se recusou a ceder seu lugar no ônibus a um branco, tornando-se símbolo da luta anti-racista por direitos civis dos negros nos Estados Unidos. Gary…
Devemos manter certos hábitos porque "sempre foi assim"?
Leia o texto na íntegra: https://t.me/alyaugusto/906
Leia o texto na íntegra: https://t.me/alyaugusto/906
John Locke, filósofo iluminista inglês reconhecido por ser o pai do liberalismo e do empirismo filosófico, foi da opinião de que a crueldade praticada contra animais desde a infância deve ser desincentivada. Confira nas palavras do próprio Locke:
"Algo que eu tenho observado frequentemente em crianças é que quando estão em posse de qualquer criatura frágil, elas estão aptas a usá-la malevolamente: muitas vezes elas irão atormentar e tratar bruscamente passarinhos, borboletas, bem como qualquer outra criatura frágil que cair em suas mãos, e o farão com uma espécie de prazer aparente. Penso que isso deveria ser observado nelas, e caso estejam inclinadas a qualquer tipo de crueldade, deveriam ser ensinadas a agir de modo diferente. Pois o costume de atormentar e matar animais irá, aos poucos, endurecer suas mentes mesmo para com os homens; e aqueles que se comprazem com o sofrimento e destruição de criaturas inferiores não estão aptos a serem muito compassivos ou benignos para com os seus semelhantes. A nossa prática observa isso na exclusão de açougueiros em júris de vida ou morte. As crianças deveriam ser criadas desde o início com aversão ao ato de matar ou atormentar qualquer criatura viva; e ensinadas a não estragar ou destruir qualquer coisa, a não ser para a preservação ou benefício de alguma outra coisa mais nobre."
John Locke, Some Thoughts Concerning Education. Vol. XXXVII, Part 1. The Harvard Classics. New York: P.F. Collier & Son, 1909-14. Tradução de Gabriel Garmendia de Trindade.
"Algo que eu tenho observado frequentemente em crianças é que quando estão em posse de qualquer criatura frágil, elas estão aptas a usá-la malevolamente: muitas vezes elas irão atormentar e tratar bruscamente passarinhos, borboletas, bem como qualquer outra criatura frágil que cair em suas mãos, e o farão com uma espécie de prazer aparente. Penso que isso deveria ser observado nelas, e caso estejam inclinadas a qualquer tipo de crueldade, deveriam ser ensinadas a agir de modo diferente. Pois o costume de atormentar e matar animais irá, aos poucos, endurecer suas mentes mesmo para com os homens; e aqueles que se comprazem com o sofrimento e destruição de criaturas inferiores não estão aptos a serem muito compassivos ou benignos para com os seus semelhantes. A nossa prática observa isso na exclusão de açougueiros em júris de vida ou morte. As crianças deveriam ser criadas desde o início com aversão ao ato de matar ou atormentar qualquer criatura viva; e ensinadas a não estragar ou destruir qualquer coisa, a não ser para a preservação ou benefício de alguma outra coisa mais nobre."
John Locke, Some Thoughts Concerning Education. Vol. XXXVII, Part 1. The Harvard Classics. New York: P.F. Collier & Son, 1909-14. Tradução de Gabriel Garmendia de Trindade.
Alysson Augusto
John Locke, filósofo iluminista inglês reconhecido por ser o pai do liberalismo e do empirismo filosófico, foi da opinião de que a crueldade praticada contra animais desde a infância deve ser desincentivada. Confira nas palavras do próprio Locke: "Algo que…
Para John Locke, devemos estar atentos ao tratamento que nossas crianças dão aos animais, pois ele pode simbolizar a degeneração da própria humanidade.
Leia sua citação completa em: https://t.me/alyaugusto/910
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Ao examinar as considerações militares levantadas por Kant, Clausewitz, Marx, Engels e Tolstoy no decorrer de suas carreiras, o filósofo e teórico político escocês W. B. Gallie observa:
“Com exceção de Kant, todos esses autores foram escritores capazes, sendo alguns até excepcionalmente dotados. [...] Toda a obra política de Kant data de sua velhice, quando seu estilo já não era o mesmo. Além do mais, Kant foi um dos poucos filósofos em que o homem se dissocia do estilo: a forma da obra obsessivamente pedante; a criatura, apesar de algumas patéticas fraquezas, heroicamente humana. Portanto, não tive escrúpulos em escrever e ordenar novamente as opiniões expressas na Paz Perpétua, de forma a evidenciar suas provas, questões, argumentos e conclusões mais originais – escondidos pelos desajeitados esforços de Kant para popularizar o panfleto.” (W. B. Gallie – Os Filósofos da Paz e da Terra. 1979)
Sempre achei que Kant escreve extremamente mal, mas pelo visto não tô sozinho.
“Com exceção de Kant, todos esses autores foram escritores capazes, sendo alguns até excepcionalmente dotados. [...] Toda a obra política de Kant data de sua velhice, quando seu estilo já não era o mesmo. Além do mais, Kant foi um dos poucos filósofos em que o homem se dissocia do estilo: a forma da obra obsessivamente pedante; a criatura, apesar de algumas patéticas fraquezas, heroicamente humana. Portanto, não tive escrúpulos em escrever e ordenar novamente as opiniões expressas na Paz Perpétua, de forma a evidenciar suas provas, questões, argumentos e conclusões mais originais – escondidos pelos desajeitados esforços de Kant para popularizar o panfleto.” (W. B. Gallie – Os Filósofos da Paz e da Terra. 1979)
Sempre achei que Kant escreve extremamente mal, mas pelo visto não tô sozinho.
Meu canal e outros estão indicados neste site. Confiram!
https://assuperlistas.com/2020/09/28/os-melhores-canais-brasileiros-no-youtube-para-aprender-sobre-filosofia/
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As Super Listas
Os melhores canais brasileiros no YouTube para aprender sobre filosofia
Existem boas maneiras de pensar, de conhecer e de agir, para chegarmos nisso precisamos usar a razão! Buscando ir longe do tribalismo e da irracionalidade, os canais apresentados nesta lista são fo…
"Veganismo" virou um palavrão pra alguns, e um título honrável pra outros. Independente do que você ache do termo e do que ele pode significar, o importante sempre foi reconhecer que, se é pro veganismo ter algum conteúdo, trata-se da preocupação em defender os animais não-humanos.
Se você é vegano por modinha, ou se você não é vegano só porque não gosta de modinha, você ainda assim precisa admitir que só faz sentido falar (seriamente) sobre veganismo quando se fala (seriamente) sobre direitos dos animais.
Se você não está falando sobre direitos dos animais, mas apenas sobre o quão chato é determinado vegano, ou sobre o quanto a causa vegana comporta gente extremista apaixonada, você não está levando os direitos dos animais a sério — está, na verdade, apenas levando futilidades a sério.
Quando se fala de veganismo, toda discussão para além dos direitos dos animais é apenas secundária ou mesmo dispensável. Não se destrói o núcleo de uma ideia atacando sua superfície.
@alyaugusto
Se você é vegano por modinha, ou se você não é vegano só porque não gosta de modinha, você ainda assim precisa admitir que só faz sentido falar (seriamente) sobre veganismo quando se fala (seriamente) sobre direitos dos animais.
Se você não está falando sobre direitos dos animais, mas apenas sobre o quão chato é determinado vegano, ou sobre o quanto a causa vegana comporta gente extremista apaixonada, você não está levando os direitos dos animais a sério — está, na verdade, apenas levando futilidades a sério.
Quando se fala de veganismo, toda discussão para além dos direitos dos animais é apenas secundária ou mesmo dispensável. Não se destrói o núcleo de uma ideia atacando sua superfície.
@alyaugusto
O Edoardo Lobl já foi entrevistado no meu canal, e agora resolveu criar o próprio canal onde ele bate um papo com convidados de diferentes áreas. No primeiro ETalks, o Edoardo entrevista o Vitor Douglas (que também já participou do meu canal). Tá bem papo cabeça essa conversa, recomendo!
https://youtu.be/0XX5VHO4LWs
https://youtu.be/0XX5VHO4LWs
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ETALKS Ep. 1 - Redes Sociais, Debates e Filosofia
Acompanhe nesse primeiro episódio da série ETALKS um bate-papo sobre discussões nas redes sociais com nosso convidado Vitor Douglas. - Quais são os princípio...
Precisamos de mais direitos a animais e não mais penas em favor de cães e gatos agora.
O principal nome da Teoria da Evolução, Charles Darwin, revolucionou a história da humanidade por, justamente, aproximar o ser humano dos outros animais. No seguinte trecho, Gary Francione explica a importância de Darwin na defesa dos animais não-humanos:
"É empiricamente difícil negar que os animais possuem muitas das características mentais que temos considerado exclusivas aos humanos. De fato, a proposição de que os humanos têm características mentais totalmente ausentes nos animais demonstra uma confusão sobre a teoria da evolução, que, embora contestada por alguns extremistas religiosos, geralmente é aceita pela maioria das pessoas educadas em todo o mundo.
Charles Darwin deixou claro que não existem características unicamente humanas, quando escreveu que 'a diferença entre a capacidade mental do homem e a dos animais superiores, por grande que seja, é certamente uma diferença de grau e não de tipo.'
Darwin não tinha dúvida de que os cachorros, gatos, animais de fazenda e outros são capazes de pensar e têm muitas das mesmas reações emocionais que os humanos têm: 'os sentidos e as intuições, as diferentes emoções e faculdades, tais como o amor, a memória, a atenção, a curiosidade, a imitação, a razão etc., dos quais o homem se gaba, podem ser encontrados em estado incipiente, ou às vezes até bem desenvolvido, nos animais inferiores.'
Darwin afirmou que os animais fêmeas exibiam afeição maternal e observou que 'os animais que se tornam companheiros têm um sentimento de amor uns pelos outros' e que 'muitos animais [...] certamente se compadecem dos outros que estejam angustiados ou em perigo.'
Quaisquer diferenças entre os humanos e os animais, Darwin afirmava, são diferenças de grau, ou diferenças quantitativas, e não diferenças de tipo, ou diferenças qualitativas. Em resumo, os humanos não têm nenhuma característica exclusivamente humana que possa justificar um tratamento diferencial baseado apenas na espécie."
Gary Francione, Introdução aos Direitos Animais: seu filho ou o cachorro? 2015, Ed. Unicamp, Trad. Regina Rheda, p. 200-201.
"É empiricamente difícil negar que os animais possuem muitas das características mentais que temos considerado exclusivas aos humanos. De fato, a proposição de que os humanos têm características mentais totalmente ausentes nos animais demonstra uma confusão sobre a teoria da evolução, que, embora contestada por alguns extremistas religiosos, geralmente é aceita pela maioria das pessoas educadas em todo o mundo.
Charles Darwin deixou claro que não existem características unicamente humanas, quando escreveu que 'a diferença entre a capacidade mental do homem e a dos animais superiores, por grande que seja, é certamente uma diferença de grau e não de tipo.'
Darwin não tinha dúvida de que os cachorros, gatos, animais de fazenda e outros são capazes de pensar e têm muitas das mesmas reações emocionais que os humanos têm: 'os sentidos e as intuições, as diferentes emoções e faculdades, tais como o amor, a memória, a atenção, a curiosidade, a imitação, a razão etc., dos quais o homem se gaba, podem ser encontrados em estado incipiente, ou às vezes até bem desenvolvido, nos animais inferiores.'
Darwin afirmou que os animais fêmeas exibiam afeição maternal e observou que 'os animais que se tornam companheiros têm um sentimento de amor uns pelos outros' e que 'muitos animais [...] certamente se compadecem dos outros que estejam angustiados ou em perigo.'
Quaisquer diferenças entre os humanos e os animais, Darwin afirmava, são diferenças de grau, ou diferenças quantitativas, e não diferenças de tipo, ou diferenças qualitativas. Em resumo, os humanos não têm nenhuma característica exclusivamente humana que possa justificar um tratamento diferencial baseado apenas na espécie."
Gary Francione, Introdução aos Direitos Animais: seu filho ou o cachorro? 2015, Ed. Unicamp, Trad. Regina Rheda, p. 200-201.