HP News | Hipnose Prática
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Forwarded from Fisiologia para Leigos
Por que álcool e tranquilizantes fazem tão mal juntos?

Não é raro vermos algumas notícias sobre suicídio em que a pessoa é encontrada junto a cartelas de tranquilizantes e uma garrada de alguma bebida forte (geralmente destilado). Mas o que tem de destrutivo nesta combinação que a faz tão relacionada acontecimentos desse tipo?

Muitos medicamentos usados como tranquilizantes são da classe dos benzodiazepínicos, ao qual pertence alguns remédios bastante famosos - como Valium, Lexotam e Rivotril. Remédios deste tipo são usados para diversos transtornos neurológicos (como a ansiedade, epilepsia e crises de convulsão) e sua ação é idêntica à de uma substância do próprio organismo chamada GABA, que possui função de inibir a transmissão de impulsos elétricos entre os neurônios, reduzindo a atividade da região do cérebro afetada.
O álcool tem ação semelhante neste aspecto. Também reduz a atividade neural ligando-se nos receptores do GABA.

O perigo está nessa competição pelo mesmo local de atividade.

Como uma molécula age em um receptor por vez, a presença das duas substâncias em concentrações altas (o bastante para causar algum efeito) faz com que mais áreas do cérebro sejam atingidas. Geralmente, a mais "escondida" desta ação é o tronco encefálico, responsável, entre outras coisas, pela coordenação das funções cardíaca e respiratória. Já que o álcool e os remédios agem inibindo a atividade neuronal, se atingirem o tronco encefálico, a respiração e os batimentos cardíacos serão seriamente comprometidos, podendo ser reduzidos a taxas incompatíveis com a manutenção da vida, e eventualmente levando a pessoa à morte.

O efeito valeria do mesmo jeito para uma superdosagem de remédios ou grande ingesta de álcool.

#Physio4Dummies