Direitos na Rede
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Direitos na rede precisam ser conhecidos para serem respeitados ou conquistados. Estamos aqui para facilitar a disseminação de posts das redes sociais da Coalizão Direitos na Rede.

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A violência de gênero tem raízes históricas. O que a inteligência artificial fez foi torná-la mais acessível, mais rápida e mais difícil de combater.
O PL 2338, principal proposta de regulação de inteligência artificial no Brasil, precisa enfrentar esse problema como prioridade, responsabilizando plataformas, exigindo salvaguardas contra viés algorítmico e garantindo mecanismos ágeis de proteção às vítimas. Aguarda parecer do relator, deputado Aguinaldo Ribeiro, há mais de dez meses.
A CDR reafirma seu compromisso com a conclusão dos trabalhos da Comissão Especial sobre IA. O marco regulatório brasileiro precisa colocar a proteção contra violência de gênero no centro.
Um projeto de lei que parecia esquecido voltou a tramitar. E pode mudar como o Estado monitora quem circula em espaços públicos no Brasil.
O PL autoriza a instalação de câmeras de reconhecimento facial em estações ferroviárias, rodoviárias, vagões, vias e repartições em todo o país. Qualquer pessoa que use transporte público ou circule nesses espaços teria seu rosto capturado e processado. Sem debate, sem consentimento, sem regulamentação específica e sem garantias sobre como esses dados serão usados ou compartilhados.
Pesquisas demonstram ainda que sistemas de reconhecimento facial apresentam taxas de erro significativamente maiores para pessoas negras, mulheres e pessoas trans – que já resultaram em prisões equivocadas e situações de violência. Ampliar seu uso em espaços de circulação de massa aprofunda esse problema.
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Quando uma plataforma derruba um conteúdo ou bloqueia uma conta, raramente explica o motivo e raramente oferece um caminho real de contestação. Mais de 80% das decisões judiciais que reconhecem moderação equivocada apontam exatamente isso: as empresas não conseguem justificar suas próprias decisões.
O ECA Digital muda esse cenário ao estabelecer, pela primeira vez no Brasil, o devido processo na moderação: notificação, explicação da regra violada, informação sobre se a decisão foi humana ou automatizada e mecanismo acessível de recurso com prazo definido. É uma mudança importante, que vai além da proteção de crianças e adolescentes e abre caminho para ampliar esse direito para toda a sociedade.
Paulo Rená, pesquisador do IRIS e integrante da Coalizão Direitos na Rede, participou da Audiência Pública do Conselho de Comunicação Social, realizada em 6 de abril de 2026.
O PL 2338, que regulamenta o uso de inteligência artificial e poderia responsabilizar plataformas por esse tipo de violência, aguarda há mais de dez meses o parecer do relator, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP), sem data definida para votação. Ao mesmo tempo, o PL da Misoginia, aprovado no Senado, foi engavetado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), sob o argumento de ser “polêmico”.

A CDR defende que a proteção contra violência de gênero esteja no centro da regulação de IA. Deepfake é violência. E o Congresso sabe disso.

#DireitosNaRede #PLdaMisoginia #PL2338

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A senadora Soraya Thronicke (PSB) relatou ser vítima de deepfakes – imagens manipuladas com inteligência artificial usadas para produzir conteúdo pornográfico sem seu consentimento, com processos deflagrados pela Polícia Federal.

O que ela descreveu não é um caso isolado, mas uma forma crescente de violência de gênero no ambiente digital. E o Brasil segue sem resposta legal adequada.

Ferramentas de IA permitem hoje criar e distribuir esse tipo de conteúdo em escala, com custo baixo e anonimato fácil. Mulheres que ocupam espaços públicos (políticas, jornalistas, ativistas) são alvos prioritários. O objetivo é sempre o mesmo: silenciar.
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Aprovado na Câmara e pronto para votação no Senado, o PL 3630/2025 usa a segurança pública como pretexto para institucionalizar o linchamento.
O projeto autoriza comércios a expor publicamente pessoas suspeitas de crimes nas redes sociais antes de qualquer investigação ou decisão judicial. Na prática, ao violar a presunção de inocência e o devido processo legal, transfere para agentes privados um poder que pertence ao Estado.
No Brasil, onde corpos negros são alvo de suspeição sistemática em estabelecimentos comerciais, a medida tem um nome: racismo institucionalizado. Não há qualquer salvaguarda para quem for inocentado depois.
Se incorporada à LGPD, essa lógica de exposição e justiçamento vai ganhar respaldo legal e se normalizar como prática. Sua rejeição precisa ser integral.