Liberdade de Expressão
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Canal da página "Eu Defendo a Liberdade de Expressão, MAS" do Facebook. bit.ly/edaldem

Aqui falarmos sobre tudo relacionado à liberdade de expressão, promovendo o debate acerca do tema.
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Para ler com calma: Um grande debate tomou a sociedade no último ano acerca do papel da internet na vida democrática. Se durante mais de uma década predominou o otimismo a seu respeito, os últimos anos inspiram cautela. Vozes críticas surgem por toda parte. Jeff Jarvis, jornalista e autor de uma série de livros sobre a natureza da rede, publicou na Atlantic talvez o melhor argumento para que a sociedade evite regular a internet. Para ele, é cedo demais para que a compreendamos de todo.

Trecho: “Google, Facebook, Twitter e a internet não são mídia. São algo novo que ainda não compreendemos de todo. A grande questão, claro, é responder o que a internet é e como ela se encaixa na sociedade. Estamos apenas começando a entender. Mas seu valor essencial está na conversa, não no conteúdo. A rede conecta mais de 3 bilhões de pessoas e permite a muitos que falem, ainda que não sejam ouvidos. ‘Repúblicas’, disse o falecido professor de Columbia James Carey, ‘necessitam de conversas, não raro cacofônicas, pois devem ser lugares barulhentos.’ Este barulho que ouvimos, às vezes estridente, é a sociedade negociando suas normas, seu futuro. É o barulho da democracia. Banir sites como o Infowars da maior parte das plataformas é sinal de que o processo começa a funcionar. A civilização está vencendo. As plataformas — assim como a mídia e os reguladores — talvez prefiram começar com uma série de regras. Mas não é assim que negociamos nossos padrões. É quando alguém avança o sinal que percebemos a necessidade de regra. Sabemos o que são pornografia, propaganda, trolls e spam quando os vemos, aí escrevemos as regras para controlá-los. Sem a internet, não teríamos #BlackLivesMatter e #MeToo. Veja sua timeline no Facebook. Duvido que encontre uma infestação de nazistas nela. Você encontra gatos. Amigos mostrando seus filhos ou falando de doenças, gente buscando conexões. Precisamos compreender o problema que encontramos: não é a tecnologia, mas o comportamento humano perante a tecnologia. As ações ruins de um pequeno — sim, pequeno — número de panfleteiros, trolls, misóginos, canalhas, ladrões. Estão manipulando as plataformas que, no máximo, foram otimistas demais a respeito do comportamento humano.”

theatlantic.com/technology/archive/2018/08/the-messy-democratizing-beauty-of-the-internet/567194/
E o Google se expôs ao movimento #metoo. Até o fim da semana, pelo menos 200 engenheiras se levantarão e deixarão seus postos de trabalho em protesto. Sua queixa é a revelação, pelo New York Times, de que a empresa encobriu acusações de assédio, algumas muito graves, por parte de alguns executivos. Entre eles, Andy Rubin, o criador do Android. Rubin deixou a empresa após uma investigação interna ter considerado crível a acusação, por parte de uma funcionária, de ter sido chantageada a oferecer sexo oral. Não apenas a história foi abafada como, no processo, ele ainda levou um pacote de US$ 90 milhões. A insatisfação por parte dos funcionários é crescente e não apenas com a questão do assédio. A relação da companhia com a China, na qual ela é obrigada a ceder em inúmeros pontos delicados à ditadura de Beijing, já vem provocando desgaste entre executivos e funcionários.

buzzfeednews.com/article/carolineodonovan/googles-female-engineers-walkout-sexual-harassment