Direitos na Rede
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Direitos na rede precisam ser conhecidos para serem respeitados ou conquistados. Estamos aqui para facilitar a disseminação de posts das redes sociais da Coalizão Direitos na Rede.

Canal gerido pelo GT de Comunicação. Contamos com sua colaboração! <3
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📢"Quem tem medo de Hacker?" 💻🏴‍☠️😯😬

Após as revelações da #vazajato, os amig@s do BaixaCultura resgataram um artigo que desmistifica um pouco do universo hacker. Vale a pena ler e compartilhar, pois uma nova narrativa de criminalização contra ciberativistas está se forjando entre políticos e setores da imprensa, sem ao menos existir a certeza de como os dados do aplicativo Telegram foram vazados ao The Intercept Brasil e por quem.

Desde já, destacamos dois pontos sobre as bases da cultura hacker, segundo a antropóloga Gabriella Coleman: 1) os ideais de liberdade de acesso à informação, que levam a uma ética de compartilhamento; 2) a apropriação de tecnologias para compreender seu funcionamento e desenvolver a capacidade de modificá-las, para benefício próprio ou coletivo.

💡😉 Confira um trecho, mas leia na íntegra :

"Já não é de hoje que o termo [hacker] perdeu aquele nefasto significado de 'piratas de computador' que filmes e jornalistas usavam e abusavam na década de 1990 até pouco tempo atrás, para falar dos 'perigos' da internet. Com a onipresença da tecnologia digital e o big data, hoje dá até pra dizer que o hacker está mais pra herói do que vilão – é aquele que, armado com dados abertos e conhecimentos avançados de linguagens de programação (mas não só; conhecimento de qualquer coisa pode servir para 'hackear algo') ajuda a sociedade a entender como funciona para, então, agir nela com eficiência e transparência."

#SeusDadosSãoVocê #DireitosNaRede #CulturaHacker #Ciberativismo #LiberdadeDeExpressão #AcessoàInformação

http://baixacultura.org/quem-tem-medo-de-hacker/
📍Etimologia na rede 🤓📖

Conheça as origens e a evolução da palavra que bombou no noticiário brasileiro na última semana. 👾

"Agora, se tivéssemos uma palavra mais aportuguesada para 'hacker', talvez fosse mesmo 'cavador', que também partiu de uma ação concreta para se desdobrar em sentidos figurados: primeiro deu nome a um 'enxadeiro', depois a alguém 'esforçado, diligente'". 👩‍💻👨‍💻

https://www.nexojornal.com.br/lexico/2019/06/17/O-amador-que-virou-profissional-um-especialista-diletante
📢EXCLUSIVO: Reportagem da Coalizão Direitos na Rede conversou com especialistas do InternetLab e da ARTIGO 19 sobre o último relatório de transparência do Facebook. 📑📊💻📱

Além da problemática categoria "discurso de ódio" que avança pela plataforma, os entrevistados comentaram sobre a evolução e lacunas das políticas de aplicação de padrões da comunidade, como a falta clareza sobre o funcionamento do processo de apelação e restauração de conteúdo. As contradições sobre o modelo de negócios baseado em dados dos usuários também foram mencionadas. 📲😓

📍Confira dois pequenos spoilers:

🗣“Tem uma questão de segredo tecnológico de algoritmo que também necessitaria de um escrutínio, valeria um estudo importante sobre a maneira como funcionam os padrões tecnológicos do site da empresa. A gente tem acesso aos termos de serviço e aos padrões da comunidade, mas existe uma série de coisas intrínsecas a uma empresa privada que são problemáticas e não são abertas”, pondera Paulo Lara, assessor de direitos digitais da Artigo 19 no Brasil.

🗣“Claro que é um passo de uma empresa privada que tem uma motivação por trás: a de manter o seu modelo de negócio. Mas isso não tira o fato de ser um passo arriscado. É uma abertura em termos de poder da empresa em relação a suas decisões de conteúdo”, comenta Francisco Brito Cruz, diretor do InternetLab.

🤓Leia a reportagem na íntegra:

https://medium.com/direitos-na-rede/relat%C3%B3rio-de-transpar%C3%AAncia-do-fb-mostra-aumento-de-remo%C3%A7%C3%B5es-com-ia-e-problemas-com-discurso-de-b968fa3fbca8?postPublishedType=repub
📢Bolsonaro autoriza o compartilhamento de dados pessoais de segurados e beneficiários do INSS com bancos e empresas privadas para ações de marketing direcionado 🎯⚠️

O presidente da República alterou o texto da medida provisória que faz um pente fino no órgão, aprovada na noite de ontem (18/06), no Senado Federal, com cinco vetos em trechos acordados anteriormente no Congresso. 🖋❌❌❌❌❌

O texto original impedia que informações de benefícios e informações pessoais, trabalhistas ou financeiras de segurados e beneficiários pudessem ser utilizadas por pessoas físicas, empresas de marketing ou oferta comercial para atrair esses
clientes. 😠

E também vedava que bancos e sociedades de arrendamento mercantil com contratos diretos ou indiretos com o INSS usassem as informações como marketing para convencer os beneficiários a contratar empréstimos pessoais ou cartão de crédito. 😤

A sanção vergonhosa desta MP ocorre poucas semanas após a aprovação da criação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados, que ainda está em fase de construção. É no mínimo indecoroso que o Estado brasileiro exponha os dados pessoais dos seus cidadãos para atender interesses comerciais de terceiros.
#SeusDadosSãoVocê #DireitosNaRede #ProteçãoDeDados

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2019/06/bolsonaro-muda-texto-e-autoriza-compartilhamento-de-informacao-de-beneficiarios-do-inss.shtml?utm_source=twitter&utm_medium=social&utm_campaign=comptw
📍Hoje, no VI Simpósio Internacional da lavits, o sociólogo Sérgio Amadeu debateu as três crises da internet: distribuição da rede, participação e fluxo de dados. Sobre o último quesito, ele cita um exemplo e explica: 👨‍🏫👨‍💻

"Universidades públicas estão hospedando toda a infraestrutura de dados da universidade na nuvem. Nuvem é um servidor dentro de um Data Center em um país do Norte. Isso chama-se nuvem. Há uma nova colonização, a dos dados. Nós estamos enfrentando uma situação muito grave. Há uma concentração muito grande de dados e as concentrações geram um poder econômico descomunal.”

O simpósio da #LAVITS tem como tema "Assimetrias e (In)visibilidades: Vigilância, Gênero e Raça" e segue até amanhã na Universidade Federal da Bahia (UFBA). ✅

Confira a matéria na íntegra:
http://lavits.org/sergio-amadeu-fala-sobre-as-tres-crises-da-internet-na-hoje/?lang=pt
📢Grande iniciativa de mulheres na rede!
👩‍🦰👩‍🦱👱‍♀️👩👩‍🦳👵🧕💪👊

Fuxico é um software livre pensado a partir de experiências práticas de grupos feministas. A inspiração veio de outro software chamado Pirate Box, comumente utilizado por grupos que trabalham com tecnologias livres em lugares onde não há internet. 👩‍💻

A aplicação também vem sendo utilizada por comunidades tradicionais, de modo que elas possam estabelecer narrativas não mediadas pela iniciativa privada, com maior privacidade e proteção de dados. 📲🔒

“Com esse dispositivo, as pessoas conseguem ter autonomia sobre o que elas querem compartilhar umas com as outras, tanto do ponto de vista de conteúdo, mas também de como fazer a gestão desse recurso”, defende Geisa Santos, do coletivo Periféricas, de Salvador (BA).

“Nós desenvolvemos práticas em que cada um costura seu fuxico e ele representa um interesse diferente, seja em tecnologia, em segurança digital, na causa LGBT. É isso que o fuxico pode ser, essa biblioteca construída colaborativamente de conteúdos que não precisam da internet”, complementa Carla Jancz, do coletivo MariaLab, de São Paulo (SP).

Leia mais na matéria abaixo sobre essa experiência transformadora, que foi no VI Simpósio Internacional da #Lavits

http://lavits.org/fuxico-uma-rede-livre-feminista/?lang=pt

#SegurançaNaRede #Vigilância #ProteçãoDeDados
📍Carta aberta da Coalizão Direitos na Rede aos senadores da República sobre a rejeição ao PL das Teles. Réplica à cartilha da Anatel - Agência Nacional de Telecomunicações, que promove desinformação em relação à construção de um novo marco regulatório para as telecomunicações.

https://direitosnarede.org.br/c/carta-a-senadores-sobre-a-rejeicao-ao-pl-das-teles/?fbclid=IwAR3EYUQxTl5VWpjG2Gqyh3d4cYlhE6WSTjTL0q2qKj7ZroFcwd_pVF6ijeg
📢ASSISTA! 🤓📺

"A lógica do capitalismo de vigilância está perpassando todo o processo de digitalização. E isso vai criando vulnerabilidades." 😲

🗣Quem afirma é Joana Varon, fundadora da Coding Rights, durante o evento “Paradoxos digitais: uma conversa sobre controle e liberdade”, que aconteceu em maio.

A ativista explicou como a violência de gênero é habilitada por esse lógica tecnológica. E também mencionou o caso dos elevados índices de erros das câmeras de reconhecimento facial que foram testadas no ultimo carnaval brasileiro sob a justificativa de promover maior segurança. 📸⚠️❌

No entanto, existem formas de resistir: "É preciso entender como funciona [a engrenagem digital] para entender quais medidas você pode tomar para sua segurança e proteção da sua privacidade".🤔💡📲🔒

Confira na íntegra:

https://www.youtube.com/watch?time_continue=8&v=pxwi9BWTCwo
📍O microfone no liquidificador e o debate hacker

Na França, dois homens se propuseram hackear o Monsieur Cuisine Connect (😂😂😂), um liquidificador IoT da empresa de supermercados Lidl, e encontraram um microfone oculto e alto-falantes que não foram previamente informados aos consumidores. O dispositivo ainda foi comercializado com o sistema Android 6.0, que não era atualizado desde 2017.

Graças a engenhosidade dos franceses, o caso ganhou fama mundial e a empresa teve que prestar satisfações. Um diretor de marketing afirmou que a ideia era usar futuramente esse robô de cozinha, que é desenhado na Alemanha e fabricado na China, conectado ao Alexa, sistema de comando de voz da bigtech Amazon. 🤖

Por que, afinal, essas informações foram mantidas em sigilo até que os profissionais de informática, por brincadeira, descobrissem outras propriedades do robô-liquidificador?

Isso é só uma pequena mostra do que é cultura hacker para além da banal criminalização que esse debate está enveredando no Brasil.

#culturahacker #ciberativismo #hackerativismo

https://brasil.elpais.com/brasil/2019/06/14/tecnologia/1560511878_290107.html?fbclid=IwAR2G9MyBjP5ADGQEFbL-qAJyzNlh05bRsNaKe-iz5AE0w4wG6JoSr31_ZjM
📢ALERTA: Você sabe o que é deepfake e os seus perigos?

Isso é muito Black Mirror? Não, pior. A mais nova distopia digital de nossos tempos se dá por mecanismos de inteligência artificial capazes de mimetizar conteúdos humanos com precisão assustadora a ponto de se tornar indecifrável a mentira da realidade. 😵

"Deepfakes são, essencialmente, identidades falsas criadas com o deep learning [aprendizagem profunda, por meio de uso maciço de dados], por meio de uma técnica de síntese de imagem humana baseada na inteligência artificial. É usada para combinar e sobrepor imagens e vídeos preexistentes e transformá-los em imagens ou vídeos 'originais', utilizando a tecnologia de GAN (Generative Adversarial Network, ou rede geradora antagônica)." 😱

Essas imagens ou vídeos ainda podem ser recombinadas com elementos em texto e voz, também produzidos por aprendizagem profunda de máquinas, e usadas para criar personagens fictícios com características humanas a fim de influenciar a opinião pública. 🤖❌😟

"Humanos digitais, âncoras de jornais de inteligência artificial, personas virtuais — tudo é possível na nova internet. O mercado de farsa online já está maduro." ⚠️⚠️⚠️

Os deepfakes representam um novo tipo de ameaça à cibersegurança num contexto global com quase nenhum marco regulatório do uso de IA. As fake news já parecem anacrônicas diante desse capítulo da guerra informacional.

"Em 2019, não apenas sua identidade pode ser roubada, você pode ser enquadrado, difamado e ser vítima de farsantes com os vídeos deepfake, que podem ser difíceis de se provar falsos. Você pode sofrer golpes, fraudes e ficar vulnerável online, e o inimigo seria a inteligência artificial."

✅Leia o artigo na íntegra:

https://outraspalavras.net/tecnologiaemdisputa/deep-fake-a-ultima-distopia/?fbclid=IwAR0C_OZEj50q9noceTbLGiqa8mBHykDvA0pBhROQL8-4wVjo-zimGThJnGo
📍Avanço importante na proteção de dados pessoais 📲🔒

Na última terça-feira (2/7), o Senado Federal aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 17/2019, que inclui a proteção de dados pessoais disponíveis em meios digitais na lista das garantias individuais da Constituição Federal.
👏👏👏👏

"Constitucionalizar a questão significa o Estado dizer que reconhece a importância do tema, classificando esse direito à proteção de dados como fundamental. Ou seja, o Estado, a sociedade, o cidadão, podem ter direito, como regra geral, ao conhecimento do outro, desde que haja realmente necessidade. Do contrário, é preciso preservar ao máximo a intimidade e a privacidade dos dados", afirmou a relatora da PEC, Simone Tebet.

O texto segue agora para a Câmara dos Deputados, onde precisa alcançar 3/5 dos votos para obter aprovação. Se a proposta for aprovada, o tema será incluído no artigo 5° da Constituição Federal.

Saiba mais:

https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2019/07/02/protecao-de-dados-pessoais-devera-entrar-na-constituicao-como-direito-fundamental?fbclid=IwAR2PEFuoODS261fRVkL0p4rpi_eJRM_xTFlKWdzMnzSNC3DDt-D6bMXZOPU
📍Novidades sobre o PL das Teles

Na última semana, o senador Jean Paul Prates protocolou requerimento solicitando que o PLC 79/2016, que altera a Lei Geral de Telecomunicações a partir do lobby das empresas do setor, seja analisado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) da Casa.

✅A Coalizão Direitos na Rede defende que a CAE avalie o impacto na concentração de banda larga e na concorrência desleal com os pequenos provedores que levam fibra ótica pelos rincões do Brasil. O Senado Federal não deve se abster de apreciar essa matéria com extremo rigor.

https://teletime.com.br/05/07/2019/plc-79-podera-ser-avaliado-na-comissao-de-assuntos-economicos/?fbclid=IwAR1X0sMoLwiRHjm5u8xucoMkzgy0bMyOZYaHpH4PhkNGTz4BidasKWaqBro
📍PARADOXOS DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E O DIREITO À LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Para reconhecer e combater discursos de ódio, ferramenta do Google censura comunicação de comunidade drag queen.😳

O Perspective, aplicação de inteligência artificial criada em 2017 pela bigtech em parceria com a empresa-irmã Jigsaw, usa aprendizado de máquina para detectar conteúdos abusivos ou ameaças. A API pode ser conectada a outros sites e serviços online para moderar automaticamente caixas de comentários.

O InternetLab, uma das entidades que integra a Coalizão Direitos na Rede, decidiu então testar a acurácia da inteligência artificial do Perspective, que utiliza uma escala de 0 a 100 para medir os níveis de toxidade dos comentários. A tecnologia foi treinada por usuários da internet, que indicaram se alguns tuítes eram "muito tóxicos" ou "muito respeitosos".

"Na prática, os [pesquisadores] brasileiros [do InternetLab] mostraram que o Perspective considera que os tuítes racistas de notórios supremacistas brancos são 'conversas melhores' do que os palavrões e a exaltação à cultura gay de um perfil de uma drag queen.", informa reportagem do The Intercept Brasil. (...)

“Isso significa que, independentemente do contexto, palavras como gay, lesbian e queer já são consideradas como significativamente tóxicas, o que aponta a existência de vieses no Perspective”, escreveram os pesquisadores.

"Por outro lado, supremacistas brancos que usam uma linguagem polida no Twitter foram considerados saudáveis pela ferramenta. Stephen Moluyneux, youtuber conhecido por vomitar teorias racistas supostamente científicas, por exemplo, tuitou que 'as três maiores raças têm diferentes volumes cerebrais e médias de QIs'. Nível de toxicidade? Só 21%, segundo o Perspective."

Confira a reportagem na íntegra:
https://theintercept.com/2019/07/03/google-ai-drag-queens-racistas/?fbclid=IwAR3HqWp8q83K2qLKwphh0Avnilj5miOjFqX37A9cyqaUOmRQ5js4JCbdXNY
📢URGENTE: Coalizão Direitos na Rede repudia os 9 vetos de Bolsonaro à lei que cria Autoridade Nacional de Proteção de Dados.

As mudanças feitas pelo presidente da República, publicadas ontem (9/7) no Diário Oficial da União, desrespeitam acordos firmados no processo legislativo e fragiliza entidade guardiã de dados pessoais, que tem previsão para entrar em funcionamento em agosto de 2020.

O Congresso Nacional ainda tem a possibilidade de derrubar os vetos da Presidência da República e evitar essa grave regressão de direitos.

A Coalizão Direitos na Rede reforça seu compromisso com os cidadãos brasileiros e espera novamente uma posição de firmeza dos parlamentares pela reconstrução do texto aprovado na MP 869/2018, de modo a resguardar os dados pessoais de toda a população.

Confira o que muda na construção do órgão e o posicionamento de entidades que integram a CDR:

https://medium.com/@cdr_br/coaliz%C3%A3o-direitos-na-rede-repudia-os-9-vetos-de-bolsonaro-%C3%A0-lei-que-cria-a-autoridade-nacional-de-ee536f6baeb
📢 É SÓ ATÉ AMANHÃ, PESSOAL! 🎥
Corre que ainda dá tempo de produzir um vídeo bem bacana sobre o tema "Conexão e cidadania para todxs!" para o concurso da campanha Internet Direito Seu, do Intervozes.
As inscrições foram prorrogadas até amanhã (12/07).

E ainda dá pra levantar uma graninha! 📹💰💵
Os três primeiros colocados receberão prêmios de R$ 2.000, R$ 1.200 e R$ 800, respectivamente. 🥇🥈🥉

📍Saiba mais no regulamento abaixo:
https://intervozes.org.br/campanha-internet-direito-seu-abre-concurso-de-curtas-sobre-direito-ao-acesso/
📍DEBATE: Discurso de ódio X censura das plataformas

Nesta semana, a França aprovou um projeto de lei contra discursos de ódio online a fim de frear manifestações discriminatórias por etnia, religião, gênero, orientação sexual ou deficiência nas plataformas digitais e motores de busca na web, como Facebook, Twitter e Google.

Pela nova lei, as plataformas também deverão garantir maior transparência e cooperação com a Justiça francesa, "eliminando por exemplo o anonimato online de usuários que cometam crime de ódio".

A iniciativa, no entanto, suscita polêmica pelo tamanho poder de "censura privada e tecnológica" nas mãos das bigtechs, que deverão retirar os conteúdos denunciados em até 24 horas sob o risco de multas milionárias.

A Comissão Nacional de Consulta dos Direitos Humanos, estrutura estatal (mas independente) que vela pela proteção e promoção dos direitos humanos na França, recomenda que cabe “apenas a um juiz avaliar o caráter abusivo do exercício da liberdade de expressão”. E propõe que a resposta a esse tipo de conteúdo, visto o “caráter transfronteiriço” da internet, seja “coordenada e uniformizada em nível europeu e internacional”.

Leia a reportagem do El País na íntegra:
https://brasil.elpais.com/brasil/2019/07/09/internacional/1562689055_153988.html?fbclid=IwAR3PJMrlxCnF-fPxliYlNs4O1bWudwk2TuYJm_yXRY0fCN26l9nbY88Kjgc
📍IDEC cobra regulamentação objetiva no uso de dados do novo Cadastro Positivo

O Idec - Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, entidade que fortalece a luta da Coalizão Direitos na Rede, vem cumprindo papel fundamental na cobrança por transparência do novo Cadastro Positivo, aprovado pelo Congresso Nacional no ano passado, mas que ainda carece de regulamentação presidencial e do Banco Central.

Uma das preocupações é que não apenas dados financeiros dos consumidores, mas de outra ordem como informações genéticas e de orientação política, por exemplo, entrem na composição da nota de crédito.🤨

Existe ainda a tendência de entrarmos num "limbo normativo" que favoreça os birôs de crédito, uma vez que a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) só entra em funcionamento a partir de agosto de 2020.🤯

Com exclusividade, Dyogo Moisés, coordenador do programa de direitos digitais do Idec, destacou alguns pontos sobre o caso:

🗣"Estamos muito preocupados com o mercado que está se criando em torno desse cadastro. Estamos pautando nossa atuação em dois aspectos: 1) Em relação aos dados e fontes que podem ser utilizados para composição do score (nota de crédito). 2) As circunstâncias as quais o score pode ser utilizado como referência para relações de consumo. Estamos vislumbrando aquilo que chamamos de 'cadastro-positivação da vida', com o score passando a ser utilizado para balizar relações de consumo que vão muito além das relações de crédito. Consumidores já estão tendo acesso a bens e serviços negados. O cenário não é nada animador e dá pra ver a exclusão vindo a galope", alerta.

📨Em carta, o Idec já solicitou ao Banco Central uma regulamentação objetiva em relação a quais dados podem ser utilizados e em quais circunstâncias essa pontuação de crédito pode limitar ou não o acesso dos consumidores a bens e serviços.

📰Saiba mais na matéria da Folha de S.Paulo:
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painelsa/2019/07/ong-de-defesa-do-consumidor-questiona-dados-do-cadastro-positivo.shtml?utm_source=twitter&utm_medium=social&utm_campaign=comptw

📍Confira também o posicionamento do Idec sobre a reforma do Cadastro Positivo:
https://idec.org.br/noticia/posicionamento-sobre-reforma-do-cadastro-positivo?fbclid=IwAR1VpPozlj3zPI-npgniT15bnSuOMbmAbwSNvnml4l-zL0pPrJgJF70MKMQ
📢 Precisamos falar sobre o FACEAPP: Uso de dados, privacidade e racismo.

O FaceApp, aplicativo sensação do momento que oferece filtros para brincar de envelhecer, é um dos maiores coletores de dados pessoais com o SEU CONSENTIMENTO. 📸📲👵👴⚠️⚠️⚠️

Ao instalar o aplicativo e concordar com as políticas de privacidade da companhia russa Wireless Lab, os usuários aceitam oferecer suas informações para a construção de uma base de dados, que pode ser compartilhada com os empresas parceiras da companhia de tecnologia -- sabe-se lá quais.😱

“Usamos ferramentas de análise de terceiros para nos ajudar a medir o tráfego e as tendências de uso do serviço. Estas ferramentas reúnem informação enviada pelo seu dispositivo ou pelo nosso serviço, incluindo as páginas web que visita, add-ons, e outra informação que nos ajude a melhorar o serviço. Reunimos e usamos esta informação analítica juntamente com informação analítica de outros utilizadores, para que não possa ser usada para identificar qualquer utilizador individual em particular”, diz a política de privacidade do aplicativo. 📵

O FaceAPP também recolhe o histórico de navegação do browser. A política de privacidade ainda ressalta que poderão ser usados cookies ou tecnologias semelhantes para direcionar anúncios publicitários aos usuários.

“Quando utiliza o nosso serviço, os nossos servidores registam automaticamente determinadas informações do arquivo de registro, incluindo o seu pedido da Web, endereço IP, tipo de navegador, páginas de referência/saída e URL, número de cliques e a forma como interage com os links no serviço, nomes de domínio, páginas de entrada, páginas visualizadas e outras informações. Também podemos reunir informações semelhantes de emails enviados para os nossos utilizadores, que depois nos ajudam a monitorar quais emails são abertos e em que links os destinatários clicam”, afirmam. 📵

Saiba mais sobre as políticas de privacidade do FaceApp na matéria do site português Público:

https://www.publico.pt/2019/07/15/p3/noticia/faceapp-aplicacao-recolher-dados-custa-filtros-1879956?fbclid=IwAR3PBvTEhLIUVEnu4T59igPtQqCMIoycfMtZp6XLmVO008zeekYutSXUUqY

Tecnologia de vigilância racista 😠

O FaceApp também é acusado de racismo pelos internautas. Além do filtro para envelhecer, a aplicação oferece outro recurso chamado "hot", que clareia a pele e afina narizes e lábios das fotos enviadas, de modo a "embranquecer" a imagem (confira na matéria da Veja abaixo).

https://veja.abril.com.br/tecnologia/faceapp-como-funciona-o-aplicativo-que-deixa-usuarios-mais-velhos/?fbclid=IwAR1qBUHtdhozUwsHgnhXevdPIz71jPmlfQA2UBGpodOZ7qN5NpvIU_bBRUE
📍PROCON-SP questiona FaceApp e as lojas de aplicativos sobre uso de dados

Você tem acompanhado a polêmica sobre o aplicativo que simula como será seu rosto quando for mais velho?

O FaceApp é um aplicativo que usa inteligência artificial para alterar traços do seu rosto a partir de imagens capturadas pelo seu dispositivo móvel.

Entretanto, os termos de uso do aplicativo são bastante abrangentes e pedem que o usuário autorize que seus dados biométricos sejam utilizados pela empresa proprietária do aplicativo e por suas parceiras, sem necessariamente explicar quem são e em quais situações serão utilizados.

O Procon-SP notificou tanto o aplicativo FaceApp quanto as lojas de aplicativos da Google e da Apple. “Informações divulgadas na imprensa afirmam que a licença para uso do aplicativo contém cláusula que autoriza a empresa a coletar e compartilhar imagens e dados do consumidor, sem explicar de que forma, por quanto tempo e como serão usados. E ainda, essas permissões não estão disponíveis em língua portuguesa”, afirmou a entidade em nota.

Os dados biométricos são dados sensíveis que não podem ser alterados. Portanto, apresentam um risco muito maior em casos de vazamentos ou uso indevido.

Para Flávia Lefèvre, do Intervozes, entidade que integra a Coalizão Direitos na Rede, "a atitude do Procon é uma excelente iniciativa, pois tanto o Código de Defesa do Consumidor, como o Marco Civil da Internet trazem ferramentas importantes de garantia de informação ampla para o consumidor e defesa de privacidade e intimidade, de modo que os dados pessoais não sejam usados de forma arbitrária e abusiva. É importante que as autoridades competentes atuem para dar efetividade às nossas leis conquistadas com grande esforço pelos movimentos sociais".

http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2019-07/procon-notifica-faceapp-apple-e-google?fbclid=IwAR1I66z99euPU11OO46uDnb8-ucVJfS4677hRF2p4FGqTw5bh9EYSP_t8ig
📢ALERTA: Privacidade em risco no assistente de voz do Google⚠️

Sabe quando bate aquela preguiça de digitar um texto e a gente usa Google Assistente de voz? Não faça isso, se você pretende manter suas conversas privadas.🗣📲🚫

O Google admitiu que escuta 0,2% das conversas que passam pelo aplicativo assistente de voz através de "especialistas em idiomas". A justificativa oficial é que a prática é feita para aprimorar o funcionamento do app. 🤖👂

A reportagem do El Pais apurou com funcionários terceirizados do Google que o monitoramento ocorre em diversos idiomas, entre os quais português e espanhol. Cada um desses trabalhadores transcreve cerca de 5.000 gravações por semana, em condições contratuais precarizadas -- na Espanha, dificilmente alcançam um salário mínimo. 🕵️‍♂️😞

Assim a gigante californiana trata os dados sensíveis de seus usuários. Quer saber o que é monitorado pelo Google? "O que tínhamos de transcrever eram os números do celular e endereços", afirmaram as fontes ouvidas pela reportagem. No entanto, eles confirmam escutar conversas de foro íntimo, ainda que não a registrem. 🤯🤯🤯

✅IMPORTANTE: Uma forma de defender a privacidade diante dessa vulnerabilidade é NÃO DIZER "Ok, Google" para o assistente virtual. Esse é o comando que autoriza o aplicativo a escutar seus papos.

Ainda assim, os empregados terceirizados da gigante tecnológica revelam que uma gravação pode ser disparada por acaso quando falamos "Google" a equipamentos conectados à internet. 🤐

📍Leia a reportagem completa:

https://brasil.elpais.com/brasil/2019/07/18/tecnologia/1563466196_049167.html