Direitos na Rede
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Direitos na rede precisam ser conhecidos para serem respeitados ou conquistados. Estamos aqui para facilitar a disseminação de posts das redes sociais da Coalizão Direitos na Rede.

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A nota da Coalizão Direitos na Rede faz um alerta importante: buscar verificação etária por meio de uma solução privada pode agravar a dependência do país em relação a grandes empresas de plataformas e tecnologias digitais.
Como a verificação etária exigirá adoção abrangente, uma solução privada tende a criar um poder de mercado expressivo para quem controla a tecnologia – além de concentrar dados e metadados sobre o acesso a serviços digitais.
Essa concentração amplia assimetrias e abre caminho para abuso de poder econômico e político, com consequências negativas para usuários e para a sociedade.

Por isso, defendemos soluções públicas, abertas e auditáveis, com diretrizes que evitem favorecer os principais agentes econômicos do ecossistema digital.
O site da Revista Tocaia já está no ar, com todos os conteúdos da primeira edição disponíveis para leitura.
É um espaço de diálogo sobre a possibilidade da transformação num mundo marcado pela saturação de informação, estímulos sensoriais contínuos, automatismos tecnológicos e pela reativação de discursos autoritários. A proposta central é criar condições para pensar e sentir o presente de outro modo.
Neste primeiro número, Tocaia convoca uma conversa aberta sobre pensamento radical e horizontes de transformação diante da aceleração da catástrofe planetária e tecnológica-informacional. Os textos abordam as infraestruturas, os códigos e os artefatos do ambiente digital, examinando afetos e políticas da contemporaneidade. Tudo disponível para leitura aberta.
Tocaia parte do desejo de retomar o tempo da conversa lenta, da partilha do pensamento e da imaginação coletiva sobre o que ainda podemos ser.
Quando falamos de segurança na internet, é comum que o debate se concentre em comportamentos individuais: senhas fortes, cuidados ao clicar, atenção ao compartilhar informações. Essas práticas importam, sem dúvida, mas não dão conta do problema.
A maior parte dos riscos no ambiente digital decorre de decisões estruturais: como plataformas são desenhadas, como dados pessoais são coletados e utilizados, quais responsabilidades são atribuídas a quem opera essas infraestruturas.
Segurança na internet está diretamente ligada a direitos. Direito à privacidade, à informação, à participação pública e à proteção contra abusos e discriminações. Quando faltam regras bem definidas, transparência e mecanismos institucionais de proteção, a responsabilidade recai injustamente sobre os indivíduos.
Construir uma internet segura exige escolhas públicas: proteção de dados, responsabilidade das plataformas, limites ao uso de sistemas automatizados e instituições capazes de enfrentar assimetrias de poder.
No Dia da Internet Segura, iniciativa internacional dedicada ao uso responsável, crítico e criativo das redes, a Coalizão Direitos na Rede reforça seu compromisso com a segurança digital como política pública e base para o exercício de direitos no ambiente digital.

#InternetSegura #SegurançaDigital #DireitosNaRede

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A inteligência artificial já faz parte do nosso cotidiano digital. Está inserida como textos, imagens e vídeos são produzidos, como circulam nas redes e como determinadas narrativas ganham visibilidade.
Hoje, conteúdos feitos com apoio de IA convivem com materiais produzidos por pessoas reais, muitas vezes sem que seja fácil distinguir uns dos outros. Esse ambiente molda opiniões, percepções e decisões todos os dias.
Em períodos eleitorais, isso se torna ainda mais relevante. A maneira pela qual as informações chegam às pessoas, se espalham e se consolidam afeta diretamente a confiança no processo democrático e as condições de escolha dos eleitores.
Discutir inteligência artificial nas eleições é, portanto, falar sobre qualidade da informação, prestação de contas sobre como os conteúdos são curados, responsabilidade coletiva e sobre o tipo de ambiente digital que queremos compartilhar quando decisões públicas estão em jogo.
[Publicado em 10/02/2026] O PL 278/2026 avança na Câmara dos Deputados com pedido de regime de urgência, sem a realização de audiências públicas e sem diálogo qualificado com a sociedade.
A expansão de data centers já apresenta impactos socioambientais relevantes no Brasil, como consumo intensivo de água e energia, pressão territorial, conflitos ambientais e aprofundamento de desigualdades.
Decidir sobre infraestrutura digital crítica exige transparência, participação social e responsabilidade institucional. Obstruir a urgência é condição mínima para um processo decisório legítimo.

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Os primeiros dias de 2026 escancararam riscos reais da inteligência artificial sem regras.
O caso Grok permitiu a geração e a circulação em larga escala de deepnudes e outros conteúdos sintéticos sexualizados, atingindo mulheres e também crianças e adolescentes.
Isso não é surpresa nem exceção. A produção de imagens íntimas sem consentimento é um risco previsível quando sistemas de IA são lançados sem salvaguardas, avaliação de impactos ou mecanismos de proteção.
No caso de crianças e adolescentes, os danos são ainda mais graves e configuram violação da proteção integral garantida pela Constituição e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.
A Coalizão Direitos na Rede apresentou contribuições à minuta do TSE que revisa as regras de propaganda eleitoral.
O uso crescente de plataformas digitais e inteligência artificial na comunicação política traz desafios importantes para a integridade das eleições, a transparência da propaganda e a proteção de direitos fundamentais.
Nossa atuação busca fortalecer arranjos institucionais, responsabilidades das plataformas e instrumentos de governança capazes de responder a esse cenário antes do período crítico do calendário eleitoral.

📄 A contribuição completa está disponível no link https://direitosnarede.org.br/2026/02/05/contribuicao-da-cdr-as-minutas-eleitorais/

#Eleições #IA #PropagandaEleitoral #DireitosNaRede

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O PL 278/26 foi aprovado na madrugada pela Câmara dos Deputados, sem acolhimento de emendas que buscavam fortalecer transparência, controle social e definição mais clara de contrapartidas.
O texto cria um regime especial de tributação para data centers com renúncia fiscal estimada em cerca de R$ 7 bilhões em três anos. Embora preveja metas de sustentabilidade e exigência de energia renovável, mantém pontos centrais em aberto e delega parte relevante dos critérios para regulamentação futura.
Não há obrigação explícita, na lei, de divulgação pública detalhada de dados sobre consumo hídrico, desempenho energético e impactos territoriais dos empreendimentos beneficiados.
Renúncia de receita pública exige proporcionalidade em transparência e prestação de contas. Sem isso, comunidades afetadas, sociedade civil e poder público não dispõem de instrumentos suficientes para acompanhar o cumprimento das metas anunciadas nem para avaliar impactos concretos.
A regulação das plataformas digitais no Brasil entrou em 2026 num ponto de inflexão.
Depois de anos de bloqueio no Congresso, decisões do STF com forte impacto institucional e a aprovação do ECA Digital em 2025, o país vive hoje um cenário fragmentado, com diferentes iniciativas avançando em direções nem sempre convergentes. Proteção de crianças, responsabilização de plataformas, concorrência em mercados digitais e governança da internet passaram a disputar espaço sem uma arquitetura regulatória integrada.
Diante desse contexto, a pergunta central é: quais caminhos ainda estão abertos para construir uma regulação democrática das plataformas digitais no Brasil?
No dia 24/03, a Coalizão Direitos na Rede promove o evento “Regulação de plataformas: desafios do Executivo e Legislativo em um cenário fragmentado”, reunindo especialistas, representantes do poder público e da sociedade civil para enfrentar essas questões.
Proteger crianças e adolescentes no ambiente digital exige mais do que a existência de uma lei. Exige governança participativa, com supervisão contínua, coordenação entre órgãos públicos e controle social capaz de acompanhar a implementação do ECA Digital no dia a dia.
A Coalizão Direitos na Rede defende que a participação social seja parte central dessa governança – como instrumento efetivo para fortalecer a proteção de direitos frente aos riscos do ambiente digital e ao poder das grandes plataformas.

📄 Acesse o documento completo no link https://direitosnarede.org.br/2026/03/02/contribuicao-estrutura-participacao-social-eca-digital/

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A violência de gênero também se manifesta no ambiente digital – e novas tecnologias têm ampliado algumas de suas formas mais graves.
Ferramentas de inteligência artificial capazes de gerar ou manipular imagens e vídeos vêm sendo cada vez mais utilizadas para produzir deepfakes e conteúdos sexualizados sem consentimento, aprofundando práticas de humilhação, chantagem e perseguição online.
Mulheres e meninas têm sido os principais alvos dessas práticas, em episódios de humilhação e chantagem que deixam evidente o quanto o debate sobre IA, para além da tecnologia, precisa envolver direitos humanos, prevenção de danos e governança responsável da tecnologia.
No Brasil, a regulação da inteligência artificial está em discussão no Congresso Nacional por meio do PL 2338/2023. A proposta, aprovada no Senado em 2024, é agora analisada pela Comissão Especial de Inteligência Artificial (CTIA) na Câmara dos Deputados, que ainda aguarda a apresentação do parecer do relator Aguinaldo Ribeiro.